sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

dos centros cerebrais

 


 


 



 


 


 


 


É nos mesmos centros cerebrais que se sente a beleza de uma equação ou de uma obra de arte. A conclusão tem tanto de óbvio como de justo e questiona mais uma vez os desmandos dos descomplexados competitivos que nos governam.


 


É justo para os matemáticos que tantas vezes assistem ao desdém dos "agentes culturais", mas é também uma lição para os que usam o preconceito que despreza a importância dos ensinos das humanidades ou das artes.


 


Não é por acaso que os jovens investigadores em ciências exactas atrasam o interesse por outras belezas enquanto se aborrecem com a incompreensão dos outros em relação às suas visões e sentimentos.


 


Também se compreende ainda melhor os que defendem que as lideranças nas organizações se caracterizam por um único exercício: discorrer a propósito de uma obra de arte.


 


 


 

2 comentários:

  1. "O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
    O que há é pouca gente para dar por isso.

    óóóó — óóóóóóóóó — óóóóóóóóóóóóóóó
    (O vento lá fora)."

    Poema de Álvaro de Campos, engenheiro futurista

    ResponderEliminar