O mar de contradições à volta da dívida dos países do sul da Europa continua com episódios diários. Se há pouco tempo alguém dissesse que a Alemanha ia divergir do BCE e exigir a reestruturação da dívida grega, teria sido acusado de lunático. É bom recordar que os nossos especialistas de direita eram taxativos: quem propuser uma reestruturação pode ficar um século sem acesso ao mercado de capitais. Afinal, em que é que ficamos? Estranho, no mínimo.
É evidente que ninguém consegue pagar estas dívidas e muito menos com taxas de juro tão altas. Quem estimulou, por interesse de alargamento do seu território e do seu mercado, o consumo dos países de sul não pode sacrificar tudo ao calendário eleitoral interno. A bancarrota de uns será a de outros.
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