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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Começa a ser muito tarde


"Recurso a professores sem habilitação profissional quadruplicou numa década. Falta de professores é transversal a vários países. OCDE alerta que recurso a professores não qualificados pode ter “implicações significativas” para a qualidade e para a equidade da educação."



 

terça-feira, 18 de junho de 2024

A OCDE elogia a criatividade de alunos e professores portugueses

 


Para a OCDE (2016) "os professores portugueses são os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos". 


Para a OCDE (2024) os "estudantes portugueses estão entre os mais criativos da OCDE".


É um resultado positivo e surpreendente, uma vez que o Relatório concluiu que as escolas portuguesas são as que oferecem menos actividades científicas ou artísticas, e os alunos são os que menos frequentam actividades nestas áreas (na sociedade e na escola): só 10% frequenta conteúdos artísticos, 7% musicais, informática ou clubes de ciência, 6% teatro e 5% jornais escolares.


Neste sentido, e considerando todas as adversidades escolares, já há quem considere que isto explica a elogiada e reconhecia competência dos portugueses: "a propensão natural para resolver problemas e livrar-se de situações difíceis com facilidade e rapidez".

domingo, 23 de abril de 2023

[Cenário 3 da OCDE]



"[Cenário 3 da OCDE]





Hábitos enraizados como dar notas aos alunos desaparece e aprender passa a ser uma atividade de todo o dia orientada por profissionais da educação, mas nem sempre dentro dos limites das salas de aula e das escolas.

As escolas estão abertas à participação de profissionais não docentes no ensino: atores locais ou parentes são bem-vindos à escola, assim como parcerias com instituições, como museus ou bibliotecas.

No entanto, "os professores atuam como engenheiros de atividades de aprendizagem em constante evolução, e a confiança no profissionalismo dos professores é elevada", refere o relatório, sublinhando que "os professores com forte conhecimento pedagógico e ligações próximas a múltiplas redes são cruciais".

 


quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Da Memória e da Falta de Professores

Já lá estamos.


Em 27 de Fevereiro de 2018 escrevi assim:



A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal(...). Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como na França ou em Espanha, ainda não é tanto assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores porque o estatuto da carreira se degradou. Quase que não existem alunos no não superior candidatos aos cursos de formação de professores e os excessos no tempo para a aposentação provocam baixas médicas em catadupa e uma atmosfera de substituições temporárias pouco apelativa.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Substituir Professores Por Máquinas?!

A OCDE revela o que se vai passando na ideia de substituir professores por máquinas.



"OCDE prevê que robôs vão ajudar professores nas escolas até 2040. Relatório da organização avança como poderá ser a educação em 2040 e vê escolas com professores apoiados por robôs ou mesmo a extinção destes profissionais. A OCDE apresentou esta terça-feira cenários para o futuro da educação que vão desde escolas com professores apoiados por robôs até ao desaparecimento dos profissionais de ensino, num mundo altamente tecnológico com parques infantis inteligentes para cuidar das criançasO relatório “De volta ao futuro da Educação – quatro cenários da OCDE” fornece pistas de como poderá ser a educação até 2040, mostrando que não existe “um único caminho para o futuro, mas muitos”, segundo o diretor na área da educação da OCDE, Andreas Schleicher. O relatório apresenta então quatro cenários possíveis: Prolongamento da escola (“Schooling extended”), Educação subcontratada (“Education Outsourced”), Escolas como espaços de aprendizagem (“Learning hubs”) e Aprender à medida que se avança(“Learn as you go”). Os investigadores que imaginaram um cenário de “prolongamento da escola”acreditam que as escolas irão continuar a funcionar no modelo de sala de aula com um adulto presente, mas com horários mais flexíveis, métodos de ensino variados e fronteiras entre disciplinas esbatidas. As escolas passam a ter um corpo docente reduzido, mas distinto e bem treinado, que continua encarregue de conceber conteúdos e atividades de aprendizagem, que podem ser depois implementados e monitorizados por robôs educativos, juntamente com outros funcionários”, lê-se no relatório. Já não será “preciso parar e testar”, predizem os investigadores, acrescentando que os alunos terão mais hipóteses de escolher os conteúdos da sua aprendizagem, mas os tradicionais certificados de habilitações vão continuar a ser o principal passaporte para o sucesso económico e social.(...)"


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

PISA e Repetições

 


Temos aí o PISA 2018. E, numa primeira análise, repitamos: uma população mais escolarizada e menos pobre vai reduzindo, naturalmente, o insucesso e abandono escolares e melhorando os resultados em testes internacionais como o PISA.  Quando a sociedade estagna, as oscilações são, em regra, pequenas. É também o caso português. A partir da última década do século XX fomos diminuindo a pobreza e aumentando a escolaridade. Os resultados no PISA, por exemplo, melhoraram gradualmente neste século e têm tendência a estabilizar uma vez que a pobreza teima em não descer dos 2 milhões de pessoas. Se a sociedade contribui com 60% para o sucesso escolar, as escolas com 30% e os professores com 10%, tudo isto numa análise macro, obviamente, o tempo de uma legislatura tem reduzida influência nos dados de um país. Nesse período temporal, o que é possível é mudar uma escola ou num período ainda menor um professor pode alterar o percurso de um aluno ou de um pequeno grupo. E olhando para a nossa realidade, os resultados podem estagnar, ou descer, na média da OCDE, se a sociedade não elevar as pessoas e se as escolas, e a sua organização, mantiverem os níveis descendentes da última década associados à perspectiva caótica na renovação dos professores.


Duas notas: os nossos jovens estão felizes com a vida (a infância e a adolescência são, em regra, assim) mas ansiosos com a competição escolar; os alunos fazem uma apreciação muito boa dos professores, apesar de cerca de metade assumir que não os ouve.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Pudera!

 


Um país que sustenta uma banca desvairada e um aparelhismo estratosférico, não estranha o seguinte: "Portugal é o país que mais penaliza as reformas antecipadas e dos que menos premeiam o trabalho até tarde." Há toda uma geração desgastada e com burnout inequívoco a trabalhar em idades "impensadas" até há pouco tempo. E é também por isso que me impressionam os ministros, ladeados de técnicos da OCDE, que sorriem quando anunciam más notícias para quem trabalha. Pode ser um nervoso miudinho, mas exigir-se-ia um bocadinho mais de contenção comunicacional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Mais Alunos no Secundário e menos no Superior

 


 


 


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A conclusão é da OCDE e accionou os alarmes de circunstância: temos mais alunos do que a média da OCDE a frequentar o secundário (89%) e muito menos o superior (37%). Em Portugal, que tem uma histórica sociedade ausente que sobrecarrega a escola com uma agenda incumprível, a frequência obrigatória é elevada (foi assim na 4ª classe, no ciclo preparatório, mais tarde no 9º ano e actualmente no 12º). Não interessa o "como" da frequência. Como as escolas abrem todas em Setembro e sossegam as consciências, só segue para além do obrigatório quem tem retaguarda financeira ou ambição escolar familiar. 


A discussão centra-se no fim das propinas. Concordo que a gratuitidade teria importância, mas não me parece a causa primeira e surpreendem-me alguns recém-convertidos. Há, desde logo, que resolver o apoio da sociedade aos estudantes, do superior também, desde a entrada na escola. É aí que a exclusão começa.


Para além disso, o custo de vida nas cidades com mais ensino superior é insuportável (principalmente para quem vem de "fora") e da responsabilidade de toda a sociedade.


Por outro lado, o profissional exige mudanças: a organização é um inferno de inutilidades burocráticas e os currículos reduziram demasiado o essencial (sublinhe-se que cerca de 80% dos alunos não vai para o superior; 50% dos alunos do secundário frequenta este profissional e são muitos os decisores que se gabam disso). 


E depois temos o acesso ao superior. O superior deve organizá-lo. Seria mais democrático se acabassem os numerus clausus (os especialistas dizem que é possível) para evitar o clientelismo nas entradas. O secundário deve certificar o fim de um ciclo de estudos (que não é o mesmo que o fim da exigência, como há muito se comprovou). É uma mudança difícil, mas haverá mais sociedade e melhor escola e (é bom que esteja sentado) com crianças com mais tempo para brincar e adolescentes mais saudáveis. O regime actual estimula, e desde os seis anos de idade, mais trabalhos de casa, mais provas nacionais a eito (é uma praga cíclica), mais explicações, competição excessiva nos primeiros ciclos de escolaridade e exaustão de adolescentes. Não há regimes de acesso perfeitos, mas o existente tem consequências negativas directas e indirectas que explicam conclusões como esta da OCDE.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Da memória e da falta de professores

 


 


Já lá estamos. Se ler o que se segue, identificará o sítio onde nos apressamos a chegar.


 


Em 27 de Fevereiro de 2018 escrevi assim:


 



A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal(...). Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como em França ou Espanha, ainda não é tanto assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores porque o estatuto da carreira se degradou. Quase que não existem alunos no não superior candidatos aos cursos de formação de professores e os excessos no tempo para a aposentação provocam baixas médicas em catadupa e uma atmosfera de substituições temporárias pouco apelativa.


sábado, 1 de dezembro de 2018

Dos Trabalhos e dos Dias

 


 


 


E é muito bom quando o professor retribui. É quase sempre assim, "como sublinha a OCDE em relação ao respeito mútuo generalizado entre professores, alunos e encarregados de educação, ao mesmo tempo que diz que os professores portugueses são os melhores a adaptar as aulas às necessidades dos alunos." Aliás, o respeito e a boa educação são inalienáveis e é uma pena que a "OCDE conclua que a pequena indisciplina nos coloca no primeiro lugar do tempo perdido para começar uma aula". A OCDE não refere as causas, mas a nossa realidade é taxativa numa delas: o constante arremesso mediático ao professor que é partilhado até em locais inesperados. Sabem lá o que é uma sala de aula e a energia decisória que é necessária para corresponder a dezenas de solicitações importantes por parte de trinta indivíduos (crianças e jovens) por hora.


Os estudos mais recentes dizem que só "só os alunos dão ânimo aos professores" e que "os professores são vítimas de uma organização de trabalho que os adoece". Não será por acaso que o desenho das minhas alunas refere o planeta terra, não fosse o professor pensar que o sistema escolar é um manicómio antecipado pela sonda da NASA que aterrou em Marte.


 


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domingo, 16 de setembro de 2018

E a OCDE serve que projecto político?

 


 


Os últimos dias permitiram um melhor conhecimento da história da OCDE, como, de resto, aconteceu recentemente com uma instituição parecida: o FMI. Ambas, a 1ª na educação e a 2ª na economia e finanças, servem um projecto político que se consolidou nas últimas décadas nos EUA e na Europa (PPE e socialistas da terceira via) e que foi responsável pela crise de 2007 e pelo aumento de riqueza dos tais 1%. Objectivamente é assim. Há mais resultados, alguns muito positivos como a paz, mas os dois referidos evidenciam-se até por permitirem a subida ao poder de forças extremistas demagógicas em consequência da queda das classes médias.


O último relatório, Education at a Glance, da OCDE, tem conclusões baseadas em dados errados sobre os professores portugueses. Os OCS agendaram de imediato as falsas conclusões sobre os professores e as instituições da democracia silenciaram-se. Esperava-se uma pronta correcção do Governo, até porque um dos secretários de estado da Educação dirige as reuniões do TALIS, departamento da OCDE com um "peso" semelhante ao PISA e que estuda as questões profissionais da educação. Mas não se ouviu nada de conclusivo e objectivo. Li o SE a desresponsabilizar-se sobre as erradas conclusões. Esperemos, então, pelos próximos capítulos.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Europa com falta de professores

 


 


 


 



A OCDE concluiu que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal e no regresso dos professores titulares. Discordo. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como em França ou Espanha, ainda não é tanto assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores porque o estatuto da carreira se degradou. Quase que não existem alunos no não superior candidatos aos cursos de formação de professores e os excessos no tempo para a aposentação provocam baixas médicas em catadupa e uma atmosfera de substituições temporárias pouco apelativa.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Os nossos jovens são os campeões da ansiedade na OCDE

 


 


 


Estamos no 4.0: da indústria à política e passando pela Europa, com o sublinhado nas pessoas e "no que significa ser humano" ("A Quarta Revolução Industrial" de Klaus Schwab). Apesar da escala global e da complexidade inédita, há um conjunto controlável de mudanças.


E o que é preciso mudar, por cá, na educação 4.0? Encontrar questões chave. A OCDE "agendou" a queda do modelo de acesso ao ensino superior. Entre outras conclusões, os nossos jovens são os campeões da ansiedade: "sempre acima da média. Quando começam a estudar, ou vão fazer um teste, ou em muitas outras situações.Há uma legião de medicados para a concentração (um eufemismo), outra de viciados em jogos de computador (são horas a esquecer o mundo) e ainda outra com dificuldades relacionais (os desportos de grupo, por exemplo, "desapareceram" na idade 14-18; sobrevive o ubíquo futebol). Se todas as idades são belas e inesquecíveis, a dos 14-18 ficará marcada pela substituição de amigos por rivais e pela falta de tempo para ter tempo. É uma tristeza, um imperativo de saúde pública e um processo que se arrasta às idades inferiores. É por causa destas consequências, e de um rol de injustiças comprovadas, que defendo há muito alterações no sacrossanto acesso ao superior, como defendi o fim de provas nacionais anuais (finais ou intermédias) nos mais pequenos, a par de toda a parafernália de procedimentos que publicitam e hierarquizam as classificações das crianças e sobrecarregam a competição. E nada disto se relaciona com rigor na avaliação ou exigência. Talvez, e aí confesso algum arcaísmo, coloque em lugar cimeiro a confiança nos professores.


 


Nota: o esgotamento, e a desorientação, do modelo de acesso fica patente na argumentação (prós e contras) à volta da nota de Educação Física.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

da memória recente e da avaliação de professores

 


 


 


Numa pesquisa dentro do blogue, fui parar a um post de 10 de Fevereiro de 2017 com o título "do Pisa e do óbvio".


 


Escrevi assim (antes de o leitor continuar, olhe para a imagem que acompanhou o post e recorde-se da recente desobediência da ex-ministra no preenchimento de uma plataforma com a sua avaliação; sorria, abane a cabeça na horizontal, mantenha-se sentado e continue; se for caso disso, claro):


 


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Os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo. Este princípio elementar é confirmado por Portugal nos resultados PISA, de 2000 a 2015, que testa alunos de 15 anos em competências (e não nos tradicionais conteúdos disciplinares) de leitura, ciência e matemática. Mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido (em regra e reconhecido pelos próprios) inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados.


A Europa "concluiu" a massificação escolar no período em que Portugal a iniciou: a década de setenta do século passado. Em 2003, já iniciávamos uma recessão escolar coordenada pelos ministros que se vêem na imagem, com excepção do moderador, Marçal Grilo, que é do tempo expansionista. Esse despovoamento a eito do território, em modo de mega-escala desconhecida no mundo estudado, foi a linha condutora entre os ministros (como nestes assuntos os resultados são a médio e longo prazos, o INE acaba de anunciar que o abandono escolar precoce aumentou em 2016, depois de 13 anos em queda, com saliência para o número de jovens que não concluiu o 12º ano; desde 2002 que isso não acontecia). A jornalista do Público titulou a notícia do encontro de ministros com mais um momento de delírio revisionista: "Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores terminou em Portugal". É difícil ler o texto sem abanar a cabeça ou sorrir e a culpa não será da jornalista.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

dos números do abandono escolar

 


 


 


 


Como há muito se sabe, a taxa de conclusão do ensino secundário (escolaridade obrigatória) em Portugal continua longe do aceitável. O "Relatório da OCDE destaca as altas taxas de abandono dos estudantes nacionais. Cerca de 40% dos nossos alunos não conseguem concluir o secundário em três anos. Mais de metade da população ativa portuguesa não tem o ensino secundário e apenas cerca de 60% dos alunos que entram nesse nível de ensino conseguem concluir os estudos sem atrasos significativos. Esta é uma das principais conclusões do Education at a Glance 2017, o relatório que analisa a educação nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Tendo em conta dados de 2016, cerca de um terço (31%) dos jovens adultos entre os 25 e os 34 anos abandonaram o secundário, quase o dobro da média da OCDE. Para a OCDE este é mesmo um dos grandes desafios do nosso país: "em primeiro lugar assegurar o acesso à educação e depois assegurar que os estudantes completam os estudos..."


 



Adenda:


"...PROFESSORES: UMA PROFISSÃO EM CRISE.


Entre os aspetos que são destacados na apresentação do "Education at a Glance" há ainda referência à situação dos professores, que são a "espinha dorsal" de qualquer sistema educativo. No entanto, alerta-se, "a profissão está a tornar-se cada vez menos atrativa para os jovens e a população docente está a ficar cada vez mais velha".


Não é a regra em todos os países (Portugal é uma das exceções), mas os professores ganham, em média, menos do que outros trabalhadores com qualificação superior. E a crise iniciada em 2008 não ajudou: "Entre 2005 e 2015 o salário dos professores diminuiu em termos reais num terço dos países", lembra a OCDE...."


sábado, 1 de abril de 2017

Agora são tutorias para professores

 


 


 


OCDE veio dizer que há professores na Europa a precisar de tutorias e há quem pense de imediato em Portugal e no regresso dos professores titulares. Não é assim. Há países onde já não há professores, tal os tratos a que o grupo profissional tem sido alvo. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo e lido assim de repente, precisam de tutorias porque há pessoas sem formação académica, e muito menos profissional, que recorrem ao ensino "apenas" para terem um salário. Em Portugal, como na França ou na Espanha, ainda não é assim. Mas não tarda. Por cá, lá abrirão os telejornais com a falta de professores que começa a ser uma preocupação porque a insanidade organizacional, e os excessos no tempo para a aposentação nos do costume, provoca baixas médicas em catadupa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

do orçamento da Educação

 


 


 


OCDE conclui com base em indicadores financeiros. Um Governo que não pode viver para lá do défice, receia modificar numa área "sem" receitas como a Educação. Depois de anos a fio de cortes, a OCDE olhará para os orçamentos da Educação desde 2005 (construídos na escola do Goldman Sachs com números que diferem de instituição para instituição: OCDE-Eurostat, INE, Pordata/DGO e ME) e receitará pelo "seguro". A recomendação da manutenção dos agrupamentos de escolas obedece a estes receios e "não reconhece" o aumento de despesa em algumas rubricas nem as variáveis com visibilidade a médio e longo prazos. Até as variáveis de "tolerância" (nomeadamente a partilha de professores e de outros profissionais) seriam tratadas, com vantagens, num modelo de proximidade como o que já existiu antes da empreitada do Governo de Durão BarrosoComo alguém disse, é bom que não "se confunda a árvore com a floresta" porque disso já tivemos que chegue.


 


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