A Holanda é um dos países que mais acompanha o actual poder alemão na "correcção dos desvairados" da Europa do Sul e até teve direito à presidência do Eurogrupo. Hoje soube-se que o ministro das finanças holandês, o referido presidente, declarou um mestrado falso.
Dizia-se que o fascínio pelos títulos era uma "doença" portuguesa e que os nossos parceiros europeus eram mais desprendidos e evoluídos. Mas os últimos tempos têm contrariado a ideia de que há europeus mais alvos no centro e no norte e sucedem-se plágios, falsas habilitações e casos de corrupção. A demissão do presidente alemão e o plágio no doutoramento da ministra alemã da Educação foram alguns sinais que abalaram as convicções dos que apontavam a eito os PIIGS até como forma de concretizarem a austeridade em curso.
É demais, realmente. Uma pessoa não é mais competente politicamente por causa das suas habilitações académicas. Sabemos isso. Ainda ontem li algures que Vitor Gaspar não é competente porque tem habilitações passadas por uma universidade privada. Não concordo. O que é grave é o plágio, as declarações falsas e a utilização dos cursos para troca de favores (com ou sem equivalências por desempenhos profissionais). E mais grave ainda é termos políticos a imporem o sofrimento a milhões de pessoas com base numa suposta superioridade moral e no fanatismo ideológico; e noutras coisas mais, como é evidente.
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