Chego ligeiramente atrasado ao anúncio do falecimento (2 de Abril de 2015) do Mestre do cinema português, mas confesso que não me preparei para o sucedido.
Vi, seguramente, mais de uma dezena de filmes do grande cineasta (sempre em salas vazias). O realizador rasgou fronteiras e tem algumas obras que me recordam um dos meus realizadores preferidos: Abbas Kiarostami. E é de um dos filmes deste iraniano, "Através das oliveiras", que me lembrei nestes dias em que os médias portugueses deram uma demonstração de planeamento com reportagens elaboradíssimas sobre o Mestre. A história começa assim: um grupo de jornalistas do canal estatal da moderníssima Teerão dirije-se a uma recôndita aldeia, a 700 kms, para documentar o choro das carpideiras. Só que o planeado defunto nunca mais falece e os jornalistas ficam inabitados com a ausência das comodidades quotidianas.
"Douro: faina fluvial" (que, como disse M. O. há tempos, em entrevista, se fosse agora só se fosse "Douro: faina turística") foi uma "curta" que só conheci há poucos anos numa exibição no Cineclube de Guimarães...
ResponderEliminar(Este comentário também podia ser colocado no post das "francesinhas"... :))
Vi essa entrevista e achei muita piada ao " Douro: faina turística". Sim, podia.
ResponderEliminarMas registei o cuidado do pessoal das tapas com o sumo de laranja. Estão a começar e insistiram muito em saber se não estão a desvirtuar a coisa. Por acaso, e por onde andei, notei uma boa evolução na gastronomia: produtos com sabor e fiéis à tradição (come-se tanto plástico) e cozinhados com cuidados e sem os excesso que eram habituais há duas décadas.