As trapalhadas de Nuno Crato deixam-me perplexo. Depois de tanta teimosia (ai o que se insinuou de um Colégio Arbitral) em não adiar o exame de 17 de Junho, o mais irregular da história com procedimentos intoleráveis de chicoespertice estimulados e caucionados pelo MEC, vem agora alterar para 26 a data do exame de 27 de Junho por causa de uma greve. Aguardam-se os argumentos dos ayatollah-anti-professor.
Então o recurso do recurso?
ResponderEliminarO Crato vai anunciar que encurtar o tempo de estudo é diferente de prolongar. O homem é um competitivo. Oh Crato!! Vai-te catar homem!
ResponderEliminarCOMO???!!!! Então e o ministro não se DEMITE?!!
ResponderEliminarEm relação aos 10% de profesorecos só vos digo que já houve um tempo em que os professores não ganhavam o més de julho, agosto e setembro, já houve um tempo em que tinham que pedir autorização superior para casar, já houve um tempo em que as mulheres não podiam votar, e os homens só os que eles queriam, recebiam o boletim de voto. Só com greves e lutas isso acabou mas sabem, quem tem capacidade de luta fica reziliente e sobrevive e nós os 90% de professores, não deixaremos esses anos voltarem, podem ter a certeza, quanto aos outros a pobreza de espírito fará de vós escravos.
ResponderEliminarExacto Carlos.
ResponderEliminarPelo menos parece que encurtar é diferente de prolongar :) Fernando.
ResponderEliminarApre mesmo!
ResponderEliminarAinda ontem vi, na RTP2, o filme de Ettore Scola que retrata os tempos da Itália de Mussolini.
ResponderEliminarNão havendo transportes, pode-se mudar a data dos exames. Este ministro também sinistro e talvez ex-professor, considera que os transportes são mais decisivos do que os professores. Temos de correr com este governo de criminosos.
ResponderEliminarMas este senhor saberá o que faz???? então agora não está preocupado com os alunos??? desde quando se antecipa um exame??? em que país estamos? exames do 12º ano não podiam ser adiados e agora estes podem ser antecipados? espero que alguém ponha termo nas decisões desse incompetente!
ResponderEliminarBaptista Bastos
ResponderEliminarNunca deixei de me espantar com a desfilada insana de certos homens para o abismo da sua perdição moral e intelectual. Nuno Crato é um deles. Li o admirável "O Eduquês", que definia uma maneira de pensar e reduzia a subnitrato os mitos propostos à nossa preguiça mental. Se o estilo é o homem, ali estava um estilo e um homem que nos diziam ser toda a espécie de carneirismo a negação da inteligência crítica. Assisti, depois, com o alvoroço de todas as curiosidades, ao programa de Mário Crespo, na SIC Notícias, Plano Inclinado, e no qual o nomeado e o prof. Medina Carreira discreteavam sobre os embustes incutidos por esse nada abissal da hipocrisia política. Um aparte: ainda não percebi o que provocou o desaparecimento abrupto do programa e, também, o eclipse de Alfredo Barroso da antena, cuja lucidez era idêntica à informação que nos fornecia, mantendo-se na conversa a senhora que emparceirava com ele. Teias que o império tece.
Voltando ao Crato, a vontade de ser ministro de um desprezível Governo como este parece tê-lo obnubilado. Ou, então, a dubiedade já estava instalada e a falta de carácter era congénita. Como pode o autor de "O Eduquês" e de tantas intervenções televisivas marcadas pelas prevenções contra as evasivas e os ardis ser o cúmplice de um projecto ideológico que visa mandar para o desemprego muitos milhares de pessoas, e desmantelar pelo esvaziamento a escola pública; como pode?
Diz-me pouco, mas talvez diga alguma coisa a circunstância de Crato ser proveniente da extrema-esquerda, aquela contra o "revisionismo" e os "sociais-fascistas." O combate, afinal, era outro, e a "convicção" constituía um investimento futuro.
O braço-de-ferro do ministro e dos professores nunca foi por aquele decentemente esclarecido. A verdade é que os professores, ameaçados, aos milhares, de ser "dispensados", apenas lutam pelos seus lugares e pelo trabalho a que têm direito. E a utilização dos estudantes como estratagema político é sórdida. Crato desonrou-se ainda mais do que o previsível. Ao aceitar ser vassalo de uma doutrina doentia, arrastadora de uma das maiores crises da nossa história, ele não só volta a perjurar os ideais da juventude, como o que escreveu e disse.
É preciso acentuar que esta situação não se trata de uma birra do ministro. O despejo de milhares e milhares de pessoas faz parte de um programa mais vasto. Crato é um pequeno parágrafo num acidente histórico preparado ao pormenor por estrategos ligados à alta finança. Outra face do totalitarismo que, sob o eufemismo de "globalização", tende a uma hegemonia, a qual está a liquidar os nossos valores morais e os nossos padrões de vida. A emancipação das identidades, que formou a tradição universalista e a democratização social, está seriamente intimidada por gente ignóbil como Nuno Crato.
Obrigado PF. É um texto anterior à greve e li-o nessa altura. Pacheco Pereira mudou muito de opinião em relação aos professores e às suas formas de luta. Se não argumentamos com a defesa da escolaridade diz que somos corporativos e que não mobilizamos as pessoas, mas ele pode fazê-lo. Enfim.
ResponderEliminarTens razão Paulo mas quero acreditar que as pessoas mudam e que ele também mudou a opinião que tem dos professores, o texto pareceu-me muito didático principalmente porque acho que alguns colegas precisam
ResponderEliminarde mais informação sobre "Greve" para não fazerem as figuras tristes que eu vi fazerem. Podes achar que sou ingénua e ainda acredito que alguém pode mudar alguém,
Sim eu acredito!
O Paulo acreditou e acredita, é assim desde novo. Só que é determinado e decide pelo que acha justo (a justiça é a sua maior preocupação). Não berra, não grita, mas faz. É dos que destestam oportunistas e mentirosos, é por isso que não integra institituicões políticas e se afasta de gente assim.
ResponderEliminarDesculpem meter a colherada.
Obrigada Rui eu sei, claro que percebeu que eu não me referia ao Paulo Prudêncio
ResponderEliminarObrigado PF e Ruca. Percebeu-se bem PF e o Ruca apenas fez um ponto da situação :)
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