Como em qualquer outra causa, a defesa da escola pública faz-se com actos.
A última década delapidou essa recente conquista democrática. Através da desvalorização da cultura organizacional das escolas e do valor dos seus profissionais, a agenda do "tudo está mal na escola" conquistou espaço, tornou a contenda muito desigual, originou o aparecimento de falsos defensores que se escondiam numa oposição conjuntural recheada de falsidade e que eram denunciados logo que assumiam o poder formal.
Apenas os partidos de fora do arco de poder, e as instituições que funcionam como satélite, ergueram uma voz que o olhar da opinião publicada que estrutura o voto desvalorizou.
Assistiu-se nos últimos anos ao aparecimento de diversas vozes de professores. Organizados em movimentos ocasionais ou com o risco dos franco-atiradores, os professores do não superior conseguiram uma defesa que parecia impossível. É, contudo e repito, uma luta desigual.
Hoje ficou a saber-se o que já se desconfiava. Até o relatório do FMI, e na sua versão inicial, "(...)sugeria corte para metade das escolas com contrato de associação já este ano e criticava o elevado número de estabelecimentos de ensino(...)".
Veremos os próximos episódios.
Governo "limpou" original do relatório do FMI
Até parece que a sua função não tem sido a de "limpar" quase tudo o que mexe, a não ser os donos que os seguram por cordelinhos, assim como naquela cena da música no coração, até bem esgalhada.
ResponderEliminarAliás, quando sairem, podem implementar 1 agência de limpezas ao domícilio. Operacionalizam a experiência e dão uma de empreendedorismo jovem - estar desempregado não é 1 estigma, é um desafio, ou lá o que eles dizem.
Então, vá.
E depois, vem-me à ideia aquela frase batida de- pobrezinhos mas limpinhos.
ResponderEliminarFiquem tranquilos.