Estamos no fundo e a primeira página do Expresso explica as razões para a mais longa recessão desde a segunda guerra mundial.
Desde logo, por causa da crise de representação da justiça como um dos pilares inalienáveis da democracia. A lama, muitas vezes justificada e comprovada, sobre esta área fundamental interessa a quem vive para além do direito.
Depois temos um sindicalista sem-vergonha na dança das cadeiras que vezes demais quebrou justas lutas pelos valores democráticos.
Lá se publicou a entrevista a Sócrates. Carece de contraditório, naturalmente. Mas dá para perceber a sucessão de trapalhadas (no mínimo isso) que envolveram a vida dos partidos do bloco central, aspecto arrepiante que também se desenvolveu e desenvolve nas instâncias europeias. Uma tragédia, sem dúvida, que a Europa ande por estes caminhos, com estes dirigentes e com estas agendas. Não escapamos aos danos colaterais e a função pública já perdeu 20% em 3 anos.
O Museu dos Coches é mais uma das inúmeras tragicomédias da nossa gestão pública e privada.
Lula da Silva sublinha o que ainda temos que andar em termos de direitos humanos e que a História se encarregará de explicar.
A imagem das portas de embarque é do aeroporto de Lisboa. São 25 os sem-abrigo que ali vivem e isso diz tudo.
Nem mais... um retrato... melhor, dois...
ResponderEliminarA foto que devia surgir na primeira página do "folheto" era mais esta:
ResponderEliminarPortas-Passos-Troika, EMBARQUEM (de vez)!
É Ruca.
ResponderEliminarExacto Carlos.
ResponderEliminarConclusões
ResponderEliminarAo IDE (investimento direto estrangeiro) tem sido atribuído um caráter salvador dos povos, por parte dos mandarins, que colocam naquele a chave da inovação, da competitividade, do crescimento, do emprego, dos equilíbrios externos…
Para que a salvação possa ocorrer, como nas escatologias religiosas, é preciso penitência e os mandarins nisso são bem mais precisos, exigindo; baixos salários, altas produtividades, mais tempo de trabalho, desemprego, qualificações, contenção nos gastos públicos, vidas dentro das possibilidades, incentivos fiscais, agravos ambientais e, porque a democracia tem custos, é preciso limitá-la ao nível da farsa, para que os “mercados” investidores nos considerem os mais atraentes na vizinhança;
Uma vez que a amnésia em política ocorre de acordo com as conveniências, recordamos qua a UE tem sido um elemento avançado da globalização capitalista e que, como tal, comporta dinâmicas de desigualdades e de re-hierarquizações entre os povos europeus;
A UE acha-se constituída por uma área central, dominada pela Alemanha e duas periferias – Sul e Leste - com graus diversos de desenvolvimento mas, ambas subalternas e com estruturas económicas desarticuladas porque construídas de acordo com as conveniências globais do sistema financeiro, das multinacionais e do capital mafioso;
A área geopolítica central da UE abarca 75.4% do IDE. Por cada € 100 de IDE no Centro, há apenas € 21 na periferia Sul e € 11.7 no Leste;
Na região dominante da UE os maiores volumes acumulados de IDE estão situados na Inglaterra, na Alemanha e na França;
Na periferia Leste o IDE representa apenas 8.8% do total e concentra-se na Polónia e na República Checa;
Na periferia Sul o IDE representa 15.8% do total situando-se em Espanha cerca de metade, na Irlanda 23% e em Portugal 10%;
Em Malta, o IDE representa 182.9% do PIB e no Luxemburgo 180.1%; neste último país o valor do IDE presente, por habitante, é de € 146800;
No seio da UE, a parcela de investimentos detidos por residentes em off-shores é apenas de 4.5% do total no Centro, onde chega a 11% no caso da Inglaterra. Outros casos de participação elevada são Chipre (17.7%) e Irlanda, situando-se Portugal com uns 7.5% do investimento total detidos por entidades off-shores;
Em Portugal as responsabilidades face ao exterior, englobando o IDE como parcela menor, passaram de 10.3% do PIB em 1996 para 116.5% em 2012;
Em termos de investimento estrangeiro, aquele detido por não residentes em Portugal é claramente superior (€ 88799M) ao aplicado por residentes para lá da fronteira (€ 54010M); mas, ambos, com uma evolução que explicita uma maior inserção no capitalismo global;
No perfil setorial do IDE em Portugal avulta o peso das atividades financeiras e de seguros, certamente pouco susceptíveis de contribuir para a introdução de tecnologia ou emprego. Nesse perfil é notório o crescente desinteresse do IDE pela indústria;
O perfil setorial do IDE é uma resultante dos interesses desconexos dos capitalistas, cada qual com os seus objetivos e, entre estes nada há de altruísta, de relativo a uma maior articulação da economia portuguesa ou, do bem estar dos residentes em Portugal;
A existência em Portugal de um empresariato com poucos capitais próprios, endividado, que disfarça as suas vulnerabilidades no contexto global, com a privatização do aparelho de estado através da corrupção, constitui um elemento chave para a continuidade do subdesenvolvimento e da pobreza;
A existência de um sistema político baseado numa casta, cada vez mais distanciada do povo e desprezada por ele, só contribui para o arrastamento da situação de empobrecimento galopante que, parcialmente, se deve às imposições do capital financeiro global mas, que muito deve ao aproveitamento oportunista dos capitalistas portugueses para embaratecer o preço do trabalho em Portugal;
A burguesia portuguesa e a sua classe política, através do tempo, não conseguiram constituir uma população com níveis globais de instrução semelhantes à maiori
Obrigado. Muito interessante.
ResponderEliminarSó o PS pede ao Estado reembolso de IVA da campanha eleitoral!!!! São uma vergonha os xuxialistas.
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