domingo, 20 de abril de 2014

do outono dos patriarcas

 


 


 


 


 


As memórias, a individual e a colectiva, têm um recuo limitado. Vivemos mergulhados nos significados do 25 de Abril de 1974 que conquistou a admiração dos bem-aventurados espalhados pelo mundo conhecido. Contudo, é difícil atribuir à revolução dos cravos a inspiração de um estrangeiro; o mundo descoberto é pequeno, os factos assemelham-se em latitudes diversas e a memória histórica só regista o ínfimo pedaço acima da linha de água e para cá do horizonte.


 


A semana ficou também marcada por Gabriel García Márquez. O seu "O outono do patriarca", publicado em 1975, tem muito para sugerir apropriações históricas e de facto. O romance anterior, esse intemporal "Cem anos de solidão", inscreveu sete anos na expectativa do seguinte. 


 


Por tudo o que foi escrito, e para os que têm pouca memória do que obrigou ao 25 de Abril de 1974, deixo a caracterização do Público para a edição que tenho por aqui.


 


 



 


 



 


 


 


Entretanto, fiz uma arrumação sistémica de Gabriel García Márquez e coloquei todas as suas obras na mesma prateleira. O difícil é mesmo escolher, realmente.


 



 


 


 


Devo confessar que a tarefa que descrevi foi algo afectada com o que verá na imagem seguinte que obrigou ao acompanhamento com arroz basmati, paparis e outras coisas que tais.


 


 



 


 


 


 


 


 

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