É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.
Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.
Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.
Temos conhecimento de que muitos dos alunos estavam matriculados, mas depois desistiram, porque os país e avôs não têm possibilidades de lhes pagar as propinas e como sabem, muitos deles não conseguem arranjar trabalho!
ResponderEliminarMas isto tudo, deve-se as políticas terroristas e fascistas levadas a cabo pelo governo de traição nacional protagonizado por Coelho e Portas e tutelado por Cavaco,
Isto só prova a dificuldade em que os portugueses vivem,a cerca de 10 anos atrás era impensável que esta situação viesse acontecer,mas infelizmente está acontecendo,e a continuar com estas políticas desastrosas,será ainda pior no futuro,ou mudamos rapidamente de atitude,ou vamos voltar aos anos 60,e não é por acaso que segundo um estudo realizado recentemente,coloca os portugueses como um dos povos mais tristes da união europeia...
ResponderEliminarEnfim.
ResponderEliminarAdultos são todos os estudantes do superior. Com mais que 18 anos é-se adulto e precisam de comer, ter casa, vestir, pagar contas...
ResponderEliminarExacto Antónia.
ResponderEliminarDizer-se que há quebra de alunos em especial de adultos candidatos ou até mesmo a frequentar o ensino superior, é uma evidência pois há já alguns anos a esta parte (pelos menos nos últimos 20) que as instituições de ensino vêm a dificultar o acesso de adultos às referidas instituições, não havendo cursos e formações com horários lectivos compatíveis com o de trabalho por um lado e a população maior na faixa dos trinta aos cinquenta por outro que era activa e dinâmica, esta emigrou ou na pior das situações está desempregada e sem qualquer apoio para o efeito. As instituições de ensino superior, também estão a sentir o que de algum já se passou há uma década no ensino básico e recentemente no secundário, onde cerca de 40% dos alunos seguem cursos profissionais sem aceitabilidade no superior
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