domingo, 7 de outubro de 2012

6 de outubro, pelas caldas - vinculação extraordinária ou ordinária?

 


 


 


 


 



 


 Da esquerda para a direita: Helena Mendes, Arlindo Ferreira, César israel Paulo e Jorge Costa.


 


 


 


Este debate decorreu após o que moderei. Houve um pequeno intervalo que me obrigou a acertar alguns detalhes logísticos com os simpatiquíssimos e muito profissionais elementos do CCC, mas fez-me chegar atrasado.


 


Apanhei a intervenção do moderador, o Arlindo Ferreira (do blogue DeAr Lindo que presta um enorme serviço público), já adiantado, mas constatei que estava a apresentar uma séria de quadros bem fundamentados sobre a matéria em apreço e que se encontram no seu blogue.


 


César Israel Paulo (da ANVPC, entidade recentemente criada) historiou a criação da associação e evidenciou as intenções. Ficou patente o empenhamento e a oportunidade democrática da sua actuação.


 


Jorge Costa (Petição ao Parlamento europeu) foi muito detalhado e deixou claro o esforço em nome da vinculação dos professores contratados junto dos Parlamentos nacional e europeu. Percebeu-se melhor que a decisão inesperada de Nuno Crato ao anunciar a vinculação de professores contratados foi um exigência europeia e não um achamento ou epifania. O Jorge Costa evidenciou a persistência a que se obrigou num processo em que contrastaram os procedimentos europeus e a morosidade e tortuosidade, e isto para ser brando, do nosso MEC.


 


Fiquei impressionado com os testemunhos destes dois convidados e com o elevado grau de cidadania que demonstraram.




Ausentei-me novamente para tratar de assuntos logísticos e quando regressei a Helena Mendes já ia em fase adiantada. Percebi que a preocupa, e de acordo com a possibilidade da vinculação de professores contratados com base no decreto-lei nº132 de 2012, o facto do procedimento originar a ultrapassagem de muitos professores que têm leccionado nas escolas do Estado por professores das instituições privadas.


 


Esta e outras matérias originaram um interessante debate. Apenas o natural prolongamento das intervenções iniciais, e a necessidade de se parar para o almoço, obrigaram à interrupção da troca de opiniões.

4 comentários:

  1. Foi um belo encontro, com importantes reflexões.
    Coloquei uma breve nota na Pérola de Cultura.
    Um abraço amigo.

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  2. A vinculação de professores é um dos temas que me suscitaria mais interesse no debate das Caldas, caso tivesse podido estar presente, como desejaria.

    Embora adiante já que tenho interesse pessoal na questão, continuo a considerar descabida a existência de uma vinculação extraordinária em ano de concurso nacional de professores, uma vez que os efeitos práticos das duas situações se sentirão apenas no ano lectivo seguinte, ou seja, em 2013/2014 (a partir de Setembro).

    Como os concursos nacionais costumavam ter início em Fevereiro/Março, a vinculação extraordinária, a existir em ano de concurso nacional, previsivelmente nessas ocasiões, como se prevê, será efetuada já muito perto da data do concurso e servirá somente para cumprir um ponto da agenda política desta governação de Nuno Crato, criando novas injustiças.

    Há professores do quadro, como eu, que aguardam a oportunidade de concorrer para se aproximar das suas raízes familiares, das quais se afastaram há décadas, por opção pessoal é certo, para conseguirem estabilidade profissional e vaga de quadro. Alguns deles foram professores titulares e estiveram impedidos de concorrer durante uns anos. Se houver vinculação extraordinária, algumas vagas serão ocupadas por professores cuja graduação profissional será muito mais baixa, assim como a realidade das vagas existentes será sempre condicionada, já que alguns pretendem mudar-se sem que tal seja conhecido previamente.

    Estou há 27 anos a 150 kms das minhas raízes, tendo criado o meu núcleo familiar e vivido uma nova vida em “terra de ninguém” para mim. Foi a minha opção pessoal, com certeza, mas neste momento, tendo a família regressado toda às origens para estudar ou trabalhar, encontro-me sozinha a 150 kms de todos os meus. Gostaria de, também eu, regressar às minhas origens e, vendo a oportunidade de o fazer em breve, não me parece justo que vá encontrar menos vagas disponíveis, por terem sido preenchidas por colegas muito abaixo de mim na carreira, na sequência de uma vinculação extraordinária que produzirá efeitos apenas na mesma ocasião em que o concurso nacional a que poderei ser opositora poderá produzir efeitos também. A própria vaga que deixarei onde me encontro não será equacionada para efeitos dessa vinculação extraordinária. Logo, essa vinculação extraordinária teria feito sentido muito mais cedo, ou se produzisse efeitos em momento ímpar. Assim, não passará de um capricho do MEC, lembrando o ditado: “Com papas e bolos se enganam os tolos” e gerando outras injustiças e desacertos.

    Para além disto, questiono-me se, entre os próprios professores contratados a vincular, e conhecidos que têm sido os atropelos nas recentes colocações, não haverá também muitas irregularidades que carecem de rectificação urgente, só possível através de um concurso nacional sério.

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  3. Obrigado Ana. Há tempos fiz um post sobre este assunto e voltarei.

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