sábado, 6 de julho de 2013

do irrevogável ao novo acordo

 


 


 


 


 


O país assistiu, incrédulo, a uma semana inenarrável com detalhes sórdidos: fala-se num prejuízo de 3.800 milhões de euros em dois ou três dias como quem discute se a temperatura chegou aos 40 ou aos 38 e depois de andarmos durante um ano com a "brincadeira" do medo travestida no número 4.700 milhões de euros em cortes a eito nos sectores sociais. Não há mesmo pachorra para estas garotadas.


 


Para já, evidencia-se o reforço de Portas. Acharei estranho se o PSD não servir uma qualquer sobremesa bem fria. Os próximos episódios, a existirem, serão a continuação da tragédia desta coligação. Paulo Portas talvez acredite que a sua encenação centrista se sobreponha ao desvario PP e que os deuses do mercado ajudem como já previu o escritor fatal Gaspar.


 


Tenho andado pelo enorme Quino e nunca me canso dos seus clássicos que possibilitam interpretações diversas. O segundo casamento hoje anunciado (como se a reformulação dos programas das equipas executivas carecesse de tanta infantilização), e depois de analisado ao detalhe, transmite a ideia de ubiquidade do mercado. Ora veja.


 


 



 


 

6 comentários:

  1. Paulo Portas está, em minha opinião, completamente liquidado politicamente.
    Ao tentar safar-se, acabou por ficar irremediavelmente amarrado pelo partido, pelo Passos e pelo Cavaco. Vai, daqui para a frente, dar muito mais a cara pelos insucessos do governo e tornar-se uma figura que, de certa forma, aliviará o próprio PM nas suas responsabilidades.
    Ele, PP, queria mais poder e protagonismo, mas não tanto…


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  2. Enorme Quino, sem dúvida.
    Se ele adivinhasse, teria colocado no vestido da noiva uma marcazita de cerveja...

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  3. E com tudo isto perdeu-se tempo e dinheiro. Se este circo do Portas é o que parece, uma birra de criança mimada que nem sequer consultou o partido antes de se demitir, o Portas ficou ainda mais entalado: para além de continuar a ter de apontar onde são os tais cortes de 4000M ainda tem ele próprio de negociar com a troika os cortes. Agora é que não tem mesmo hipótese de fuga.

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