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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

dois cúmulos do descaramento?

 


 


 


Saltar de "neoliberal além da troika" para "social-democrata para sempre" e critérios para atribuir a licença de banqueiro (o supremo testemunho de confiança das sociedades capitalistas).


 


L.FRASCO+cartoon_Passos Coelho Relvas não-assunto


 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O Syriza e o mainstream

 


 


 


Tem a sua piada ouvir a unanimidade dos residentes da quadratura do círculo da SICN: o Syriza obrigou a Europa a considerar as dívidas soberanas como um problema comum e a abandonar a tese dos despesistas do Sul.


 


Era bom ouvir uma quadratura de 2014, por exemplo. Dominava o registo dos fantasmas, do fim do mundo, da revolução dos descamisados e por aí fora. Ficaríamos boquiabertos com a mudança. Não se trata de um recuo negocial ou estratégico, é um verdadeiro flic à retaguarda. Esta constatação já é suficiente para reconhecer o valor histórico inalienável dos méritos da opção grega.


 


 


 


 


 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

a actual maioria a defender a despenalização das drogas leves?

 


 


 


 


Quando se lê que a actual ministra da justiça defende a despenalização das drogas leves e a consequente venda em farmácias, até nos beliscamos com a coerência da direita dos interesses. Será que em ano eleitoral ainda vão defender a escola pública, o serviço nacional de saúde e o programa do Syriza?


 


mascaras.jpg


 


Imagem da rede sem referência ao autor. 


 


 


 


 

domingo, 17 de novembro de 2013

A arte de mentir nas redes sociais

 


 


 


 


A sociedade portuguesa confronta-se com um fenómeno: as denominadas "campanhas negras" contra pessoas promovidas pelos grandes partidos - mais o PSD na crónica de VPV - que usam os tais voluntários jotinhas (alguns bem entradotes) a quem é prometido, e concretizado, um emprego no Estado ou nas instituições que a este se encostam. É só ver a lista das entidades que ficam imunes aos cortes a eito ou que vêem o financiamento reforçado, como os gabinetes ministeriais.


 


O fenómeno usa principalmente as redes sociais e alastrou-se ao âmbito local. As pessoas visadas são muitas vezes surpreendidas com o bullying das páginas falsas do facebook neste submundo da natureza humana. A crónica de hoje de Vasco Pulido Valente no Público levanta um pouco do véu, embora a sua conclusão seja muito discutível.


 


 


 


 


quarta-feira, 19 de junho de 2013

exame antecipado por causa da greve de 27 - incoerência máxima 48 horas depois

 


 


 


As trapalhadas de Nuno Crato deixam-me perplexo. Depois de tanta teimosia (ai o que se insinuou de um Colégio Arbitral) em não adiar o exame de 17 de Junho, o mais irregular da história com procedimentos intoleráveis de chicoespertice estimulados e caucionados pelo MEC, vem agora alterar para 26 a data do exame de 27 de Junho por causa de uma greve. Aguardam-se os argumentos dos ayatollah-anti-professor.


 


 



 


 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

a almofada esperada

 


 



 


 


 


O que é isto? Se num assunto destes estamos assim o que fará no resto. Depois as pessoas das classes média e baixa é que não têm sentido de estado. 


 


Há dois dias.


Relvas admite cortar apenas um subsídio


Hoje.


 


Relvas: "Não há almofadas para manter um subsídio"


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

como?!

 


 


Querem ver que Sarkozy tem disfarçado e é um perigosíssimo esquerdista radical e despesista?


Sarkozy: paraísos fiscais serão banidos da comunidade internacional


O presidente francês Nicolas Sarkozy assegurou hoje no final da cimeira do G20 que os países com paraísos fiscais que constem de uma lista que vais ser publicada, serão “banidos da comunidade internacional”.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

reduzir?

 


 


A supressão curricular tem na EVT uma elucidação: termina uma disciplina para nascerem duas. A educação visual e tecnológica dá lugar à educação visual e à educação tecnológica. Esta redução invertida da dispersão é um eufemismo e um regresso ao passado. É obrigatório ouvir Passos Coelho e Paulo Portas. Há uns meses, poucos, eram acérrimos defensores da EVT e do par pedagógico.

depois da roda

 


 



 


 


Quem comparar a organização curricular europeia depois da invenção da roda, verificará que as diferenças são mínimas. Ha um outro detalhe mais ligado à história dos países e às suas idiossincrasias a par de um ou outro devaneio docimológico ou ideológico. E tem existido uma progressão que até parece concertada.


 


Por isso é que me indignam as máscaras curriculares, sejam elas de origem financeira ou não. Quando o actual governo afirmou em campanha eleitoral a sua adesão ao par pedagógico em EVT, alimentou a esperança profissional de muitos professores. Nem vou discutir nesta altura a pertinência de uma parceria nesta leccionação. O que é inadmissível é um governo, uns meses depois das eleições, afundar em angústia a vida pessoal e profissional de muitas pessoas com um regresso eufemístico à divisão disciplinar. Não se faz e ponto final.

domingo, 30 de outubro de 2011

e o conceito de essenciais?

 


 


O actual ministro da Educação diz que o sistema escolar se deve concentrar nas disciplinas essenciais. Pois bem. Discuta-se o conceito. É comum dizer-se que os defensores do back do basics (ler, escrever e contar) são conservadores. Há, contudo, uma corrente cada vez mais forte que os coloca no lugar dos progressistas porque remete a supressão no que existe para inutilidades como a má burocracia e os inoperantes procedimentos de gestão escolar. 


 


O ministro da educação tem um discurso que o coloca no lugar dos conservadores; a prática governativa também. A implosão do MEC é pouco visível para os progressistas do back to basics. As supressões que tem referido até vão no caminho percorrido por este governo: tornar falsas as afirmações da campanha eleitoral. Haverá registos do compromisso de Passos Coelho com o par pedagógico em EVT. Parece ser a supressão prioritária.


Entrevista com Nuno Crato: "É necessário concentrar nas disciplinas essenciais"


Em entrevista ao PÚBLICO, que será publicada amanhã, segunda-feira, na edição em papel, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, revela que as duas medidas principais que estão a ser estudadas, no âmbito da reforma curricular do ensino básico e secundário, são a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 9.º ano e a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas componentes separadas no 2.º ciclo.


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

alguém acredita mesmo?

 


 


Receber 12 ou 14 vencimentos pode ser quase irrelevante se o produto anual for semelhante. O primeiro-ministro avança com a manutenção dos cortes nos subsídios até 2014, ano de eleições, mas diz que a recuperação não será automática. Enfim. O que se evidencia é que já são poucos os que acreditam nas suas declarações.


 


Passos diz que cortes nos subsídios são “temporários até 2014”, mas admite passagem a 12 vencimentos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

comando à distância

 


 



 


Era preferível que o governo português dissesse que o comando está no centro da europa e que a perda de soberania já só desespera pela formalidade. Cortar subsídios para suportar os juros dos agiotas aflitos não merece argumentação diferente da que inscreve a primeira frase. O problema é outro: não se prometeu insistentemente falar verdade? Medo de quê, afinal?


 


Repare-se no discurso de quem comanda.


Ao minuto: Muitos problemas por resolver, diz Merkel 


“Ainda há muitos problemas para resolver e de negociações a desenvolver” para resolver a crise do euro, afirmou Angela Merkel, chanceler alemã, frisando à chegada a Bruxelas que o trabalho ainda não está terminado. As dificuldades que ainda persistem para concluir um acordo referem-se à redução da dívida grega e ao reforço do fundo de estabilidade do euro. Um terceiro problema resulta da incapacidade da Itália de assumir um plano claro de reformas estruturais com metas e datas de aplicação, para reduzir a dívida pública de 120% do PIB.


 

mais do que provado

 


 


Passos Coelho disse um rol de coisas em campanha eleitoral que não cumpriu. Nem adianta refutar. Pior: fez o contrário num registo que se pode considerar de inverdades e está a exercer de um modo semelhante ao seu antecessor. Lá terá as suas justificações e os últimos dias têm sido férteis em desculpas que não convencem e que só pioram a circunstância movediça.


 


Perdeu-se a possibilidade de liderança demasiado depressa. A mentira é fatal e agrava-se quando nem o mais elementar erro é reconhecido e se tenta passar o "odioso" para outro elemento da organização. Era preferível assumir a mentira ou o erro. As lideranças afirmam-se com um exercício corajoso nos momentos mais difíceis. Os cortes em subsídios, por exemplo, não são tão difíceis de tomar como se quer fazer crer. O que começa a evidenciar-se é o princípio ideológico tout court e a desorientação sobre o resultado que se vai obter.


 


Austeridade abrange “toda a sociedade portuguesa”


 


 

sábado, 22 de outubro de 2011

jogo de espelhos

 


 


 


O primeiro-ministro mente em relação ao que prometeu na campanha eleitoral e nem sempre são questões financeiras. O modelo Kafkiano de avaliação de professores não foi suspenso e está num dos picos da dilaceração de relações. A suposta estupefacção não comove e ninguém garante que não seja encenada. O presidente tenta recuperar popularidade e aliviar a pressão na sociedade. Veremos se vetará o diploma. Querem diluir os subsídios de natal e de férias nos 12 meses? Por que não? Comecem já em Janeiro de 2012.


 



 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

10 minutos fatais

 


 


Nos tempos que correm os vídeos longos têm pouca audiência. O que vos proponho é um conjunto de declarações do actual primeiro-ministro. Vale mesmo a pena ver e ouvir.


 


terça-feira, 18 de outubro de 2011

descaramento

 


 


 


Depois de mentir sobre a suspensão do modelo de avaliação de professores ainda em curso desmiolado, o governo inscreve no orçamento de estado uma pérola que o Paulo Guinote detectou.


 


O modelo que se pretende impor valoriza tudo menos a sala de aula. Deixou cair a dimensão ética porque o totalitarismo da sua aplicação era irrefutável. Mas ficaram por lá as excrescências das outras dimensões e apenas a má burocracia foi eliminada para dar lugar ao que existia antes da descida do euros-iluminado Sócrates, e do seu trio de pastorinhos, a solo lusitano.


 


domingo, 16 de outubro de 2011

do avesso

 


 


É impressionante. Os analistas políticos mudam de opinião à velocidade da luz. O que se defendia com fervor é contrariado no dia seguinte com veemência. A proposta de orçamento 2012 acentuou o estado de sítio. Quando o primeiro-ministro declarou que ia ser mais Troikista que a dita, convenci-me do fundamentalismo deste governo na perigosa crença do "homem novo". Não sei se o actual presidente partilha desse pensamento político. Tenho alguma dificuldade em decifrar a sua ideologia política, mas tenho ideia que não está nesse registo. As suas sensatas declarações de há 4 dias atrás viraram do avesso os seus críticos. Fico com ideia que se limitou a preparar uma válvula de escape para o anúncio orçamental que se verificaria dois dias depois.