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domingo, 25 de setembro de 2022

A Esquerda (que inclui a social-democracia) e a Psiquiatria

A esquerda (que inclui a social-democracia) inebriou-se com o "tudo deve obedecer à lógica de mercado", menos os monopólios que garantem poder ilimitado às oligarquias que gravitam na esfera dos governos. Deixou-se seduzir por ideias meritocráticas do género SIADAP. Promoveu-se o desalento, a desmobilização, a anti-cooperação e a incapacidade para apontar caminhos alternativos.


A democracia dá trabalho e a esquerda (que inclui a social-democracia) seguiu o trajecto mais imediato, sedutor e bem-pensante das teses meritocráticas. Deixou que essa totalidade empurrasse a política para o vazio constituído pelo fatal caminho único. É uma esquerda que bem precisa de psiquiatra, já que o modelo de avaliação que criou nos professores é o exemplo da impaciência das pessoas para a resolução do trauma.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

no tal dia das grandes sondagens

 


 


 


Não disfarço um desejo principal para as legislativas de 2015: a derrota "definitiva" de Passos e Portas. Mas a esquerda fez os trabalhos de casa para que se cumpra essa vontade? Nem por isso. O PS não fez tudo o que era exigível na preparação atempada da candidatura e na clareza em relação ao legado dos governos de Sócrates. A CDU afirmou-se inamovível e no mesmo sítio de há quatro décadas. As outras esquerdas revelaram a tal inflação de egos e não compreendem por que é que os eleitores não votam num Syriza? O bloco de esquerda, e quando se consolidava, desmembrou-se em três e se não fosse o mérito de duas ou três figuras teria um resultado fraquíssimo. Se os eleitores derrotarem a direita e afirmarem uma governabilidade que exija consensos, a esquerda só pode agradecer a sageza do colectivo.

quinta-feira, 6 de março de 2014

os professores e o ps

 


 


 


 


Dos 3500 subscritores do "Novo rumo" do partido socialista, 600 são professores. Não me parece que seja uma novidade e o destaque deve ter uma qualquer intenção. Nos professores de todos os graus de ensino sempre houve milhares de socialistas. Não é um crime lesa pátria ser professor e socialista. Há professores em todos os partidos e até nos da actual maioria. Só é negativo quando as pessoas sentem os partidos com uma filiação semelhante à dos clubes de futebol. Mesmo os governos de Sócrates & Rodrigues beneficiaram de apoio na classe docente. As políticas é que eram tão incompetentes que se tornavam inaplicáveis e de uma injustiça brutal.


 


É bom que se sublinhe que as políticas cratianas foram iniciadas por Lurdes Rodrigues. É evidente que os cortes a eito (cortes curriculares, aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores e mais mega-agrupamentos) são da responsabilidade de Nuno Crato. Mas o que se intui é que se o PS fosse Governo com a troika teria cortado da mesma forma. Nunca se ouviu uma voz discordante e veemente. Pelo que se viu desde 2005, os professores foram os "escolhidos" e as "alternativas" desse partido só acordaram em 2008 e mesmo assim foi um despertar com tanto sono que fica a sensação que adormecerão no primeiro cadeirão.


 


O que é imperioso perceber é se o PS tem vontade e convicção para se desviar das políticas vigentes. E basta olhar para os cortes a eito para se perceber o que há a fazer. Sem isso nada de substancial mudará.


 


 


 



 


 


 


 


 

domingo, 22 de setembro de 2013

talvez custe ler

 


 


 


Na sua crónica intitulada "O que fará Merkel com a sua vitória?", Teresa de Sousa escreve assim:


 


"(...)O SPD ainda não conseguiu ultrapassar uma votação medíocre (26 por cento), que regista desde que Schroeder decidiu que a Alemanha tinha de fazer profundas reformas para se tornar competitiva, que colidiam com as regalias dos trabalhadores (a histórica base de apoio do SPD) e com a generosidade do Estado social. A sua “Agenda 2010”, que está na base da transformação da Alemanha de “homem doente da Europa” numa economia altamente competitiva, ainda não foi perdoada.(...)".




Repare-se no preciosismo da cronista, "(...)Alemanha de “homem doente da Europa” numa economia altamente competitiva(...)", que parece concluir: a devastação ultraliberal, que absorveu os sociais-democratas alemães, leva as sociedades de doentes a competitivas. Mesmo que as pessoas sofram, que o desemprego seja enorme, que proliferem os mini-jobs de 450 euros mês, o que interessa é o "competitivo" em favor de uma minoria que se dedica ao casino financeiro. De certa forma, os sociais-democratas, e perante a vitória eleitoral de Merkel, querem puxar para si o mérito da devastação europeia. A esquerda capitulou mesmo.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

o ps política e ideológicamente à deriva

 


 


 


 


Por Alfredo Barroso.


 


 






"O PS português é, nesta perspectiva, um reflexo bastante fiel da rendição do socialismo democrático ao neoliberalismo.










O PARTIDO SOCIALISTA (PS) português parece ser, hoje, um dos vários partidos da Internacional Socialista (IS) que anda na política por ver andar os outros. O socialismo democrático está em crise porque abdicou há muito de elaborar um pensamento político próprio, autónomo, genuinamente social-democrata. E porque julgou que se modernizava e actualizava incorporando nos seus programas eleitorais ideias e propostas dos seus rivais de direita, adeptos do neoliberalismo e da mundialização sem regras.


Para alcançar o poder a qualquer preço, o PS português e outros partidos da IS adoptaram paulatinamente o pragmatismo sem princípios, transformando-se pouco a pouco numa variante social- -democrata do neoliberalismo, seguindo, aliás, os exemplos do «thatcherismo» e do «reaganismo», que já se tinham transformado, no Reino Unido e nos EUA, respectivamente, em variantes neoliberais do conservadorismo.


Parafraseando (a contragosto do próprio) o que recentemente escreveu (noi) um membro da actual direcção do PS, é verdade que o PS português e outros partidos da IS "deixaram-se devorar por dinâmicas reaccionárias e conservadoras". Abdicaram, por exemplo, dos sete pilares da social-democracia: liberdade, igualdade, justiça social, desenvolvimento, solidariedade, universalidade e soberania popular. Revelando uma total ignorância histórica, o mesmo dirigente do PS sustenta que a esquerda é defensora do liberalismo e do individualismo, sem sequer distinguir o liberalismo filosófico e político do liberalismo económico e financeiro (e do neoliberalismo, que nem sequer é liberal). Diz também que "a esquerda nasceu contra o Estado", mas "inventou a burocracia" (produto do Estado) "para defender o indivíduo". Além disso, imaginem, "inventou o simplex". Este delírio descabelado e hilariante é oriundo da cabecinha de um dos mais importantes dirigentes do PS?.


É evidente que os partidos da IS, sobretudo os europeus, foram contaminados, no final do século XX, pelas ideias veiculadas pela chamada "Terceira Via" - defendidas, sobretudo, por Tony Blair (que criou o "New Labour") e pelo seu sociólogo de serviço, Anthony Giddens (autor do conceito de "Terceira Via" entre a esquerda e a direita), mas também pelo então líder do SPD alemão Gerhard Schroeder (adepto do chamado "Novo Centro"). Giddens chegou mesmo a decretar, expressamente, o "arcaísmo da esquerda" face à "revolução neoliberal", assim como o carácter ultrapassado do Estado perante a "ideia fulcral e incontornável" da mundialização. Disse ele: "A política da terceira via deve adoptar uma atitude positiva em relação à mundialização. Os governos social-democratas já não podem utilizar os métodos tradicionais de estímulo à procura e do recurso ao Estado, porque os mercados financeiros não o permitiriam".


Na cabeça dos dirigentes que abraçaram a "Terceira Via", impôs-se rapidamente a ideia de que os seus verdadeiros "inimigos" eram "os extremistas de esquerda" (ou seja, os sindicalistas e as classes trabalhadoras tradicionais). Por isso, era preciso "recentrar" os seus partidos (isto é, situá-los no "centro do centro") e procurar, sobretudo, conquistar as "novas classes médias". O PS português é, nesta perspectiva, um reflexo bastante fiel da rendição do socialismo democrático ao neoliberalismo.


Os novos dirigentes dos partidos da Internacional Socialista levaram a cabo uma verdadeira campanha de despolitização do espaço público, que se saldou pelo triunfo da forma (de comunicação) sobre o conteúdo (das políticas). Os próprios políticos foram transformados em produtos de marketing num contexto em que as suas personalidades e os seus sorrisos se tornaram trunfos no mercado mediático. A "Terceira Via" inseriu-se, de facto, num movimento geral europeu de convergência ideológica dos partidos da IS em direcção àquilo que muitos designam por "social--liberalismo", e que, na realidade, não passa de uma versão atenuada do neoliberalismo. Situados bem no "centro do centro", o PS português e outros partidos da IS não conseguem ser mais do que alternativas de gestão do statu quo neoliberal imposto pelos governos de direita.


De facto, o "centro do centro" corresponde essencialmente àquilo a que o grande constitucionalista e politólogo francês Maurice Duverger chamou o "juste milieu". E hoje continua a ser evidente que ele tinha razão quando escreveu, em 1967, no seu livro "La Démocratie sans le peuple", o seguinte:


"O centrismo favorece, regra geral, a direita. Aparentemente, as coligações do 'juste milieu' são dominadas, ora pelo centro-direita, ora pelo centro-esquerda, seguindo uma oscilação de fraca amplitude. (?) Estas aparências mascaram, todavia, uma realidade completamente diferente. Por trás da ilusão desse movimento pendular, o centro-direita domina quase sempre. (?) Em vez de implicar uma transformação lenta mas regular da ordem existente, a conjunção dos centros desemboca no imobilismo, ou seja, no triunfo da direita".


O "centro do centro" é, portanto, um terreno propício às mais variadas renúncias ideológicas e abdicações políticas. Regra geral, invoca-se, como justificação para quase todas as suas políticas, a defesa de superiores interesses da Nação, do País e do Estado - ou mesmo da "comunidade internacional", quando se trata de justificar a invasão de outros países por "razões humanitárias".


Antonio Gramsci dizia que "a crise é quando o que é velho está a morrer e o que é novo não consegue nascer". Estamos a assistir à agonia do capitalismo financeiro, que pode ser longa e ter consequências ainda mais devastadoras, mas os partidos da IS e, concretamente, o PS português, continuam em estado de letargia ideológica e política, quando seria legítimo esperarmos deles a formulação de programas bem diferentes, com propostas inovadoras claramente distintas do neoliberalismo vigente.


Resta-lhes aguardar que o poder lhes caia no regaço, por exclusão de partes, à medida que os diversos governos de direita forem apodrecendo."








quarta-feira, 21 de agosto de 2013

a encruzilhada da democracia portuguesa

 


 


 


 


 


 


 


O denominado arco do poder empurrou a democracia portuguesa para uma encruzilhada. Só por fanatismo é que alguém pode defender a exclusão governativa, acusando-as de radicalismo, das outras forças partidárias com lugar no parlamento. Os resultados são concludentes e nem necessitamos de enunciar os casos de corrupção associados aos aparelhos partidários que têm governado.


 


Dá mesmo para sorrir quando lemos as acusações de esquerdismo do quarto poder. Portugal tem sido governado mais à direita do que à esquerda e o fenómeno tem uma relação directa com a História do país e com a escuridão do século XX. As amarras da ditadura são profundas e quem sonhou com um "homem novo" após 40 anos de democracia deve andar baralhado, como sempre aconteceu aos que acreditaram nas mudanças de mentalidades sem uma escolarização plena. Não é por acaso que o tal arco de poder se "cansa" depressa com os investimentos no sistema escolar.


 


A divisão eleitoral da esquerda chega a ser incompreensível e alarga-se aos diversos concelhos nas eleições autárquicas. A crónica de André Freire no Público de hoje é incisiva (é longa e não dá para colar por aqui). Os destaques dizem assim:




 



 


 


domingo, 7 de julho de 2013

a esquerda e a psiquiatria

 


 


 


 


 


A esquerda inebriou-se com o facilitismo do "tudo deve obedecer à lógica de mercado" menos os monopólios que garantem poder ilimitado às oligarquias que gravitam na esfera dos governos e deixou-se seduzir por ideias meritocráticas do género SIADAP que deixaram o seu lado do combate político refém da desmobilização, da anti-cooperação e da incapacidade para apontar caminhos alternativos.


 


A democracia dá trabalho e a esquerda seguiu o trajecto mais imediato, sedutor e bem-pensante das teses meritocráticas e deixou que essa totalidade empurrasse a política para o vazio constituído pelo fatal caminho único. É uma esquerda que bem precisa de psiquiatra, mas o modelo de avaliação que criou, ou ajudou a criar, está também sem paciência para traumas e coisas trabalhosas.


 


 


 



 


 

domingo, 28 de abril de 2013

do regresso do ps ao poder

 


 


 


 


Ouvi na TSF a parte final discurso de José Seguro. Dizia o jornalista que já há uma atmosfera de regresso ao poder. Não sei se a aposta é na interrupção do tempo de legislatura, mas, e como sublinhou o desajeitado consenso implorado pelo indizível Cavaco Silva, a antecipação de eleições legislativas está há muito dependente do pé-dentro-pé-fora de Paulo Portas. É até impressionante como um pequeno partido que já foi anti-Europa-e-sei-lá-mais-o-quê e que tem fornecido inenarráveis quadros neste milénio para as acções governativas, o sistema escolar que o diga, adquire esta importância.


 


Como Seguro pediu uma maioria absoluta mas prometeu um Governo coligado, tudo indica que o almoço secreto que teve com Portas em Agosto de 2012 pode finalmente antecipar o tão desejado, e naturalmente unânime dentro do PS, regresso ao acesso directo ao orçamento de Estado. Dá ideia que Portas é um expert em fugas de informação que alimentem a sua condição de incontornável. São também estes incontornáveis exercícios, dos maiores e dos menores destas coligações, que nos empurraram para um perigoso estado de descredibilização da representação política.

domingo, 21 de abril de 2013

dos equívocos e do racionalismo

 


 


 


 


A última semana ficou marcada pelo inacreditável erro em Excel que já empurrou milhões de pessoas para o desemprego. A tese, de 2010, que afirmava que acima dos 90% de dívida pública a recessão económica seria "irrefutável" prevaleceu como modelo matemático único e em Portugal também.


 


Sem sequer trazer para a discussão o espectro da corrupção que parece dominar o mundo financeiro, podemos considerar uma espécie de confronto entre racionalistas e empiristas.


 


Os primeiros têm vencido a contenda e os segundos não encontram voz que se exprima eleitoralmente. Como cedo se constatou, essa dicotomia expressava-se politicamente na tradicional diferença entre direita e esquerda, estando a principal força eleitoral da esquerda amarrada a esse género de racionalismo através da denominada terceira via.


 


Nos últimos anos assistiu-se há vitória da tecnocracia de gabinete que se foi transformando em tecnopolítica e que sobrepôs os saberes matemáticos à cultura. Foi também assim no sistema escolar com os achamentos curriculares de Nuno Crato.


 


Não será por acaso que se "recupera" Bachelard nos mais variados domínios.


 


 


 


 


 


Gaston Bachelard (1976:11). "Filosofia do Novo Espírito Científico".


Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.

quarta-feira, 13 de março de 2013

a austeridade à esquerda

 


 


 


 


A última vez que a esquerda governou em Portugal escolheu o sistema escolar para aplicar uma mistura de ultraliberalismo com a férrea burocracia do controle maoista ou chavista. Foi um último suspiro de uma terceira via que se encantou com os palácios das oligarquias e respectivas benesses ilimitadas. Cortar nesses verdadeiros privilégios, nas gorduras, portanto, era desnecessário: os tais amendoins com que os fanáticos do empobrecimento em curso também designam as pensões mais altas, os impostos sobre os rendimentos mais elevados ou os lucros da banca à conta da dívida pública que ajudaram a criar. Alguém lhes devia explicar que a crise é moral e que o exemplo vem de cima.


 


François Hollande apareceu como o oxigénio da esquerda europeia que governa e gerou expectativas. Como ninguém pode fugir ao controle orçamental nem à reforma permanente dos sistemas (é tão metabólico que torna risíveis os "reformistas"), a França vai entrar na "austeridade de esquerda".


 


Parece que não há assim tantas diferenças em relação a Portugal, embora nos impostos e no desemprego os alvos sejam diferentes e com protecções mais sensatas. Corta-se na segurança social, na saúde e na totalidade das despesas do Estado, excluindo-se a Educação, a segurança e a justiça. Podemos dizer que a esquerda finalmente protege a Educação; podemos. Mas o que se evidencia, é que se a austeridade não é o caminho então terá de acontecer mais qualquer coisa na Alemanha para que a Europa mude de rumo antes que a guerra aconteça.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

para além do discurso

 


 


 


 


Obama vai dando sinais de que o segundo mandato não ficará marcado apenas pela importante defesa dos direitos das minorias. Ao contrário da esquerda europeia-terceira-via-que-se-fascinou-com-o-ultraliberalismo-e-com-o-brilho-dos-salões-oligárquicos, o presidente dos EUA consegue remar contra a maré.


 


O Público, no último Domingo, faz um resumo acertado do que está em causa. O ultraliberalismo do Estado mínimo não é o fim da história e o desrespeito por quem exerce funções públicas por concurso pagar-se-á. A ladainha de que quem exerce funções públicas por contrato o faz por falta de ambição e de capacidade de inovação é desconhecedora e serve os interesses dos descomplexados competitivos que se encostam ao Estado e promovem a corrupção que nos empurrou para onde estamos.


 


 


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

beatriz talegón

 


 


 


 


Beatriz Talegón é secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas. O vídeo que escolhi é sobre a sua intervenção na reunião da Internacional Socialista em Cascais (a jovem chocou-se com os gastos sumptuosos da organização) e parece que se tornou viral nas redes sociais. É mais um sinal de que tudo pode acontecer, uma vez que as vozes dissonantes já se fazem ouvir no seio das oligarquias das benesses ilimitadas. 


 


"Não nos querem escutar", disse a jovem, considerando que "a esquerda está agora ao serviço das elites, dança com o capitalismo, é burocrática". 




Os professores portugueses repetiram até à exaustão essas evidências aos últimos governos socialistas. Mas a mistura de uma espécie de aristocratas falidos (obcecados com pergaminhos familiares e demais preconceitos) com jovens turcos que fazem carreira política no partido que lhes parecer mais oportuno, impôs-se, arrastou consigo o país para a tragédia e entregou o poder aos comparsas do BPN.


 


domingo, 3 de fevereiro de 2013

regresso ao passado?!

 


 


 


 


 


A comunicação social vai dizendo que a disputa no PS anda à volta da trágica herança dos governos chefiados por Sócrates. Como há muitos socráticos, mesmo que com disfarces de última hora, o jogo de sombras baralha as impressões. Há cenários diversos, mentes a fervilhar e riscos de ingovernabilidade.


 


O surgimento desta crise terá alguma relação com os 4 mil milhões da refundação? Quem está mais próximo da maioria que governa? São muitas as interrogações que se podem fazer.


 


Olhando a partir do sistema escolar, o PS tem sido falho em programas e em execução. A paixão de Guterres foi "traída" pelos megalómanos do eduquês e da má gestão financeira e o exercício de Sócrates assumiu o segundo passo neoliberal em Portugal (Barroso deu o primeiro) acompanhado de uma engenharia social importada do Chile e que mais parecia da velha Albânia.


 


Este enfraquecimento de António Seguro e António Costa lá terá os encantos que exigem uma última interrogação: ainda há quem aspire pelos regressos de Sócrates e Lurdes Rodrigues?


 


 


Seguro aceita assumir "herança" de Governos Sócrates

quinta-feira, 17 de março de 2011

naturalmente

 


 


Se o ainda primeiro-ministro é o único candidato nas internas do PS, é natural que o também ganancioso PSD vença as próximas eleições legislativas. Naturalmente, o meu voto não irá para qualquer dos beligerantes imobiliários. Será um em não sei quantos milhões.


 


Quantifico de forma imprecisa o número de portugueses e receio que depois do dia 21 de Março o continuarei a fazer. O Censos 2011 apela a essa data para o recenseamento na rede e desconfio que a coisa entupa. Mas isso são manias minhas, que teimo em ser céptico em relação a um país que se tornou pato-bravista em hardware, porque essa coisa do software dá um bocado de trabalho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

quando se fala de esquerda

 


 


 


Fala-se ainda deste PS. Se nos centrarmos no propalado topo da agenda de um país, a Educação, temos de concluir o seguinte quando vemos o anúncio eucaliptal da recandidatura partidária do actual chefe do governo: tirando um ou outro tique, as alternativas do PS não estão seguras de que teriam feito diferente.


 


É esse o sublinhado do desastre. E por que é que não faziam diferente? Porque não sabem, porque são da mesma escola de eduquês, de má burocracia e de amendoins; e a sabedoria, o conhecimento do real e o profissionalismo não se compram ao virar da esquina.