domingo, 19 de junho de 2011

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


Mas o que resta desta matriz democrática?


 


Concordo com o Paulo Guinote. Uma boa parte da esquerda que perdeu as eleições esteve envolvida no fim da gestão democrática das escolas com a publicação, e com a veneração ao espírito da coisa, do decreto-lei 75 de 2008. É factual. Quem governou nos últimos anos não foi apenas a ala direita do PS. Estiveram acompanhados de pessoas das mais variadas tonalidades e até oriundas dos sindicatos; mesmo da Fenprof. E depois há o off: o que foi dito para além dos órgãos de comunicação social. A expectativa para a inevitável recuperação do tempo perdido, e de um dos pontos fortes que os nossos parceiros europeus admiravam, estará a cargo dos mesmos do costume e de uma qualquer iluminária que dê alguma luz a quem vai governar.

16 comentários:

  1. Viva Paulo,
    lamento ter que to dizer, mas parece-me pouco sério confundires as posições de uma organização como a FENPROF com as posições tomadas por alguns oportunistas que fazem(fizeram) parte de algum dos seus sindicatos.
    O indivíduo que foi de Peniche para o teu agrupamento foi de imediato excluído da lista de que eu fiz parte, mal soubemos da sua traição (muito antes de ser do domínio público).
    Do mesmo modo, a traição do JPV, que se passou de armas e bagagens para o ministério, foi criticada e foi motivo de claras tomadas de posição no seio da federação e do spgl, acentuando a clivagem entre quem está no sindicato por convicção e quem está a tratar da vidinha e se vende a interesses espúrios.
    Acontece que, como em todas as organizações humanas, a pureza só é privilégio dos anjos, dos santos e dos beatos.
    Julgo que é tempo de parar de atirar pedras a quem não merece ser apedrejado.

    Apesar dos pesares sei que estarás presente quando chegar o momento da luta se intensificar, até porque te considero uma pessoa de carácter.

    Abraço.
    Francisco

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  2. Subscrevo os Paulos. Houve sindicalistas da FENPROF que pertenceram a esses governos. Os Directores Regionais quase todos. Quem pôs fim à gestão democrática foi a esquerda e não se admite que os acordos tenham sido assinados com essa decisão. Os sindicatos abandonarem cedo a ideia e só alimentavam a comunicação social para animar a malta. Encarar a verdade é obrigatório.

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  3. Viva Francisco.

    Então? Que pedras? Nem me lembrei sequer desses dois exemplos. O que escrevi é factual.

    Obrigado pelas tuas palavras.

    Abraço tb.

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  4. Quando se fala de "sindicalistas da Fenprof" convém ser mais específico em relação a essa categoria.
    É que a Fenprof é constituída por 7 sindicatos que não são dirigidos todos da mesma forma, pois têm estatutos diferentes e os seus elencos directivos têm concepções algo diferentes quanto ao tipo de sindicalismo praticado.
    Não por acaso os dois maiores são dirigidos por coligações cujo objectivo fundamental tem sido a sua aproximação ao tipo de sindicalismo praticado pela UGT. Nestes a influência do PS tem sido muito forte, o que se reflecte num tipo de sindicalismo cada vez mais afastado das escolas e com mais dirigentes do que delegados sindicais.
    Também não por acaso, têm sido estes os "fornecedores" de quadros para as estruturas centrais e regionais do ministério.
    Mas claro que o mal está na alegada dependência da Fenprof em relação à agenda do PCP.
    Haja decoro, por favor.

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  5. Onde está a Unidade? Agora ninguém tem culpa ou então os outros é que são os interesseiros.

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  6. Os factos são incontestáveis.
    Acresce que, também eu, considero que não se devem diluir responsabilidades próprias (com benefícios exclusivamente individuais) na pertença a colectivos que ainda por cima não têm um pensamento único (ao contrário do que comummente é apregoado).

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  7. Paulo,
    eu entendo-me sempre com quem está disposto a analisar os dados sem esquecer parte deles.

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  8. Tens razão Francisco.

    Não é por se ser deste ou daquele sindicato ou partido que se certifica o carácter. Em que é que ficamos afinal?

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  9. Mas foi isso que eu disse. Está-me a dar razão.

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  10. É bom reavivar os tempos recentes e discutir a pensar no futuro. O país está quase na bancarrota.

    Abraço.

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  11. Por essas e por outras é que as organizações sindicais são das menos consideradas nas sociedades. Há muito a fazer.

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  12. Viva a liberdade de pensamento e de entendimento.
    O que eu escrevi é que não se pode camuflar o sindicalismo reformista tipo UGT atirando as culpas para cima do sindicalismo de classe.
    Parece-me ser exactamente o contrário do que estaria subjacente à pergunta: «Onde está a Unidade?»
    mas se calhar fui eu que percebi mal

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  13. Isso, Viva a liberdade de pensamento e de entendimento.

    Abraço.

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