quinta-feira, 21 de novembro de 2013

um pedaço da história recente

 


 


 


 



 


 


 


 


Portugal entrou num processo de queda sem fim? Os sinais evidenciam o que em 16 de Abril de 2010 escrevi aqui.


 


A obstinação dos governos com o modelo de avaliação de professores (e desculpem a insistência, mas foi um momento histórico na luta pela democracia e na fuga à violência como agora se diz), colocando-o como ponto central da governação do país (sublinhado por Ramalho Eanes e Jorge Sampaio, pasme-se ou não) só podia servir de cortina de fumo para algo preocupante. Se foi ignorância é ainda mais grave. Muitos sabiam que era outra a verdade, mas estavam acomodados aos mesmos privilégios e os professores foram, como agora, um alvo. Só que desta vez já são poucos os que escapam à tragédia.


 


No estado em que estamos, é difícil inverter a queda e manter o sistema que a originou. Exige-se uma qualquer mudança profunda e recordo um parágrafo de um texto de José Bragança de Miranda.


 


 


"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal."









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