sábado, 16 de março de 2013

demissão do governo e perdão da dívida

 


 


 


 


 


O programa que quem manda na Europa impôs a Portugal foi um fracasso absoluto. Nem com um "bom aluno" mais do que entusiasmado a coisa teve qualquer resultado positivo; bem pelo contrário. A impossibilidade de desvalorização da moeda é um ligeiro álibi técnico e a crise europeia, e os efeitos da globalização e do comércio mundial, explica parte da desgraça. Mas a soberba inicial do Governo (que se apressou a dizer que não éramos a Grécia num gesto de falta de solidariedade inclassificável) impede a utilização desses argumentos e a realidade preenche a tragédia.




Resta a demissão do executivo e a nomeação doutro primeiro-ministro ou a marcação de eleições. Um próximo Governo terá a tarefa há muito enunciada: o perdão da dívida. A Europa e o mundo financeiro não se podem desresponsabilizar da situação portuguesa ou então parece preferível seguir os que defendem a saída do euro com um qualquer recomeço que permita uma solidariedade mínima.


 







14 comentários:

  1. Resta a queda do Governo???
    Curioso que a última sondagem que se conhece dá empate técnico entre PSD e PS e refere que a maioria dos portugueses não vê alternativa credível a este Governo.
    O erro maior foi feito lá atrás (governos socráticos) e recorde-se que o aumento da dívida pública de 60% do PIB em 2005 para mais de 100% do PIB em 2010 vai demorar quase 30 anos a voltar aos 60% do PIB (só depois de 2040).
    De resto, todos sabíamos que depois da festa farta viria a ressaca. E esta vai demorar a passar...

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  2. A demissão deste governo tarda demasiado em acontecer!!!

    E quem vier dizer que o anterior governo andou "à solta" demasiado tempo, apenas digo que concordo e que um dos grandes responsáveis foi o PR...

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  3. Sem querer manter qualquer tipo de diálogo estéril, apenas me interrogo se não existe algum orgulho e satisfação (sentimento de vingança?) com a "ressaca" que, parece, deseja que seja longa...

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  4. Um idiota que não sabe fracções não merece ter tempo de antena deste nível. A maior contracção foi do PIB causada pela maior crise financeira dos últimos 80 anos.
    Para além de uma arquitectura euromark totalmente nefasta para um país como o nosso.
    Se não sabe fazer contas ou perceber o que se passa, fique na sua douta ignorância até se inchar de raiva

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  5. Só lhe falta dizer que o Sócrates nada teve que ver com as PPP`s e com os défices de 9% e 10% ao ano...

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  6. Nenhum orgulho e muito menos satisfação. Apenas pena que ainda tivesse havido tanta gente a dar um segundo mandato governativo ao incompetente Sócrates.
    Quanto à ressaca, só os mais distraídos podiam pensar que a entrada da troika para nos tirar da bancarrota não tivesse as consequências que teve e continuará a ter (espero que por pouco tempo)...

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  7. Pedro: não gosto muito dos que dizem que há muito que adivinhavam isto ou aquilo, mas sobre o desastroso Sócrates estamos conversados.

    Contudo, em 2007 o défice estava em menos de 3% (sejamos honestos) e a tal bolha somada à orientação da comissão europeia para que se investisse e se nacionalizasse bancos também ajudaram à festa.

    As PPPs começaram muito antes e Cavaco, Guterres, Barroso também forma desastrosos embora num país pobre, depois de 50 anos de fascismo e de colonialismo, muita coisa havia para fazer com necessidade de endividamento.

    Os maiores erros talvez tenham sido a agricultura, as pescas e a indústria e os excessos de betão com desprezo pelo ferroviário, por exemplo.

    Nada disso deve ser confundido com o para além da troika, e o não somos a Grécia, e com o experimentalismo dos actuais fanáticos ideológicos. Foi um falhanço absoluto. Desprezaram o desemprego e isso é fatal. Demissão e ponto final.

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  8. Francamente Pedro: já dei a minha opinião noutro comentário. Assim não vamos lá e o empobrecimento não terá limites. Insistir nas políticas actuais é trágico.

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  9. Exacto. Quem não se lembra da cooperação estratégica e, já agora, dos rasgados elogios a Lurdes Rodrigues.

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  10. Totalmente de acordo. Este não é o modo de resolver os problemas iniciais que até eram mais suaves. Esta gente criou outros bem piores e de consequências inimagináveis. Quanto ao Sócrates, quem me conhece bem sabe que eu nunca o defendi e o critiquei mais do frequentemente. Mas isso não quer dizer que não reconheça que a crise foi culpa dele. Não foi. Ele é culpado de governar mal e tomar decisões processuais em algumas áreas muito nefastas e péssimas(e.g a Educação). Mas na questão financeira, a crise é essencialmente do âmbito europeu. Se ele teve alguma culpa, foi não ter se apercebido da armadilha e de ter arrastado o Estado para umas PPPs dos amigos.
    E estes protegem as PPPs até ao tutano, pois a corja é a mesma...

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  11. Claro, Paulo.
    O resto são tretas de gente mal resolvida com a vida.
    Ou com a vidinha...

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