quarta-feira, 13 de março de 2013

a austeridade à esquerda

 


 


 


 


A última vez que a esquerda governou em Portugal escolheu o sistema escolar para aplicar uma mistura de ultraliberalismo com a férrea burocracia do controle maoista ou chavista. Foi um último suspiro de uma terceira via que se encantou com os palácios das oligarquias e respectivas benesses ilimitadas. Cortar nesses verdadeiros privilégios, nas gorduras, portanto, era desnecessário: os tais amendoins com que os fanáticos do empobrecimento em curso também designam as pensões mais altas, os impostos sobre os rendimentos mais elevados ou os lucros da banca à conta da dívida pública que ajudaram a criar. Alguém lhes devia explicar que a crise é moral e que o exemplo vem de cima.


 


François Hollande apareceu como o oxigénio da esquerda europeia que governa e gerou expectativas. Como ninguém pode fugir ao controle orçamental nem à reforma permanente dos sistemas (é tão metabólico que torna risíveis os "reformistas"), a França vai entrar na "austeridade de esquerda".


 


Parece que não há assim tantas diferenças em relação a Portugal, embora nos impostos e no desemprego os alvos sejam diferentes e com protecções mais sensatas. Corta-se na segurança social, na saúde e na totalidade das despesas do Estado, excluindo-se a Educação, a segurança e a justiça. Podemos dizer que a esquerda finalmente protege a Educação; podemos. Mas o que se evidencia, é que se a austeridade não é o caminho então terá de acontecer mais qualquer coisa na Alemanha para que a Europa mude de rumo antes que a guerra aconteça.

2 comentários:

  1. A Alemanha desaparecer é que era, Paulo!

    Não serão tb culpados da crise europeia? Talvez os principais.

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