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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

as outras frentes do mercado escolar

 


 


 


 


A lógica de mercado instalou-se de vez no sistema escolar, a ideologia vigente privilegia a privatização e desconfia de tudo o que é público. Para além disso, os quadros comunitários de apoio proporcionam a comprovada chuva de milhões associada ao melhor posicionamento para o acesso.


 


A escolarização dos jovens sem o ensino secundário (a nova escolaridade obrigatória) não é bem vista pela direita que governa; é uma constatação implícita e explícita.


 


As últimas notícias associam os argumentos dos parágrafos anteriores. As referidas "meias licenciaturas" dos politécnicos são criadas com os mesmos parâmetros que são objecto de crítica das escolas secundárias escolhidas para as novas "novas oportunidades". Já se percebeu que o lóbi do superior se movimenta melhor nos corredores do MEC e que o lóbi dos privados tem melhor acolhimento em toda a linha.


 


Para agravar a situação das escolas secundárias públicas, o Ministério da Economia tenta prevalecer no Conselho de Ministros no acesso aos referidos quadros comunitários e isso explicará o substancial desvio dos cursos profissionais do secundário para entidades privadas.


 


 


 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

do mau perder e das obsessões

 


 


 


 


Decidi-me pela SIC para o telejornal da noite da demissão de Vitor Gaspar. Apanhei com o cronista Tavares do Expresso (quase que me arrependi) e com o inefável anti-PPPs-e-demais-biliões-de-corrupção, Gomes Ferreira. Já os conhecia, dos tempos lurditas d´oiro, com um básico registo anti-professores. Não me admirei que tivessem colocado as greves dos professores no epicentro da demissão do dia, embora divergissem na importância da acção executiva do ex-ministro (mais à direita o jornalista do "negócios da semana").


 


Aceitava-se que considerassem como simbólica a acção dos professores na queda e até se esperava que propusessem qualquer coisa como "(...)não faltará muito para Portugal agradecer aos professores por mais esta lição de cidadania. Serão mais 115 mil comendadores com a ordem da Espada à Cinta.(...)". Mas não, claro. Nem o cronista M. S. Tavares que considerou Vitor Gaspar como uma tragédia; enfim.




Gomes Ferreira foi aos números e escandalizou-se com os 150 milhões anuais que custará a greve dos professores. Diz que se terá de contratar mais 3.000 professores a 30 mil euros anuais cada um. Gaguejou um bocado, naturalmente. É que mesmo com 14 salários, o rendimento bruto de cada um andará entre os 18.000 e os 20.000 euros. Mas mais: duvido muito que sejam contratados mais 3000 professores, mas mesmo assim o suposto investimento de cerca de 100 milhões (é bom não esquecer que estes novos contratados só se efectuarão com a reforma de cerca de 6.000 professores com salários mais elevados e isso será redução de despesa, mas enfim), que é despesa para Gomes Ferreira, será uma migalha no meio dos biliões de corrupção, swaps incluídos e agora omitidos, que denuncia todos os negócios da semana. Estranhos, ou nem tanto assim, estes critérios: é mau perder ou obsessão.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

50%, vejam lá

 


 


A economia é das ciências menos exactas e, como a História não se repete de forma literal, todos devem estar disponíveis para aprender com os novos tempos e preparados para encontrar caminhos. Há dados portugueses preocupantes. Como diz hoje Vítor Bento, "(...)Desde 1995, porém, o Rendimento Disponível, em percentagem do PIB, entrou em "queda livre", tendo perdido cerca de nove pontos percentuais: caiu de 7% acima do PIB, para 2% abaixo. Mais: em mais de 60 anos, e desde 2005, o Rendimento Disponível tornou-se inferior ao PIB, o que quer dizer que o que temos para gastar já é menos do que produzimos. (...)".


 


Afirmar que as pessoas que têm hoje cerca de 40 anos de idade só vão receber 50% da reforma, tendo como referência os valores de 2006, é que já pode inscrever manipulação. Passos Coelho fê-lo na semana que passou. Haverá alguém que garanta que o primeiro-ministro não está mais preocupado com a sustentação das seguradoras, nem que seja por questões ideológicas?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

divertamo-nos, apesar de tudo

 


 


 


 


O actual primeiro-ministro, antes de anunciar os cortes dos subsídios aos funcionários públicos, usou o seguinte paliativo: o sector privado vai ter mais meia-hora de trabalho diário. Foi um bocado cómico, convenhamos.


 


Passados uns dias, ontem para ser preciso, os patrões e os sindicatos consideraram a medida irrelevante e passaram as horas da reunião da concertação social à volta do assunto, apesar da agenda estar recheada e de esse ser apenas o primeiro ponto. Talvez o ministro Álvaro Pereira, e no contacto com a realidade, comece a reconfigurar os seus conceitos amplamente desfavoráveis ao sector público. Não esqueçamos: não há muito tempo, os gestores europeus "classificavam" assim os seus pares lusitanos: sem visão estratégica, autocráticos, nada pontuais, fascinados por relógios e vestuário caríssimos e muito preocupados com a escolha dos restaurantes que as ajudas de custo suportavam.


 


E depois, há a questão da história e dos direitos das pessoas.


 


Meia hora extra é "trabalho obrigatório não remunerado", diz João Ferreira do Amaral 


O aumento de meia hora por dia no horário de trabalho "é de facto trabalho obrigatório não remunerado, coisa que na nossa civilização não existe há vários séculos", disse hoje o economista João Ferreira do Amaral.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

da blogosfera - ladrões de bicicletas

 


 


Pensar o nosso futuro pós-euro


 


"(...)Os economistas que dominam a opinião nos telejornais sabem muito bem que a austeridade inscrita no Memorando é recessiva. Contudo, preferem passar ao lado deste efeito perverso e apregoam as virtudes de uma imaginária "austeridade expansionista": sacrifícios inevitáveis por agora, mas uma economia a crescer sustentadamente daqui a uns anos. Por muito que insistam, a verdade é que esta política económica é uma fraude: além de não ter fundamento teórico credível, não há registo de que alguma vez tenha ocorrido sem o apoio da desvalorização cambial(1). É apenas a ideologia neoliberal.(...)"


 


 


 

domingo, 27 de março de 2011

dos outros

 


 


 


Para contar os nossos ês já não chegam os dedos de uma mão. Ao eduquês vieram associar-se o economês, o justicês e por aí fora. É uma praga de linguagem bem pensante e sedutora que inferniza a sociedade.


 


O bullshit também se instalou nos nosso comentadores encartados como se viu nos últimos dias a propósito da avaliação de professores. Como nada sabem sobre o que acontece nas escolas, debitam uma série de generalidades porque o silêncio foi eliminado da inteligência.


 


Com a blogosfera docente acontece mais ou menos o mesmo sobre o que se segue em matéria de avaliação do desempenho. A coisa foi suspensa pelo parlamento e quem de direito que faça o seu trabalho. Mas o rol de mesquinhez ao jeito da legislatite-valteriana preenche-nos a cabeça. Nada há a fazer. O ês minou-nos o raciocínio e não há simplex que nos valha. Estamos na falência mas temos uma explicação: a culpa é dos outros.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

sofreguidão de poder

 


 


 


Pode ler aqui o texto integral. Discordo, em grande parte, da prosa deste economista, mas tem uma frase sobre a gestão escolar que ilustra bem o estado a que chegou o poder nas escolas.


 


"(...) Burocratas da Direcção Regional de Educação, políticos da câmara municipal ou simplesmente caciques locais têm os responsáveis escolares no bolso (...)".



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

mais 500 milhões

 


 


A saga BPN continua quase impune e os cortes nos salários associados aos aumentos nos impostos vão continuar a tapar esse buraco sem fundo. Até quando?


 


Governo injecta 500 milhões no BPN e retira CGD da gestão


"Depois de falhada a privatização, o executivo vê-se forçado a aumentar o capital do BPN, uma medida com efeitos negativos nas contas públicas.(...)"

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

façamos o pino

 


 


Que o mundo ocidental está de pernas para o ar era ponto assente. Que os economistas andam tontos era dado adquirido. Mas ler que afinal os salário em vez de cortes devem levar aumentos é que já começa a atingir a raia do desconhecido. É que há quem, e apenas no espaço de uma semana, sentencie com essas contradições. Será por causa da "inevitabilidade" dos cortes ter de tocar a todos?


 


Cortar salários, a saída falsa e fácil para o problema português


"Depois do anúncio de cortes nos salários públicos há pressão para abrir a mesma porta no sector privado. Está na altura de abandonar a ideia.(...)"

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

tendências

 


 


O desgraçado centralismo do ME abanou ligeiramente nos finais do século passado com a lei sobre autonomia e gestão das escolas, mas rapidamente se recompôs. Foi nessa altura que se iniciou o programa da rede de bibliotecas, que teve uma virtude fundamental para o seu sucesso ao nível do investimento: cada escola elaborava o seu projecto com a ajuda de especialistas e o financiamento adequava-se. Não havia, portanto, compras centralizadas em Lisboa e animava-se as economias locais.


 


Mas a guloseima é o que se sabe e o centralismo megalómano ajuda. Por isso, não se estranha que se desbaratem 25 milhões em vigilância electrónica e com os resultados que se vão conhecendo.


 


 


Escolas sem autorização para usar cartões electrónicos

terça-feira, 7 de setembro de 2010

investimento

 


 


Ao contrário do título da notícia, que sugere que a Educação é uma despesa, prefiro a ideia que afirma que Portugal investe 5200 euros por aluno em cada ano. Este valor situa-nos abaixo da média dos países da OCDE (6400 euros). Conclusão: ainda não investimos o suficiente; não há, portanto, qualquer surpresa.


 


Neste momento, proliferam notícias contraditórias sobre a matrícula de alunos no ensino privado. Os últimos anos degradaram a imagem da escola pública. Muitos encarregados de Educação preferem as escolas privadas, embora os custos financeiros impeçam a concretização ou exijam o regresso à escola pública. Será o indício de uma regressão na escolaridade?


 


 


Portugal gasta 5200 euros por ano por aluno

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

quando o confuso é engraçado

 


 


 



 


 


 


É um economista que passa a vida a zurzir no sistema escolar actual. Antes é que era, é a regra das suas sentenças. Dirige uma universidade de formação de gestores e de economistas. Pergunta-lhe o jornalista: mas não temos um problema de gestão nas empresas? Claro, diz o economista, temos de esperar que as novas gerações, que são melhor formadas, cheguem ao poder.