A agenda mediática passa a ideia que Portugal tem excesso de funcionários públicos se comparado com os restantes países europeus, ou que estão incluídos nos estudos da OCDE, ao mesmo tempo que afirma a baixa produtividade dos portugueses relacionada com as poucas horas de trabalho.
Está mais do que comprovado que a produtividade tem uma relação directa com a cultura organizacional das instituições e com o clima de cooperação, inovação e mobilização que se consegue.
Os estudos com estas variáveis valem o que valem. Há que considerar a história dos países e a fidelidade na recolha de dados. O gráfico que se segue demonstra que o nosso problema não está nas horas de trabalho. A produtividade é o que nos atrasa e a responsabilidade maior estará em quem dirige.
Quanto ao número de funcionários da administração central o gráfico seguinte é inequívoco e contraria a tal agenda mediática (em 2012, os professores "fugiram" em número suficiente para que estejamos ainda mais abaixo).
Excelente post. Bom Natal
ResponderEliminarClaro que há quem gostaria que fossemos como a Noruega com cerca de 30% da população activa a trabalhar para o Estado. Mas, há que contextualizar cada país de acordo com as suas próprias especificidades.
ResponderEliminarOra, com tanto choque tecnológico e tanta agregação de serviços, será que não temos mesmo funcionários públicos a mais? Pelo menos nalguns serviços e nalgumas regiões de Portugal é isso que parece!
Pelo menos quando me dirijo à maior parte dos serviços públicos é essa a ideia com que fico. Acredito que por Lisboa e Porto existam falta de funcionários públicos para o número de habitantes que vivem nas duas áreas metropolitanas, mas talvez o problema esteja na distribuição dos funcionários públicos pelo país: em falta na AML e AMP e em excesso no resto do país...
Por exemplo, quando me dirijo à secretaria da minha escola fico sempre com a ideia que há lá gente a mais para o serviço que têm...
Um questão: o gráfico só mosta o funcionalismo público da administração central, não é? É que com o funcionalismo público a nível regional e, sobretudo, municipal, é provável que a nossa posição no gráfico mude de forma substancial...
Obrigado ALT.
ResponderEliminarPedro: mesmo aqui ao lado, em Espanha claro, os funcionários públicos das regiões são em maior número do que os ligados à administração central. Tenho ideia que somos um dos únicos países sem regiões efectivas, digamos assim. Não sei se o teu raciocínio não favorece as conclusões do post, acentuando-as.
ResponderEliminarNão é por acaso que as regiões de Espanha estão na bancarrota. Não lhes queremos seguir o exemplo, pois não?
ResponderEliminarClassifico esta conclusão como manipulação :)
ResponderEliminarSe quem não está na bancarrota (lá mais para norte) está regionalizado, concluiremos o quê?