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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Não acredito: as escadas rolantes do edifício da ONU pararam no momento em que Trump iniciava a subida

 


Não acredito e declaro que não conheço as pessoas da ONU (embora não saiba se passam pelo blogue; se o fazem, têm, e apesar da inquestionável decadência que Trump simboliza, sentido de humor). Mas vamos ao tema: então não é que as escadas rolantes do edifício da ONU pararam no momento em que Trump iniciava a subida. E não acredito porquê? Porque no dia 25 de Junho de 2025 fiz um post com o desenho do Quino que está na imagem e escrevi assim: "E para que a coisa ande, têm que lhe repetir vezes sem conta que é genial (Trump seria qualquer coisa assim num desenho do intemporal Quino)."


No discurso, na ONU e sem teleponto porque também avariou, Trump queixou-se de ter sido recebido assim e que a sua mulher, que ia à sua frente, se podia ter magoado.


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terça-feira, 1 de julho de 2025

Misture!

Desenho intemporal do Quino. Encontra-o no "Não me grite!" da série "humor com humor se paga". Acrescentei o texto.


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quarta-feira, 12 de março de 2025

sssshhhhhh......

 


sssshhhhhh....... (que seja o mais rápido possível). Do intemporal Quino. Do volume "Não me grite", da série "Humor com humor de paga".


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domingo, 25 de setembro de 2022

A Esquerda (que inclui a social-democracia) e a Psiquiatria

A esquerda (que inclui a social-democracia) inebriou-se com o "tudo deve obedecer à lógica de mercado", menos os monopólios que garantem poder ilimitado às oligarquias que gravitam na esfera dos governos. Deixou-se seduzir por ideias meritocráticas do género SIADAP. Promoveu-se o desalento, a desmobilização, a anti-cooperação e a incapacidade para apontar caminhos alternativos.


A democracia dá trabalho e a esquerda (que inclui a social-democracia) seguiu o trajecto mais imediato, sedutor e bem-pensante das teses meritocráticas. Deixou que essa totalidade empurrasse a política para o vazio constituído pelo fatal caminho único. É uma esquerda que bem precisa de psiquiatra, já que o modelo de avaliação que criou nos professores é o exemplo da impaciência das pessoas para a resolução do trauma.


sábado, 26 de março de 2022

Quino e Guernica (Que Podia Ser Mariupol)

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Picasso exilou-se em Paris. Quando a França foi ocupada pelos alemães, foi intimado a prestar declarações numa esquadra da SS – Schutzstaffel. Um oficial nazi, e perante o quadro da destruição de Guernica, perguntou-lhe: - Foi o senhor que fez isto?
Picasso respondeu: - Não. Foram os senhores.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Do Histórico Da Fuga A Ser Professor

 


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Desconfiança nos professores, burocracia, carreira, avaliação, experimentação pedagógica não estruturada, gestão, aposentação, alunos por turma, horários com mais turmas e mais inutilidades, inflação de projectos, educação a tempo inteiro na escola e uma legião de professores com um único objectivo para salvar a dignidade mínima: que a qualidade das aulas não se afaste muito do período normal de energia. Só quem nunca leccionou uns anos é que confundirá o que escrevi com corporativismo (e que fosse, tal o estado a que se chegou)


Encontra no blogue "posts" quase iguais a este (com o mesmo desenho do Quino e em que apenas vou adaptando o diálogo e acrescentando evidências) em 4 de Dezembro de 2016 e em 21 de Setembro de 2013. Se procurar mais atrás também encontra; e vários. E, claro, os blogues eram uns alarmistas com a mania da razão antecipada a exemplo da falta de professores e da grave saga da "escola é segura" quando havia literatura científica sobre assintomáticos e falsos negativos nos testes que frequentavam escolas que não cumpriam os 3 c´s; ficará como a inérica da oportunidade perdida.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Os Professores Estão Noutra Fila


 


Post de 9 de Dezembro de 2018. Os professores são sensatos. Nunca exigiram retroactivos (mais de 8 mil milhões de euros) e até a recuperação do tempo de serviço (600 milhões nas contas inflacionadas) admitiu um faseamento. Os professores, e não só, não exigem retroactivos, mas fartam-se de pagar retroactivamente. Explico-me.


O crescimento económico não é a "maré enchente que subirá todos os barcos" porque a riqueza acumulada numa minoria não é taxada, nem redistribuída, e acentua as desigualdades. Os governos não têm força para contrariar o neoliberalismo vigente; e há os que o promovem. A história da distribuição da riqueza é política. Não se reduz a mecanismos puramente económicos. Lê-se em dois clássicos: "Riqueza das Nações" de Adam Smith e "O capital no século XXI" de Thomas Piketti. A economia não é independente da filosofia moral e política e tem na actualidade uma agravante: "Quanto mais os mercados invadem esferas não económicas da vida, mais se vêem enredados em questões morais.(...)".


A história recente inscreve o triunfo do liberalismo de Milton Friedman (fora de Keynes, Adam Smith ou Stuart Mill), que derivou para um neoliberalismo branqueador de poderes não eleitos e que não prestam contas. A desregulação dos impostos (década de 90 do século XX), inspirada na visão optimista de que os grandes financeiros exerciam melhor a responsabilidade social do que os estados, "deslegitimou-se". O capital em offshores não tem fim e só a crise de 2008 - e os processos "leaks" -, fez tremer a predação. O que resta aos governos? Taxar, com impostos directos e indirectos, e gerar uma imprevisível revolta. As classes médias fartam-se de pagar a "impagável" dívida e os juros que "consomem" os orçamentos dos estados.


O norte-americano Joseph Stiglitz, Nobel da economia (2001), foi taxativo em 2009: há uma luta de classes derivada da corrupção ao estilo da pátria do neoliberalismo (a sua). Se a conjugarmos com o sistemático "varrer para debaixo do tapete das pequenas e das grandes corrupções", temos a explicação para a perigosa crise das democracias ocidentais.


Afinal, a verdade é como no desenho do Quino: os professores, e não só, não estão na fila para receber retroactivos e reconhecem a fila a quem se fartam de pagar retroactivamente.


 


Desenho do Quino,


em "Não me grite" da série "Humor com humor se paga".


Nota: é evidente que há dois fenómenos paralelos: a globalização (e a mudança do eixo da riqueza do Atlântico para o Pacífico) e a quarta indústria (automatização e robotização).


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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Quino (1932-2020)


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"Joaquín Salvador Lavado Tejón, mais conhecido como Quino, foi um pensador, historiador gráfico e criador de banda desenhada."



Nota: claro, "A Mafalda" é um clássico ao nível da melhor literatura. Mas foi por volta de 1980 que dei com o "Não me grite", da série "Humor com humor se paga", numa livraria em Lisboa, salvo erro no centro comercial Apolo 70 em frente ao Campo Pequeno. Que deslumbramento. Tenho a obra por aqui e não raramente fotografo imagens, a maioria intemporais e ubíquas, para o blogue.


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quarta-feira, 6 de março de 2019

Em Vão

 


 


 


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Macron, aflito e inspirado no desenho do Quino, inscreve "o renascer europeu" para transformar a Europa num pólo de "liberdade, protecção e progresso" (LPP). A Europa perdeu esse espaço porque ficou refém dos mercados financeiros. Cada vez mais europeus esperam pelo comboio LPP; em vão. Em 2016, Joseph Stiglitz antecipou: "não é correcto chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um governo deixou para trás. Não é merecedor de crítica. O populismo pode ser um remédio contra o elitismo." O Nobel da economia (2001) preferiu o termo demagogia e deu um exemplo: "Números "surgidos" do nada como o limite de 3% do défice."


Os portugueses duplicam a espera pelo LPP; em vão. É um desfile carnavalesco único na Europa, se considerarmos que já não há país com a banca neste estado por causa de 2007. Para além da disciplina orçamental, os portugueses ainda têm a banca. O que esperam que seja explicado no Novo Banco, e a partir de hoje no Parlamento e pondo nomes a escriturários, compradores e vendedores, é simples se imaginarmos o seguinte exemplo: um activo imobiliário foi escriturado em 2006 por 10 milhões, foi hoje vendido pelo valor executável de 4 milhões (portanto, 6 milhões de imparidades suportados por empréstimos dos contribuintes a 30 anos) e amanhã é comprado por 9 milhões. 


Os professores assistiram, neste Carnaval, a mais um desfile do "arremesso ao professor". Já não há paciência para desconstruir as acusações (e muita desconsideração) de intransigência e progressões automáticas, nem sequer para a epifania dos 600 milhões. Para além disso, os "tudólogos", e as "tudólogas", são transversais. É mentira que os professores queiram um regime de excepção na contagem do tempo de serviço. A generalidade da administração pública já o contou na totalidade, bem como os professores das regiões autónomas (mesmo que de forma faseada). Por incrível que pareça, sobram os corpos especiais (professores, magistrados, militares e polícias). Afinal, o estatuto de especial triplica a espera, em vão, LPP: défice orçamental, banca e sacerdócio.

Coisas Simples

 


 


 


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Quino


 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

O colete amarelo deu um murro na mesa

 


 


 


Se as tais cópias dos coletes amarelos franceses eram "organizadas" pela extrema-direita, ainda bem que não têm significado. Veremos como a coisa se desenvolve nos próximos tempos, já que mediatização é coisa que não falta. 


Há sempre um humor lusitano. Desde as informações obtidas por governantes e polícias até às desculpas dos ausentes e passando pela recordação da confissão do célebre, e bem sucedido, revolucionário: "era suposto todos darmos um passo em frente, mas fui o único que o fez; quando olhei para os lados, já não estava lá ninguém. No momento da vitória, apareceram todos."


Claro que o Quino nunca deixaria escapar um momento destes. Bem podia ser: "o colete amarelo deu um murro na mesa"


 


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Desenho do Quino,


em "Não me grite" da série "Humor com humor se paga".

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

E se só os ouvíssemos em 2020?

 


 


 


A cidadania democrática exige liberdade, primado das leis democráticas, voto por sufrágio directo e universal, partidos políticos e campanhas eleitorais. Dito isto, sublinhe-se que não há semana sem um estudo que identifique problemas graves (alguns com exigências financeiras) que afectam os professores e, de resto, a escola pública, os seus alunos e os restantes profissionais. São conclusões subscritas pelos partidos políticos todos (quando estão na oposição), pelo PR ("professores heróis e melhores do mundo") e pelas mais diversas instituições nacionais e internacionais. Mas como nada acontece, e como entraremos em ano eleitoral, achei, e sem apelar ainda ao regresso de Clístenes, que os professores só deviam ouvir propostas sobre a escola pública a partir de 2020 e com um argumento inspirado no desenho do Quino: serão tantas as soluções, que não haverá tempo para as estudar.


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Desenho do Quino,


em "Não me grite" da série "Humor com humor se paga".