A propósito do momento, lembrei-me do que escrevi há tempos: "O meia-noite em Paris de Woddy Allen (2011) retrata a dificuldade da condição humana em valorizar devidamente o presente (...); a idade de ouro fica sempre no passado e pouco há a fazer.(...)"
Vivemos um período sobreaquecido e a dificuldade dos historiadores será a de sempre: retratar com rigor a realidade, tantos são os sinais de que os jogos subterrâneos minam uma democracia europeia frágil e recente.
Há uma espécie de profissionalidade que se vai evidenciando: são inúmeros os que fazem do poder a sua profissão e dos jogos de influência a fruição cultural. A obsessão com o controlo dos passos da sociedade aprisiona a democracia e a fuga à tragédia colectiva "supera-se" com a crença na solidariedade secreta e na salvação iniciática; um logro comprovado. Como é que a democracia pode sobreviver a esta predação? Exigindo-se mais democracia à nossa volta e com intransigência nos detalhes.
Afirma-se a ideia de que a democracia é uma construção diária e efémera.
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