terça-feira, 29 de outubro de 2013

cada vez mais afastados do essencial

 


 


 



 



 


 


A formulação de Nuno Crato existe, já tem uns 20 anos e causou outros constrangimentos semelhantes. Não conhecemos é a frequência, ou seja, quantos professores é que estão nessa situação.


 


Sabe-se que na origem (onde o ministro não toca) esteve o negócio ligada à formação inicial de professores e a teimosia das Universidades do Estado em adiarem a profissionalização de professores para todos os graus de ensino. Os resultados estão aí: milhares de professores profissionalizados desempregados, redução drástica de investigadores em áreas fundamentais das humanidades (por exemplo) e não escolha da profissão de professor por parte dos alunos com melhores resultados no final de secundário.


 


Só que mais importante que tudo isto é constatação que a sucessão de ministros da Educação identifica uma causa primeira para o abandono e insucesso escolares: a formação de professores. Assim não vamos lá. O principal problema português é a ausência da sociedade na Educação das crianças e jovens, onde a escola só pode desempenhar um papel reduzido. Enquanto os governos não fizerem da presença da sociedade o principal parceiro da Educação, gastaremos muita energia para obtermos recuos civilizacionais.


 


 

4 comentários:

  1. Se houver um professor nas circunstâncias descritas pelo sr. Crato (e é bem possível que haja centenas), já é grave.

    ResponderEliminar
  2. Boa noite,

    O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

    Atenciosamente,

    Catarina Osório
    Gestão de Conteúdos e Redes Sociais

    ResponderEliminar