"Vê lá que a filha da minha empregada senta-se ao meu lado na faculdade", é um espanto misturado com indignação que pode ser escutado aos filhos da geração ainda adolescente no 25 de Abril e nas que se seguiram.
E nesse grupo encontramos, para além dos óbvios e imutáveis conservadores, MRPP´s, esquerdas minoritárias diversas, socialistas e sociais-democratas de vias avançadas e até os freaks da altura.
Não direi que é uma desilusão, pois para isso tínhamos de estar iludidos e não era caso para tal. É uma espécie de tristeza, de ligeiro choque e de surpresa com o estado em que ainda estamos com quase quarenta anos de democracia. Às vezes até parece que regredimos e que eliminámos a memória.
Ó Paulo!
ResponderEliminarSerá que por eu pertencer à classe média cada vez mais baixa, onde as empregadas têm sido reduzidas ou até mesmo dispensadas de vez pela maioria, não reconheço este discurso elitista em meu redor?!
Não haverá nele o exagero próprio de quem anda legitimamente zangado com o estado a que se chegou, com a falta de qualidade da nossa democracia?
Apesar de me incluir na geração referenciada e de viver rodeada de gente que a ela pertence, nunca ouvi esse tipo de insinuação, felizmente.
Também espero que seja mais isso, Ana.
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