quarta-feira, 30 de abril de 2014

de campanha em campanha

 


 


 


 


 


Quem, em 2011, perguntasse por cortes em salários ou subsídios dos funcionários públicos, recebia de Passos Coelho uma resposta veemente de protesto por se estar a inventar uma mentira. Estávamos em campanha eleitoral e quem mentiu foi o actual primeiro-ministro.


 


O novo governante começou a logo a cortar para além da troika, é bom que se recorde. Primeiro, classificou os actos como provisórios. Mais tarde, "decretou" a impossibilidade da sua recuperação para agradar a uma das partes da guerra interna que fomentou. A seguir, anunciou a recuperação total dos cortes até 2020. Hoje, e já em campanha eleitoral, prometeu a recuperação de 20% em 2015 (ano de eleições legislativas). Os restantes 80% serão recuperados se forem despedidos ainda mais funcionários públicos, numa altura em que os números deste grupo profissional são muito inferiores aos que existem nos países da União Europeia e da OCDE. Tudo isto assenta em extremismo ideológico para além da troika e em incompetência.


 


 


 



 


 


 

6 comentários:

  1. Ontem ouvi a sucessora de Gaspar dizer isto, em resposta a uma pergunta de um(a) jornalista: "a recuperação dos cortes nos
    salários dos funcionários públicos será tendencialmente rapidamente..." (!?)

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  2. Bom Quadragésimo Dia 1 de Maio em Liberdade!

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  3. Paulo poderemos recuperar o tempo que nos congelaram? ou esse é já tempo perdido.

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  4. Há várias versões. Há um ano de congelamento que parece perdido. Veremos: é tudo uma questão eleitoral; há o antes e o depois.

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