Mas o que resta desta matriz democrática?
Concordo com o Paulo Guinote. Uma boa parte da esquerda que perdeu as eleições esteve envolvida no fim da gestão democrática das escolas com a publicação, e com a veneração ao espírito da coisa, do decreto-lei 75 de 2008. É factual. Quem governou nos últimos anos não foi apenas a ala direita do PS. Estiveram acompanhados de pessoas das mais variadas tonalidades e até oriundas dos sindicatos; mesmo da Fenprof. E depois há o off: o que foi dito para além dos órgãos de comunicação social. A expectativa para a inevitável recuperação do tempo perdido, e de um dos pontos fortes que os nossos parceiros europeus admiravam, estará a cargo dos mesmos do costume e de uma qualquer iluminária que dê alguma luz a quem vai governar.
Viva Paulo,
ResponderEliminarlamento ter que to dizer, mas parece-me pouco sério confundires as posições de uma organização como a FENPROF com as posições tomadas por alguns oportunistas que fazem(fizeram) parte de algum dos seus sindicatos.
O indivíduo que foi de Peniche para o teu agrupamento foi de imediato excluído da lista de que eu fiz parte, mal soubemos da sua traição (muito antes de ser do domínio público).
Do mesmo modo, a traição do JPV, que se passou de armas e bagagens para o ministério, foi criticada e foi motivo de claras tomadas de posição no seio da federação e do spgl, acentuando a clivagem entre quem está no sindicato por convicção e quem está a tratar da vidinha e se vende a interesses espúrios.
Acontece que, como em todas as organizações humanas, a pureza só é privilégio dos anjos, dos santos e dos beatos.
Julgo que é tempo de parar de atirar pedras a quem não merece ser apedrejado.
Apesar dos pesares sei que estarás presente quando chegar o momento da luta se intensificar, até porque te considero uma pessoa de carácter.
Abraço.
Francisco
Subscrevo os Paulos. Houve sindicalistas da FENPROF que pertenceram a esses governos. Os Directores Regionais quase todos. Quem pôs fim à gestão democrática foi a esquerda e não se admite que os acordos tenham sido assinados com essa decisão. Os sindicatos abandonarem cedo a ideia e só alimentavam a comunicação social para animar a malta. Encarar a verdade é obrigatório.
ResponderEliminarViva Francisco.
ResponderEliminarEntão? Que pedras? Nem me lembrei sequer desses dois exemplos. O que escrevi é factual.
Obrigado pelas tuas palavras.
Abraço tb.
Tb subscrevo as tuas palavras.
ResponderEliminarQuando se fala de "sindicalistas da Fenprof" convém ser mais específico em relação a essa categoria.
ResponderEliminarÉ que a Fenprof é constituída por 7 sindicatos que não são dirigidos todos da mesma forma, pois têm estatutos diferentes e os seus elencos directivos têm concepções algo diferentes quanto ao tipo de sindicalismo praticado.
Não por acaso os dois maiores são dirigidos por coligações cujo objectivo fundamental tem sido a sua aproximação ao tipo de sindicalismo praticado pela UGT. Nestes a influência do PS tem sido muito forte, o que se reflecte num tipo de sindicalismo cada vez mais afastado das escolas e com mais dirigentes do que delegados sindicais.
Também não por acaso, têm sido estes os "fornecedores" de quadros para as estruturas centrais e regionais do ministério.
Mas claro que o mal está na alegada dependência da Fenprof em relação à agenda do PCP.
Haja decoro, por favor.
Onde está a Unidade? Agora ninguém tem culpa ou então os outros é que são os interesseiros.
ResponderEliminarVeja lá se se entendem, Ok?
ResponderEliminarOs factos são incontestáveis.
ResponderEliminarAcresce que, também eu, considero que não se devem diluir responsabilidades próprias (com benefícios exclusivamente individuais) na pertença a colectivos que ainda por cima não têm um pensamento único (ao contrário do que comummente é apregoado).
Paulo,
ResponderEliminareu entendo-me sempre com quem está disposto a analisar os dados sem esquecer parte deles.
Tens razão Francisco.
ResponderEliminarNão é por se ser deste ou daquele sindicato ou partido que se certifica o carácter. Em que é que ficamos afinal?
Mas foi isso que eu disse. Está-me a dar razão.
ResponderEliminarÉ bom reavivar os tempos recentes e discutir a pensar no futuro. O país está quase na bancarrota.
ResponderEliminarAbraço.
Por essas e por outras é que as organizações sindicais são das menos consideradas nas sociedades. Há muito a fazer.
ResponderEliminarSubscrevo.
ResponderEliminarViva a liberdade de pensamento e de entendimento.
ResponderEliminarO que eu escrevi é que não se pode camuflar o sindicalismo reformista tipo UGT atirando as culpas para cima do sindicalismo de classe.
Parece-me ser exactamente o contrário do que estaria subjacente à pergunta: «Onde está a Unidade?»
mas se calhar fui eu que percebi mal
Isso, Viva a liberdade de pensamento e de entendimento.
ResponderEliminarAbraço.