As memórias, a individual e a colectiva, têm um recuo limitado. Vivemos mergulhados nos significados do 25 de Abril de 1974 que conquistou a admiração dos bem-aventurados espalhados pelo mundo conhecido. Contudo, é difícil atribuir à revolução dos cravos a inspiração de um estrangeiro; o mundo descoberto é pequeno, os factos assemelham-se em latitudes diversas e a memória histórica só regista o ínfimo pedaço acima da linha de água e para cá do horizonte.
A semana ficou também marcada por Gabriel García Márquez. O seu "O outono do patriarca", publicado em 1975, tem muito para sugerir apropriações históricas e de facto. O romance anterior, esse intemporal "Cem anos de solidão", inscreveu sete anos na expectativa do seguinte.
Por tudo o que foi escrito, e para os que têm pouca memória do que obrigou ao 25 de Abril de 1974, deixo a caracterização do Público para a edição que tenho por aqui.
Entretanto, fiz uma arrumação sistémica de Gabriel García Márquez e coloquei todas as suas obras na mesma prateleira. O difícil é mesmo escolher, realmente.
Devo confessar que a tarefa que descrevi foi algo afectada com o que verá na imagem seguinte que obrigou ao acompanhamento com arroz basmati, paparis e outras coisas que tais.
Certo, os patriarcas têm um inevitável outono.
ResponderEliminarObrigado.
ResponderEliminarÉ uma obra muito interessante também.
ResponderEliminar