Já nem sei que diga mais. Ajudei alguns professores com mais de 30 anos de serviço a concorrerem por causa dos desmiolados horários zero. Não o faziam há anos e foram sujeitos a uma humilhação inaudita. Estavam naturalmente nervosíssimos e a base de dados dos concursos é inenarrável. É um complicómetro que resulta de uma comprovada incompetência técnica misturada com a familiar incompetência política e acrescentada de atrevimento e de outras coisas mais.
Agora são 40 mil professores contratados entregues à sorte de um país que nos envergonha. Tenho muito orgulho nestes mais de 30 anos como professor em Portugal, mas fico sempre perplexo com o comportamento dos "sistemas".
Sindicatos da Fenprof e da FNE alertam professores contratados para "confusão" nos concursos
"Dois sindicatos de professores do Norte, um afecto à Federação Nacional de Professores (Fenprof) e o outro à Federação Nacional de Educação (FNE), estão a avisar os cerca de 40 mil ‘professores contratados’ de que não deverão submeter já as suas candidaturas ao concurso para a manifestação de preferências. “A confusão é enorme, as dúvidas imensas – disse ao PÚBLICO João Paulo Silva, dirigente do Sindicato dos Professores do Norte (SPN/Fenprof)(...)"
Embora o significado e o contexto fossem outros, já me lembrei por diversas vezes do breve consulado da Maria do Carmo Seabra. Todas as trapalhadas do ME e da generalidade do Governo de então, valeram a demissão que sabemos...
ResponderEliminarCom rigor, não houve demissão mas sim dissolução da AR. E existia maioria parlamentar a sustentar o Governo. Aliás, idêntica à actual.
ResponderEliminarAmadorismo? Incompetência? Má-fé? Um pouco de tudo?
Seja como for: basta!