O actual primeiro-ministro, antes de anunciar os cortes dos subsídios aos funcionários públicos, usou o seguinte paliativo: o sector privado vai ter mais meia-hora de trabalho diário. Foi um bocado cómico, convenhamos.
Passados uns dias, ontem para ser preciso, os patrões e os sindicatos consideraram a medida irrelevante e passaram as horas da reunião da concertação social à volta do assunto, apesar da agenda estar recheada e de esse ser apenas o primeiro ponto. Talvez o ministro Álvaro Pereira, e no contacto com a realidade, comece a reconfigurar os seus conceitos amplamente desfavoráveis ao sector público. Não esqueçamos: não há muito tempo, os gestores europeus "classificavam" assim os seus pares lusitanos: sem visão estratégica, autocráticos, nada pontuais, fascinados por relógios e vestuário caríssimos e muito preocupados com a escolha dos restaurantes que as ajudas de custo suportavam.
E depois, há a questão da história e dos direitos das pessoas.
Meia hora extra é "trabalho obrigatório não remunerado", diz João Ferreira do Amaral
O aumento de meia hora por dia no horário de trabalho "é de facto trabalho obrigatório não remunerado, coisa que na nossa civilização não existe há vários séculos", disse hoje o economista João Ferreira do Amaral.
É um medida cheia de boas intenções, com aplicação prática mas sem os resultados esperados. Esta medida acaba por ser um bocadinho perversa, senão vejamos: o governo quer mais produtividade ou mais produção? Se for produção pergunto para quê? Para consumo interno? Impossível, cada vez temos menos poder de compra. Para exportar? Estarão os mercados receptivos? Dúvido! Maior produtividade não se obtem com mais horas de trabalho, mas sim com planos sérios, honestos e objectivos, coisa que não existe na maioria das empresas portuguesas.
ResponderEliminarEste filme está muito mal contado! Não há qualquer estratégia de crescimento das economias porque não há essa intenção. Se houvesse estratégia de crescimento iria disparar a procura e as matérias primas já escassas, iriam disparar e mesmo quem tem dinheiro a sério, teria grandes dificuldades em manter um nível de vida adequado áquelas mordomias a que estão habituados. Os políticos mundiais apostaram no empobrecimento gradual da população princiulmente da Europa e USA, porque sabem os problemas ambientais que a economia está a provocar. Mais grave será quando optarem por drásticamente reduzir a população mundial por meios como epidemias porque as guerras já aí estão para ficar.
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