domingo, 22 de julho de 2012

a denuncia de joseph stiglitz em 2009

 


 


O prémio Nobel da economia foi taxativo em 2009: estamos perante uma luta de classes derivada da corrupção ao estilo norte-americano.


 


A desregulação dos mercados inspirada na tese de Milton Friedman está definitivamente desmontada. A ideia de que os grandes grupos financeiros exerciam melhor a responsabilidade social do que os governos, conheceu nestes dias um abalo severo.


 


Já se suspeitava que os offshores acumulavam capital sem fim, mas agora sabe-se que o buraco negro é descomunal. Que ninguém se iluda: os nossos bons alunos para além da troika são gerentes destes interesses e as privatizações em curso em Portugal estão contaminadas por esse tipo de ganância.


 


Se nada mudar, e é difícil que mude com as democracias suspensas, assistiremos a sangrentas batalhas entre classes sociais.


 


Super-ricos "escondem" mais de 17 biliões de euros em paraísos fiscais 


 


 


"Há um “enorme buraco negro” na economia mundial: as fortunas privadas mantidas em paraísos fiscais. Até agora não se sabia quantificar o tamanho desse “buraco”. Mas neste domingo foi divulgado um estudo que revela que a elite internacional de “super-ricos” preserva em paraísos fiscais pelo menos 21 biliões de dólares (17,3 biliões de euros).(...)"

2 comentários:

  1. Fogo, ainda bem que é o JS a falar em luta de classes.

    Esta já não deve ser ironia.

    :)


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  2. É anónimo:)

    Desde 2009 que já republiquei este linque uma dezena de vezes.

    Não é ironia e pesei bem o que escrevi. Pessimismo? Talvez. São apenas impressões.

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