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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A escola a tempo inteiro e a avaliação dos deputados do PS

 


 


 


 


Passar do eduquês I (escola a tempo inteiro com afectos) para o eduquês II (escola a tempo inteiro com exames) é "suportável" uma vez. A rotatividade "eterna" (temos décadas de alternância) explica o burnout de professores e os persistentes números de insucesso e abandono escolares.


 


Centremos o debate no seguinte ângulo de análise: o importante estudo do cérebro continua a concluir que é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento sobre o seu funcionamento; António Damásio, por exemplo, sublinha-o no sentido do texto na imagemO ensino, a aprendizagem e os desenhos curriculares não escapam a isso. O alargamento curricular tem fundamentos e só em discussões ideológicas datadas é que se advoga o regresso ao back to basics (ler, escrever e contar). Quando um sistema escolar está "tão avançado" que se dá ao luxo de cortar investimentos, o conhecimento exige que o faça por igual nas diversas áreas.


 


É precisamento por isso que a humildade é inalienável. Quando se decide nestes domínios, avalia-se o estado em que se encontra essa qualidade imprescindível a um sistema escolar. Nuno Crato e Lurdes Rodrigues eliminaram-na, embora a "rotatividade" eduquesa tenha raízes anteriores. É o espaço de fusão entre as duas versões do eduquês que parece, fatalmente, de pedra e cal. Os deputados do PS que o digam a propósito da avaliação da sua produtividade.


 


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Daniel Kahneman (2011:73), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, 


Círculo de Leitores, Lisboa.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

dos centros cerebrais

 


 


 



 


 


 


 


É nos mesmos centros cerebrais que se sente a beleza de uma equação ou de uma obra de arte. A conclusão tem tanto de óbvio como de justo e questiona mais uma vez os desmandos dos descomplexados competitivos que nos governam.


 


É justo para os matemáticos que tantas vezes assistem ao desdém dos "agentes culturais", mas é também uma lição para os que usam o preconceito que despreza a importância dos ensinos das humanidades ou das artes.


 


Não é por acaso que os jovens investigadores em ciências exactas atrasam o interesse por outras belezas enquanto se aborrecem com a incompreensão dos outros em relação às suas visões e sentimentos.


 


Também se compreende ainda melhor os que defendem que as lideranças nas organizações se caracterizam por um único exercício: discorrer a propósito de uma obra de arte.


 


 


 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

dois sistemas

 


 


 


 


É muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. A definição para os dois sistemas que parecem regular a nossa mente, pode resumir-se como "imediato ou depressa" para o sistema 1 e "elaborado ou devagar" para o sistema 2.


 


É evidente que a formulação não é assim tão linear, mas podemos começar por analisar o problema da página 38 que se aplica a muitas situações da nossa vida e até ao que se está a passar com o pouco rigoroso e manipulado relatório do FMI.