Quem, em 2011, perguntasse por cortes em salários ou subsídios dos funcionários públicos, recebia de Passos Coelho uma resposta veemente de protesto por se estar a inventar uma mentira. Estávamos em campanha eleitoral e quem mentiu foi o actual primeiro-ministro.
O novo governante começou a logo a cortar para além da troika, é bom que se recorde. Primeiro, classificou os actos como provisórios. Mais tarde, "decretou" a impossibilidade da sua recuperação para agradar a uma das partes da guerra interna que fomentou. A seguir, anunciou a recuperação total dos cortes até 2020. Hoje, e já em campanha eleitoral, prometeu a recuperação de 20% em 2015 (ano de eleições legislativas). Os restantes 80% serão recuperados se forem despedidos ainda mais funcionários públicos, numa altura em que os números deste grupo profissional são muito inferiores aos que existem nos países da União Europeia e da OCDE. Tudo isto assenta em extremismo ideológico para além da troika e em incompetência.
Ontem ouvi a sucessora de Gaspar dizer isto, em resposta a uma pergunta de um(a) jornalista: "a recuperação dos cortes nos
ResponderEliminarsalários dos funcionários públicos será tendencialmente rapidamente..." (!?)
Bom Quadragésimo Dia 1 de Maio em Liberdade!
ResponderEliminarEnfim mesmo Carlos. Muito mau.
ResponderEliminarIgualmente Carlos.
ResponderEliminarPaulo poderemos recuperar o tempo que nos congelaram? ou esse é já tempo perdido.
ResponderEliminarHá várias versões. Há um ano de congelamento que parece perdido. Veremos: é tudo uma questão eleitoral; há o antes e o depois.
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