terça-feira, 21 de julho de 2015

portugal tem exemplos gritantes de improdutividade

 


 


 


 


Não há país do euro, e julgo que nem da União, que avalie o exercício dos professores com pontos e percentis (quotas). Na maioria nem sequer há avaliação, havendo quem pratique as inspecções pedagógicas que validam, ou não, a continuidade do exercício.


 


Em Portugal continua em vigor um desmiolo que pontua com percentis e com base em relatórios de três páginas. Há mais umas coisas insanas que não "estalam" porque as progressões na carreira estão congeladas e porque grande parte dos professores já só contam os dias que faltam para a "fuga".


 


Para além disso, qualquer pessoa medianamente sensata levaria as mãos à cabeça com a incompetência do legislador e com as toneladas de horas que professores avaliadores e assistentes administrativos gastam à volta de uma farsa que, aqui e ali, dá murros na dignidade das pessoas. É um bom exemplo de improdutividade que explica o que escrevi no título e que nos deixa isolados na Europa (julgo que só os gregos têm produtividades assim; e mesmo assim).


 


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2 comentários:

  1. Mais um artigo certeiro, Dr. Paulo Prudêncio. Mas esta improdutividade é, em certo sentido, altamente produtiva. Produz medo e subserviência (entre outras coisas deste quilate).

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  2. Sem dúvida. Bem ao jeito que despreza a verdadeira boa moeda: a confiança. Dito assim para nos mantermos na linguagem do sacrossanto mercado.

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