A página 13 da edição impressa do Público de hoje tem dois detalhes espantosos.
Nos tempos em que a avaliação do desempenho dos professores era a principal causa dos problemas do país
(não estou a brincar, até porque foi uma luta sem quartel e não totalmente vencida porque o modelo em vigor é igualmente injusto e brutal; mas ouvi-o pelas vozes de Jorge Sampaio e de Ramalho Eanes, para além de todo o regimento do arco do poder acolitado em que tudo o que era comentador)
era comum ouvirmos "que os professores não queriam ser avaliados e que nas empresas privadas a coisa era banal e assumida".
Numa fase em que o Governo apresenta a avaliação do desempenho como critério primeiro para o despedimento nas empresas, ficamos a saber que em 95% das ditas não há avaliação. Falta saber como é que se desenvolve o processo nas 5%. Espera-se que não aconteça como em 2008 com as poucas escolas que conseguiam pontuar num milhar de descritores cada avaliado; o ridículo eliminou de vez a monstruosidade.
Parece que Passos Coelho afirmou que sempre aplicou facilmente a avaliação do desempenho. Foi há dias e pelo que percebi disse-o em pleno parlamento enquanto exibia galões de gestor.
Dá ideia que Passos+o+gestor pontuou formadores de pilotos e afins. Não resisti a colar a crónica "roda da sorte" da tal página 13.
Passos é muito mentiroso. Ainda me lembro do modelo Kafkiano que repetiu à exaustão na campanha eleitoral. Estes governantes que se sucedem metem nojo...
ResponderEliminarEnfim. Também me lembro dessa indignação kafkiana.
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