terça-feira, 3 de julho de 2012

terraplenagem

 


 


 


A proliferação de despachos no sistema escolar atinge o auge em Julho (seria moderno e razoável que a partir de Fevereiro o MEC estivesse proibido de despachar) e a confusão é um metabolismo que este ano ameaça explodir a qualquer momento.


 


Indicação prematura de professores com horário zero agrava "clima de tensão" nas escolas


"O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, acusou esta terça-feira o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de “agravar o clima de tensão e de instabilidade que se vive nas escolas”, ao exigir aos directores que, “sem terem dados para isso”, indiquem até sexta quais os professores que vão ficar com horário zero."

5 comentários:

  1. Como escrevia o Paulo, fica-se na dúvida se todas estas medidas do MEC e do ministro Nuno Crato revelam incompetência ou um caos deliberado.

    Se a 1ª hipótese é terrível, a 2ª é crime se o objectivo de poupar na educação a eito vai ter como consequência a debandada para o sector privado da educação.

    Assim se pensa cortar nas gorduras do estado. O mesmo se passa na saúde.

    O projecto, em ambos os sectores, é deixar o suficientemente residual a nível do estado social para os pobres e todos os que vão ficando sem capacidades e outras alternativas de vida.

    Ao ver como as peças se encaixam, tenho a certeza que não se trata de incompetência ou de caos derivado dessa incompetência.

    É um caos deliberado que se serve de medos, de angústias e resignações para atingir um objectivo declaradamente ideológico e declaradamente desajustado da realidade da nossa sociedade - quem quer saúde paga, quem quer um ensino de melhor qualidade paga, quem não tem trabalho emigre e saia da zona de conforto.

    Querem transformar um país na sua deriva para o subdesenvolvimento num país qualquer do norte da europa ou até como os EUA.

    Um objectivo que foi sendo adiado e que poderia ter hoje as condições necessárias à sua implementação : a crise, o combate ao défice, as gorduras do estado e a ideia de que não há quaisquer alternativas à chamada falência do estado social. A isto juntem-se as condições políticas e sociais para o fazer.

    Digo "poderia" porque tenho a certeza que a dose cavalar de anestesia vai desaparecer e vamos ter forças para defender o que de melhor ficou do 25 de Abril: o SNS e a escola pública.

    ResponderEliminar
  2. Concordo com a análise e espero que as forças renasçam e se elevem.

    ResponderEliminar
  3. De implosão a implosão, até à implosão final!
    Este é o lema do homem que um dia prometeu fazer implodir o MEC

    ResponderEliminar
  4. Embora seja de somenos importância, esta notícia suscita-me uma dúvida: que directores são estes?

    A pergunta decorre do facto de saber que, na minha parvónia por exemplo, os directores existentes até agora nas várias escolas/agrupamentos se deslocaram hoje mesmo a Lisboa (16:00h), para tomarem posse do cargo de membros/presidente(s) de cada Comissão Administrativa Provisória (CAP) das agregações recém constituídas, a mando do director regional de educação.

    Assim sendo, e de acordo com as actuais normas, parece-me óbvio que esta indicação de professores com horários zero resulte já da ordenação dos docentes por graduação profissional dentro da respectiva agregação que, neste caso, até já terá CAP legal a partir de hoje. Só que, como nada está feito, este “óbvio” não terá contornos duvidosos? É que já se vai percebendo que aquilo que não interessa às escolas-sede das agregações (muitas delas secundárias) e, portanto, aos presidentes das respectivas CAP’s é pouco óbvio, mesmo que de lei. Vai vingar a discricionariedade, mais uma vez?

    ResponderEliminar