terça-feira, 20 de novembro de 2012

espantoso que os alunos custem menos no público do que no privado

 


 


 


 


De acordo com o que enunciei no post anterior, é realmente espantoso que o investimento médio por aluno no ensino básico (70000 euros por turma) seja inferior nas escolas do Estado em relação às cooperativas de ensino (85000 euros por turma). Mesmo que no secundário seja sensivelmente igual ou ligeiramente superior (perto de 90000 euros por turma), é motivo de espanto o estado a que chegou a privatização de lucros no ensino não superior.


 


Repito: "(...)Considerando a precarização contratual e salarial dos professores das cooperativas de ensino, temos de concluir que o lucro destas actividades seria ainda mais substancial do que aquilo que se podia supor. É que já todos sabemos que a massa salarial absorve, naturalmente, a parte substancial do investimento. E não esqueçamos: o valor pago às cooperativas esteve durante anos em 115000 euros por turma e só recentemente baixou para 80000, tendo Nuno Crato assinado os actuais 85000.(...)".




Alunos do básico custam menos ao Estado no público do que no privado


"(...)O custo médio por turma dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico é actualmente menor nas escolas públicas do que nos colégios que têm um contrato de associação com o Estado. Segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), o Estado paga em média 70.256 euros pelas turmas dos 2.º e 3.º ciclos das escolas públicas. A verba acordada para este ano com os colégios com contratos de associação é de 85.200 euros por turma.(...)"







15 comentários:

  1. É preciso não esquecer que é dos 85000 por turma que são pagos os salários dos professores, as contas da luz, água, gás, os funcionários, as instalações....
    Quer me parecer que com as escolas do estado isso não acontece. Aliás, ainda gostava que me explicassem como é que a Parque Escolar, uma empresa do Estado, recebe uma renda do Estado, para pagar a utilização/obras de uma coisa que é do Estado. Mas não... são sempre os outros, e só os outros, que são os maus da fita.

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  2. Leia o estudo Mário. Está tudo incluído e é taxativo.

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  3. Afinal sempre é verdade!
    Não vou comentar. Em breve voltarei ao assunto. Vou à Assembleia Municipal.

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  4. Haja coragem para tomar decisões.

    Numa capital de distrito, com oferta de ensino público mais que suficiente, com escolas intervencionadas recentemente, por que razão subsidia o estado uma cooperativa de ensino situada no centro da cidade? Não é uma zona carenciada, mais central não pode haver (escolas e universidade a menos de 1km), oferta curricular não falta. Porquê subsidiar? Tenho seguido este debate com o maior interesse e, parece-me, com este estudo, cai por base o maior argumento do ensino particular e cooperativo: afinal os alunos são mais baratos no ensino público. Sendo assim,porquê pagar mais? Haja coragem para acabar de vez com as águas turvas deste assunto: ou é ensino público e é gratuito, ou é privado e pago. O contribuinte é que não deve pagar dois sistemas concorrentes e paralelos.

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  5. Depois deste estudo, actualizado (ao contrário do que foi realizado pelo Tribunal de Contas), importa que o Estado se esforce para perceber que parte dos milhões de euros que pagou aos colégios com contrato de associação foi, efectivamente, gasto na Educação dos alunos e que parte constituiu lucro (indecoroso) dos gestores, administradores, directores e consultores dos grupos privados que dominam estes estabelecimentos de ensino. Os cidadãos exigem saber para onde está a ir o dinheiro dos seus impostos!

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  6. Realmente um escândalo. Quem manda os professores quererem trabalhar? Quem é que os manda aceitar o emprega numa dessas escolas? Agora vão ser castigados e é bem feito. Mesmo sabendo que alguns têm 15 anos de serviço, exijo que sejam despedidos e que a escola passe para o estado para que eu posso trabalhar. Quem pensa que somos uma classe unida enganou-se. Eles podem ajudar na luta contra as loucura do ME. Eles podem ajudar a formar alunos. Eles podem... eles podem... Mas só porque têm a sorte (ou o azar) de trabalhar para determinadas empresas vamos todos fazer com que se dirijam para o Centro de Emprego. Sabem que mais: aprovado. Têm o meu apoio.

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  7. Então imagine um professor com 25 anos de serviço, com horário zero, com as salas da escola vazias e ao lado um colégio ilegal dessas empresas...

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  8. Nunca disse que era justo. Para nenhuma das partes. Apenas acho que devíamos todos, mas os professores, procurar uma solução para todos juntos do ME. Pessoalmente não me sinto bem em provocar o despedimento de familiares e amigos. Penso que com ponderação poder-se-ia chegar a um consenso. Agora é quase certo que AMBAS as partes teriam de fazer algumas cedências.

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  9. É interessante que estas conclusões venham à tona...Lá diz o ditado: a verdade é como o azeite. Vamos ver o que
    se dirá para justificar a discrepância de verbas.

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  10. Essa notícia do expresso é enviesada.

    Até parece que não tem importância mas o Estado paga o que paga. Mesmo que no público pague um pouco mais na realidade o custo é inferior pois os pais não pagam mais nada. No privado o custo é suportado pelos pais e pelo Estado que como é óbvio não sustenta o colégio sendo a maior parte para pelos encarregados de educação. Senhores jornalistas: Informem!

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  11. Não me parece bem, como contribuinte e eleitor, que se ajude a pagar, de alguma forma, a frequência de colégios privados. Numa altura em que a rede publica cobre todo o território nacional ( ao contrário da época em que só havia liceus nas capitais de distrito) quem quer usar o serviço publico usa as escolas publicas, ponto final. Quem não gosta do ensino publico (e note-se que os senhores professores são todos formados nas mesmas universidades e penso que os senhores professores do privado não vem da Sorbonne nem de Oxford) usa o privado. O que não devia acontecer é contribuintes que não têm filhos no privado porque não podem ... ajudem a pagar as regalias dos colégios privados. Quem tem lá os filhos porque quer e não porque seja necessário!!!!! Liberdade de escolha , sim, mas não com a contribuição de eleitores contribuintes que mal ganham para comer. Quem quer escolas privadas, é livre, mas que pague do seu bolso.

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  12. Esta notícia não explica alguns aspectos relevantes e que influenciam o custo final:
    1 - as turmas no privado tem um maior numero de alunos, e muitas vezes ultrapassam o número legal previsto;
    2 - o ensino privado emprega muitos professores contratados que recebem menos;
    3 - os professores no privado recebem menos e trabalham mais horas que os os professores da mesma categoria do ensino publico ;
    4 - as condições das instalações escolares são normalmente inferiores às do público;
    5 - a qualidade do ensino é na maioria das situações inferior à do ensino público.
    Entendo que estes aspectos devem ser tidos em conta para uma comparação equitativa na comparação de custos.

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  13. Nem podia ser diferente. Tive filhos no privado e sei o que me custou e era um colégio com autonomia pedagógica, pelo que recebia um subsídio por cada aluno. O ensino particular de qualidade é bastante mais caro do que o oficial. Nem podia deixar de ser. A oferta de actividades, comida, transporte é muito superior em quantidade do que no oficial. A tabela salarial dos professores é equiparada. Conheço bem o q. aqui afirmo. Conclusões diferentes só podem ser fantasia para enganar pessoas que pouco sabem sobre este assunto e para justificar o desmatelar do ensino público. Este governo tem tentado fazer passar a mensagem do contrário. Não é por acaso que vai retirar p. 2013 milhares de € ao Ens. Básico. Se terminar o seu mandato, nessa altura, caminharemos p. os 50% de analfabetos de1974.

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  14. Obrigado por todos os comentários. Não tenho, de momento, nada a acrescentar para além do que escrevi neste e noutros posts.

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