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domingo, 6 de agosto de 2023

Ainda, e sempre, Abbas Kiarostami (1940-2016)

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do cineasta iraniano na obra "Shirin". Encontrei-a por aqui quando ontem o recordava depois de um primeiro post sobre a sua morte.


 


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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

domingo, 8 de agosto de 2021

Das Homenagens e Das Recordações - Abbas Kiarostami (1940-2016)

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do inesquecível cineasta iraniano. Encontrei-a por aqui quando ontem ouvi uma referência à sua obra.


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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

das recordações e das homenagens - Abbas Kiarostami (1940-2016)

 


 


 


"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do inesquecível cineasta iraniano. Encontrei-a por aqui quando ontem ouvi uma referência à sua obra.


 


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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).


 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ainda, e sempre, Abbas Kiarostami (1940-2016)

 


 


 


"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do cineasta iraniano na obra "Shirin". Encontrei-a por aqui quando ontem o recordava depois de um primeiro post sobre a sua morte.


 


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A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Abbas Kiarostami (1940-2016)

 


 


 


Morreu o cineasta iraniano Abbas Kiarostami. É difícil escolher, mas é o meu cineasta preferido. O "sabor da cereja" (1997) foi a revelação e o "através das oliveiras" (1994 - este vídeo terá sido removido pelo regime iraniano?) a confirmação. Vi mais de uma dezena de filmes, alguns já são clássicos, sempre rendido à tela inundada de poesia e ritmo e com parcos recursos. Paz à sua alma.


 


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domingo, 5 de abril de 2015

Manoel de Oliveira (1908 - 2015)

 


 


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Chego ligeiramente atrasado ao anúncio do falecimento (2 de Abril de 2015) do Mestre do cinema português, mas confesso que não me preparei para o sucedido.


 


Vi, seguramente, mais de uma dezena de filmes do grande cineasta (sempre em salas vazias). O realizador rasgou fronteiras e tem algumas obras que me recordam um dos meus realizadores preferidos: Abbas Kiarostami. E é de um dos filmes deste iraniano, "Através das oliveiras", que me lembrei nestes dias em que os médias portugueses deram uma demonstração de planeamento com reportagens elaboradíssimas sobre o Mestre. A história começa assim: um grupo de jornalistas do canal estatal da moderníssima Teerão dirije-se a uma recôndita aldeia, a 700 kms, para documentar o choro das carpideiras. Só que o planeado defunto nunca mais falece e os jornalistas ficam inabitados com a ausência das comodidades quotidianas.


 


 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

viver

 



 


 


"A mais elevada forma de arte é a arte de viver", é uma opinião, que partilho, do cineasta iraniano Abbas Kiarostami. Aquele que é um dos meus cineastas preferidos dá uma interessante entrevista ao suplemento Ípsilon do Público de hoje. E acrescenta: "Mas a arte pode transformar a mais grosseira "arte de viver" numa forma mais elevada e ainda mais verdadeira do que a originalidade da vida". Bem sabemos como a arte de viver implica o relacionamento com os outros: o inferno ou o conforto será a eleição decisiva. Mas a arte, nas suas mais variadas expressões, pode desempenhar o papel que estava destinado à religião.


 


"O que é que copia o quê, a arte ou a vida?". É este o mote para o último filme de Kiarostami, apresentado no Estoril Film Festivail 2010, e já em exibição em Lisboa. Cópia Certificada é também inédito porque do Irão só tem o realizador.


 



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

passou-me

 


 



 


 


 


Tanto tempo à espera de Abbas Kiarostami no Estoril Film Festival 2010 e esqueci-me. Não sei explicar. Passou-me mesmo. Para mais com uma conferência de imprensa depois da exibição de "Copie Conforme". Verei o filme noutra altura, claro.


 


A melhor reportagem que encontrei foi esta. Kiarostami fugiu do Irão e espera que a sua nação veja o "Copie Conforme" através do mercado negro. Para não sair dos temas da Educação, lembrei-me de imediato das receitas de Licínio Lima para as escolas que mais queiram progredir: autonomia clandestina. A mesma ementa para furar os totalitarismos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

vitória do amor

 


 


 



 


 


 


O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria. É mais ou menos assim que Abbas Kiarostami termina mais uma obra-prima. O cineasta iraniano filma quase sem efeitos especiais, escolhe muito bem os argumentos e agarra o espectador do princípio ao fim. São fitas que se vêem num fôlego, mas que ficam dias a preencher o cérebro.


 


A fábula da princesa Shirin foi o mote para Kiarostami falar de mulheres - homenageá-las - e também de homens. O registo respeita a genialidade do realizador: radical com uma atmosfera terna e doce. O espectador apenas ouve a banda sonora do filme - a história é contada assim -, fica com as expressões de 114 mulheres que vão passando (umas poucas repetem-se) uma a uma e na maioria das vezes com companhias nada inocentes: um homem, uma mulher, um homem e uma mulher. É incrível como com estes ingredientes se consegue transportar o espectador para viagens sem fim.


 


Juliete Binoche é uma das 114.


 


João César Monteiro tentou um registo semelhante com "branca de neve".


 


Imperdível.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

shirin

 


 


 



 


Depois de noutro dia ter apresentado em Cannes o "Copie Conforme", o meu realizador de culto, Abbas Kiarostami, estreou ontem em salas de cinema de Lisboa um filme que não vou perder: Shirin.


 


O realizador iraniano dá aqui uma entrevista sobre o tema.


 


Encontra aqui o resumo do filme que pode ler a seguir.


 


"O filme é sobre Shirin, princesa arménia, vivendo atribulados amores com o rei Khosrow e o plebeu Farhad. Só que o filme... não se vê. Mais exactamente, Shirin, de Abbas Kiarostami, filma uma galeria imensa de rostos femininos (114, para sermos exactos) assistindo a um filme cuja presença apenas adivinhamos através da banda sonora. O resultado distingue-se por uma enigmática transparência que participa, de uma só vez, do ritual e da parábola: porque sentimos o cinema como um mágico jogo de espelhos e também porque o feminino se expõe, aqui, como uma paisagem infinita de milagrosas variações (114 e todas as outras que pressentimos). Inspirando-se num poema persa do século XII, Kiarostami, o iraniano, mostra como o seu cinema está visceralmente encravado no seu país, ao mesmo tempo que participa de uma milagrosa dimensão universal."


 


Pode ver ainda o trailer oficial do filme.











domingo, 23 de maio de 2010

regras e prémios

 


 


Habituei-me à excelência dos filmes exibidos no Festival de Cannes. Este ano a curiosidade era acentuada. Como dei conta aqui, o filme do iraniano (um dos meus realizadores de culto) Abbas Kiarostami, o Copie Conforme, esteve a concurso. A actriz principal, Juliete Binoche, ganhou o prémio para a melhor interpretação. A imagem que encontrei refere-se à conferência de imprensa que os dois deram no Festival. Denunciaram a prisão política, no Irão, em que se encontra o cineasta iraniano Jafar Panahi.


 


terça-feira, 18 de maio de 2010

copie Conforme

 


Copie Conforme é o título do último filme do iraniano Abbas Kiarostami, um dos meus realizadores de eleição. É o seu primeiro filme feito fora do Irão. Está em concurso no Festival de Cannes.


 


Fique com a atmosfera.


 









quinta-feira, 15 de abril de 2010

Copie Conforme

 


Copie Conforme é o novo filme de um dos meus realizadores preferidos o cineasta iraniano Abbas Kiarostami. A nova fita vai concorrer na fase mais a doer da Palma de Ouro do Festival de Cannes deste ano. Não sei porquê, mas a coisa promete. Pode saber mais aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

afinal estava em itália

 


 


 



 


 


 


 


Soube pelo suplemento ípsilon que Abbas Kiarostami estava em Itália. Afinal um dos meus realizadores preferidos filmava na Toscânia enquanto decorria a revolução verde no Irão que, e segundo a opinião de Kiarostami, foi feita pelos filhos da primeira revolução.


 


O suplemento do jornal Público faz uma boa reportagem a propósito do festival "Doc Lisboa", aqui, desta vez com o mote "O Irão tira o véu". A obra "Shirin" de Abbas Kiarostami, também conhecida pela fita das "114 de mulheres do realizador" dá corpo a um texto de Vasco Câmara onde o cinema de Kiarostami é bem descrito.


 


Tem uma passagem muito interessante que diz assim:


 


"(...) Mas isso é o "Kiarostami´s touch": sempre uma textura sinuosa, vertiginosa, diríamos até perversa, por trás da aparente simplicidade; uma consciência aguda, tão aguda que chega a ser cruel, das transferências que se dão em frente ao ecrã. Kiarostami falará direito por linhas tortas, como as estradas que sulcam os ecrãs nos seus primeiros filmes (nem todas existiam, aliás; tornaram-se "reais" para os filmes). E é por aí que anda a dimensão política do seu cinema, por caminhos mais elípticos do que os da nova geração de cineastas iranianos - veja-se como Abbas, que deixou o campo e chegou à cidade, e à mulher iraniana, em "Ten" (2002), na altura em que os cineastas mais jovens começavam a esventrar e a expor Teerão, filmou uma cidade enfiando-se num carro.


Por isso, por esse lado mais oblíquo do seu cinema, alguns o acusam, no Irão, de fazer filmes apolíticos. Ou de filmar para audiências estrangeiras. Num perfil/entrevista no "Guardian" Abbas respondeu: "Se político significa ser militante eu não farei nunca um filme político; nunca vou sugerir a alguém que vote por uma pessoa ou pela oposição. Não estou a forçar as pessoas a reagir, estou a tentar atingir uma verdade na vida quotidiana. Sempre que conseguirmos tocar essa dimensão isso é essencial e profundamente político".

terça-feira, 30 de junho de 2009

abbas kiarostami

 



Faz quinze ou dezasseis anos, mais ou menos, claro, que acompanho o genial cinema de Abbas Kiarostami. No princípio, e se bem me lembro, parecia-me uma excentricidade esta coisa de ver cinema iraniano, mas rapidamente percebi que a linguagem cinematográfica de Kiarostami era um desafio permanente. A validade do argumento, a capacidade de contar a história e a excelência das imagens - apesar dos parcos meios ao seu dispor, considerando, claro, a exorbitância de meios e de tecnologia que acompanham grande parte das produções actuais -, são os ingredientes que mais pesam.

 

Numa altura em que o Irão vive um momento de tanta tensão política e social, é raro o dia em que não me interrogo: de que lado estará o realizador? Qual será a sua condição como homem e como artista?

 

Lembro-me que esteve em Lisboa no início do século para uma conferência de imprensa. Li que foi uma coisa rápida e que o que Kiarostami quis fazer foi mergulhar sem guias no metabolismo da capital portuguesa.



Abbas Kiarostami tem obras maiores, com saliência, na minha modesta opinião, para o filme que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1997, Ta'm e Guilass (O Sabor da Cereja): uma verdadeira obra prima; um argumento construído à volta da figura de uma taxista que se quer suicidar, mas que não consegue encontrar quem realize a sua sepultura: fascinante, uma autêntica exaltação à vida.



Encontrei um pequeno vídeo que pode entusiasmar o meu caro leitor a perseguir este grande vulto do cinema contemporâneo. Ora clique.