domingo, 2 de dezembro de 2012

recuos e desorientações

 


 


 


Passos afasta co-pagamentos no ensino obrigatório


 


 


A desorientação nas políticas para o sistema escolar é patente e a ala-dos-privados-tout-court já não sabe para onde se virar.


 


Os últimos estudos encomendados pelo MEC (e para o ano lectivo 2009/10, porque agora seria ainda mais grave) dizem que o custo médio de 70% das turmas das escolas do Estado (2º e 3º ciclos) é de 70000 euros contra os 85000 euros das cooperativas de ensino (imagine-se o que não deve ter sido de privatização de lucros, uma vez que nos anos anteriores as cooperativas recebiam 115000 euros por turma).


 


É por isso que os mais atentos sublinham a desorientação dos assessores de Passos Coelho e do ponta-de-lança-escolar do partido mais pequeno da coligação.


 


Para "fugirem" ao básico, e sobreviverem, vale tudo: dual, vocacional, politécnico, co-pagamento no secundário (nem deviam saber do alargamento recente do "obrigatório"), IEFP, modelo-notário (a sério que há quem tenha acordado com essa ideia), germanofilia-aguda e por aí fora.


 


Passos e Gaspar andam a exibir, à custa dos professores, um modelo de corte nos funcionário públicos. Já ninguém duvida. Só que até os mais fanáticos da austeridade em curso dizem que já chega de "penas" à custa das escolas do Estado e que é preciso ir aos outros sítios, até onde os aparelhos partidários e o caciquismo dominam.


 


Vamos assistindo.

5 comentários:

  1. Mais uma tempestade num copo de água.
    Passos Coelho disse uma coisa na entrevista e a opinião publicada resolveu inventar a história das propinas.
    Pena é que Judite de Sousa não tivesse pedido a Passos Coelho para concretizar o que ele estava a dizer.
    De resto, tivemos muita especulação e "diz que disse"...

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  2. É Pedro: impreparação a diversos níveis. E quando fica a sensação que o exemplo de desconhecimento vem de cima...

    Nem uma palavra sobre o conteúdo do post, Pedro.

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  3. … o plano principal não era o co-pagamento, mas sim a repartição do bolo do orçamento do MEC por algumas coutadas, por via de uma maior privatização do que agora é o ensino com gestão pública.

    Esse objectivo ainda está em decurso, com escassa fundamentação empírica e muito voluntarismo dos interessados, uns com maior sinceridade, outros por pura ganância.

    Só que há um detalhe a entravar um maior interesse… estender a rede de alguns grupos privados, com meios próprios ou alheios, implica uma de duas coisas, que urge solucionar enquanto há Governo:

    Alargar a rede de estabelecimentos, no caso do alargamento dos contratos de associação, e o tempo é de vacas magras para apoios e isenções para a construção de novos equipamentos. Pelo que agrada assumir a gestão das escolas públicas já existentes, muito em especial as Secundárias intervencionadas, que dispõem de bons equipamentos e são bem mais atractivas do que as esquecidas Básicas 2/3. Para além de que são propriedade da Parque Escolar… e talvez já se perceba porque não foi extinta… e são ideais para o tal Ensino Dual, o mais caro de acordo com os estudos que servirão de base para os contratos… Perceberam agora?
    Ter de aguentar com aqueles malvados dos professores da rede pública, muito habituados a direitos laborais e privilégios diversos, no caso da gestão de estabelecimentos públicos por gestores ou grupos privados. Pelo que há que embaratecer os custos de produção, o que significa, no caso da Educação, baixar os custos com os salários e cortar as hipóteses de progressão. Para além de alargar os mecanismos de domesticação da autonomia real dos professores. É o que está em curso com o empurrar dos professores mais caros para a aposentação e a redução de efectivos de modo a tornar mais atractiva (alguém dirá racional, mas…) a tal gestão privada.
    Resumindo, lembrem-se do que se passou com as empresas públicas sempre que as quiseram privatizar ou aceitar privados na sua administração…

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  4. Paulo. conteúdo deve estar relacionado com o título, não é? Ora, comentei o título, chamando a atenção para o "diz que disse".
    O conteúdo factual do artigo em si é muito diverso, misturando muitos temas. Os resultados dos estudos são factuais e não merecem contestação. A desorientação é ideia sua: até Fevereiro têm de surgir propostas para o corte de 4 mil milhões. Até lá, há que pensar em ideia e não fazer como faz o PS: fugir...
    Já os cortes nas despesas com os professores é outro facto e não é novidade. No próximo concurso haverá novidades, assim como nas novas tabelas salariais que deverão surgir em 2013.
    Abraço e uma boa semana de trabalho

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  5. Concordo Pedro: "Os resultados dos estudos são factuais e não merecem contestação."

    Abraço e boa semana também.

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