Passos afasta co-pagamentos no ensino obrigatório
A desorientação nas políticas para o sistema escolar é patente e a ala-dos-privados-tout-court já não sabe para onde se virar.
Os últimos estudos encomendados pelo MEC (e para o ano lectivo 2009/10, porque agora seria ainda mais grave) dizem que o custo médio de 70% das turmas das escolas do Estado (2º e 3º ciclos) é de 70000 euros contra os 85000 euros das cooperativas de ensino (imagine-se o que não deve ter sido de privatização de lucros, uma vez que nos anos anteriores as cooperativas recebiam 115000 euros por turma).
É por isso que os mais atentos sublinham a desorientação dos assessores de Passos Coelho e do ponta-de-lança-escolar do partido mais pequeno da coligação.
Para "fugirem" ao básico, e sobreviverem, vale tudo: dual, vocacional, politécnico, co-pagamento no secundário (nem deviam saber do alargamento recente do "obrigatório"), IEFP, modelo-notário (a sério que há quem tenha acordado com essa ideia), germanofilia-aguda e por aí fora.
Passos e Gaspar andam a exibir, à custa dos professores, um modelo de corte nos funcionário públicos. Já ninguém duvida. Só que até os mais fanáticos da austeridade em curso dizem que já chega de "penas" à custa das escolas do Estado e que é preciso ir aos outros sítios, até onde os aparelhos partidários e o caciquismo dominam.
Vamos assistindo.
Mais uma tempestade num copo de água.
ResponderEliminarPassos Coelho disse uma coisa na entrevista e a opinião publicada resolveu inventar a história das propinas.
Pena é que Judite de Sousa não tivesse pedido a Passos Coelho para concretizar o que ele estava a dizer.
De resto, tivemos muita especulação e "diz que disse"...
É Pedro: impreparação a diversos níveis. E quando fica a sensação que o exemplo de desconhecimento vem de cima...
ResponderEliminarNem uma palavra sobre o conteúdo do post, Pedro.
… o plano principal não era o co-pagamento, mas sim a repartição do bolo do orçamento do MEC por algumas coutadas, por via de uma maior privatização do que agora é o ensino com gestão pública.
ResponderEliminarEsse objectivo ainda está em decurso, com escassa fundamentação empírica e muito voluntarismo dos interessados, uns com maior sinceridade, outros por pura ganância.
Só que há um detalhe a entravar um maior interesse… estender a rede de alguns grupos privados, com meios próprios ou alheios, implica uma de duas coisas, que urge solucionar enquanto há Governo:
Alargar a rede de estabelecimentos, no caso do alargamento dos contratos de associação, e o tempo é de vacas magras para apoios e isenções para a construção de novos equipamentos. Pelo que agrada assumir a gestão das escolas públicas já existentes, muito em especial as Secundárias intervencionadas, que dispõem de bons equipamentos e são bem mais atractivas do que as esquecidas Básicas 2/3. Para além de que são propriedade da Parque Escolar… e talvez já se perceba porque não foi extinta… e são ideais para o tal Ensino Dual, o mais caro de acordo com os estudos que servirão de base para os contratos… Perceberam agora?
Ter de aguentar com aqueles malvados dos professores da rede pública, muito habituados a direitos laborais e privilégios diversos, no caso da gestão de estabelecimentos públicos por gestores ou grupos privados. Pelo que há que embaratecer os custos de produção, o que significa, no caso da Educação, baixar os custos com os salários e cortar as hipóteses de progressão. Para além de alargar os mecanismos de domesticação da autonomia real dos professores. É o que está em curso com o empurrar dos professores mais caros para a aposentação e a redução de efectivos de modo a tornar mais atractiva (alguém dirá racional, mas…) a tal gestão privada.
Resumindo, lembrem-se do que se passou com as empresas públicas sempre que as quiseram privatizar ou aceitar privados na sua administração…
Paulo. conteúdo deve estar relacionado com o título, não é? Ora, comentei o título, chamando a atenção para o "diz que disse".
ResponderEliminarO conteúdo factual do artigo em si é muito diverso, misturando muitos temas. Os resultados dos estudos são factuais e não merecem contestação. A desorientação é ideia sua: até Fevereiro têm de surgir propostas para o corte de 4 mil milhões. Até lá, há que pensar em ideia e não fazer como faz o PS: fugir...
Já os cortes nas despesas com os professores é outro facto e não é novidade. No próximo concurso haverá novidades, assim como nas novas tabelas salariais que deverão surgir em 2013.
Abraço e uma boa semana de trabalho
Concordo Pedro: "Os resultados dos estudos são factuais e não merecem contestação."
ResponderEliminarAbraço e boa semana também.