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quinta-feira, 14 de junho de 2018

os professores e o mais do mesmo

 


 


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Nos momentos sobreaquecidos, há sempre órgãos de comunicação social (mesmo os tais de referência) que cedem aos títulos com oportunidade; digamos assim, claro. A notícia em imagem pode ser lida aqui, embora o título e o subtítulo expliquem a tal oportunidade.


Resumamos em números redondos: aos 97.000 professores do quadro acrescentaram-se 7.000 professores das vinculações extraordinárias e 15.000 professores contratados. Como há entre 12.000 a 14.000 professores com baixa médica que requer substituição, os números totais devem ser desagregados para serem bem explicados. Para além disso, há professores com mais do que um contrato porque são colocados em horários incompletos e, em muitos casos, leccionam no número necessário até completarem o horário (e ensandecerem pelo caminho). E chega que o mais do mesmo cansa.

domingo, 30 de março de 2014

o clubismo repete-se

 


 


 


 


 


 


É frequente, e tolerável, a intransigência clubística no futebol, mas não podemos ter a mesma condescendência em relação aos partidos políticos. Já nos tempos dos governos de Sócrates deparámos com socialistas (muitos professores) que tardaram em aceitar, ou nunca conseguiram, o óbvio da tragédia. Essa espécie de masoquismo diz muito das limitações humanas.

Passa-se algo semelhante nos tempos que correm, embora os defensores da actual maioria sejam ainda mais dissimulados; mesmo no seio dos professores.


 


Um dos argumentos que mais usam para disfarçarem a incomodidade com os cortes a eito, ou até, pasme-se, com a suposta corrupção na relação público-privado, é a redução de alunos. É uma falácia. O decréscimo mais acentuado da natalidade nos últimos três anos só se sentirá no primeiro ciclo a partir de 2017. Existem, todavia, factores transversais: a emigração de 300 mil pessoas em três anos terá "levado" muitos alunos de todos os graus de ensino, há um decréscimo na imigração e existe o empobrecimento. E é bom que se repita: Portugal deve aumentar o número de alunos no 3º ciclo e no ensino secundário e deve reduzir o número de alunos por turma em todos os graus de ensino. Só não regista este argumentário quem, e repetidamente, não vê o óbvio da tragédia.


 


 



 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

plano inclinadíssimo

 


 


 


 


 


Nuno Crato foi muito para além da troika. Ou seja: sabemos do memorando e da condição de protectorado, mas o que se espera de um primeiro-ministro na defesa do país (e Passos, o feitor, fez tudo ao contrário) é o mesmo que se exige a um ministro da Educação em relação ao sistema escolar.


 


Nem no conselho de ministros Nuno Crato deve ter sido uma voz em defesa da escola pública; pelo contrário. Nuno Crato expôs a escola pública às barbarides, como foi exemplo flagrante a seguinte passagem de uma inenarrável entrevista "(...)Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade(...)".













É evidente que o achamento-de-armazenamento-de-alunos atinge a educação especial. É o momento mais grave da delapidação da escola pública.


 


Contratar mais 1.000 professores, por exemplo, (o rendimento bruto anual de cada um andará entre os 18.000 e os 20.000 euros) resultará num investimento de cerca de 20 milhões. Este valor é uma migalha no meio dos biliões de corrupção, swaps incluídos e agora omitidos, e da fuga aos impostos para os paraísos como a Holanda. Mas aí não se toca. Como não se toca nas mordomias dos gabinetes ministeriais ou nos empregos para o pessoal dos aparelhos partidários esplhados pelos trezentos e tal concelhos do país.


 


 

domingo, 16 de junho de 2013

duplo há

 


 


 


 


Barroso queixou-se porque as agências de raiting não mudam a classificação de Portugal com o regresso aos mercados. Como essas agências são muito prospectivas, devem ter considerado que com Nuno Crato no MEC a nossa pontuação passaria para um duplo HÁ e o H (de Homem, de Honestidade, de Honradez e por aí fora) não faz parte da nomenclatura.


 


Amanhã há greve e há exame. É mesmo triste e quase diabólico que tudo o que o nosso país conseguiu, com o esforço de tantos, nas últimas décadas no sistema escolar se vá desmoronando às mãos do radicalismo ideológico do estado mínimo e que se afirmou para além da troika.


 


 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ainda o número de alunos

 


 


 


 


Não temos excesso de professores e já só mesmo por fanatismo ideológico se pode afirmar o contrário.


 


A relação entre a natalidade e o número de matrículas também tem sido objecto de manipulação por parte dos defensores do Estado mínimo.


 


Primeira e óbvio conclusão: se em 2103 nascerem muito menos crianças, esse decréscimo só influenciará os números do 1º ciclo em 2019 e, ainda como exemplo, os do ensino secundário em 2028.


 


O Gráfico que se segue, sobre a taxa bruta de natalidade evidencia uma forte quebra de 1970 a 1990. De 1990 a 2010 existiu uma ligeira descida (com oscilações, por exemplo em 2010 a taxa é superior a 2009) que poderá ou não ser contrariada, embora os fluxos migratórios (são imensos os que saem e quase ninguém entra) e o empobrecimento indiciem uma tendência negativa.


 


 



 


 


Se olharmos para os números da frequência de alunos neste milénio, verificamos que as matrículas sobem em todos os ciclos com excepção do 1º.


 


Se considerarmos os pressupostos já enunciados e se nos lembrarmos que a taxa de natalidade foi sempre subindo na segunda metade da última década do milénio passado, concluímos que as diferenças são pouco relevantes e que estão muito longe da anunciada redução de 200 mil matrículas.


 


 


 


 Na tabela que se segue com a frequência do pré-escolar neste milénio, verificamos o número mais elevado em 2011.



 


Na tabela seguinte com a frequência de todos os ciclos (omiti o secundário porque tem sido detalhado noutros posts), quem quiser relacionar as matrículas com a taxa de natalidade, verificará várias incoerências: por exemplo, nem sempre os anos de subida da taxa implicam mais frequência uns anos depois.


 



 


O gráfico seguinte indica a frequência em todo o sistema esscolar.


Se olharmos para os últimos 10 anos, verifiicamos tantas subidas como descidas.


 


dos números do senhor dos passos

 


 


 


 



 


 


 


 

terça-feira, 14 de maio de 2013

e para não variar, os cortes incidirão nos do costume

 


 


 



 


 


 


Quando li que "Passos diz que as novas medidas não se aplicam "à generalidade" dos cidadãos" pensei: não tarda muito e está a afirmar qualquer coisa como "Portugal precisa de menos professores". Dá ideia que os governos "entretém" as pessoas com outros alvos para acabarem nos do costume. Há anos a fio que é assim. Veremos o que dizem os senadores da direita e da esquerda.


 


Por mais que se saiba que a redução da natalidade está ainda longe de influenciar o número de alunos no curto e no médio prazos, que houve um aumento do número de alunos por turma associado à redução curricular e a uma gestão escolar única no mundo conhecido, que temos ainda uma percentagem, que nos envergonha, de pessoas que não concluem o ensino secundário e mesmo o 3º ciclo, o primeiro-ministro faz estas afirmações na linha das conclusões do indizível relatório FMI.







segunda-feira, 6 de maio de 2013

por cá é o inverso

 


 


 


 


 


Enquanto o novo primeiro-ministro italiano diz que se demite se o obrigarem a fazer mais cortes na Educação, em Portugal o primeiro-ministro mentiu em campanha eleitoral com promessas que fez nesse sector (na avaliação de professores era a custo zero) e, por incrível que pareça, o ministro da Educação e ciência está sempre pronto para cortes, chega a argumentar com estudos que só ele conhece no que se refere ao aumento de alunos por turma e corta em disciplinas da área das humanidades e das artes como quem muda de camisa.


 


E nem o factor financeiro serve de argumento para ajustar as mentes dos para além da toika. Se no número de professores já estamos quase em 1973, os outros indicadores aproximam-se vertiginosamente. Tudo isto fundamenta o que sempre se soube: o que demora a construir pode ser destruido num período temporal muito mais curto.


 


 



 

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


 


Porque mentes, Mendes?







segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

do número de alunos

 


 


 


 


No relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", os dados relativos ao aumento ou diminuição do número de alunos nos anos mais próximos acompanham os argumentos apresentados por alguns bloggers e contrariam as "prospecções" do MEC. Haverá, em 2015, uma perda insignificante no grupo dos 5 aos 14 anos de idade e um aumento significativo dos 15 aos 19. É evidente que se pode projectar para 2030, mas corre-se o risco de se ter de alterar a projecção logo em 2020 ou até antes.