"Não podemos reciclar uma saqueta de chá ou as crianças com menos de oito anos não podem estoirar balões", são dois exemplos risíveis apresentados por Boris Johnson, Mayor de Londres, que defende a saída do Reino Unido da União Europeia. Sem dúvida que a máquina de Bruxelas e Estrasburgo, com as suas benesses ilimitadas não pode sequer acusar de invejosos os eurocépticos, põe-se a jeito e traz à memória uma espécie de "euroviete supremo". Adensam-se as preocupações e é mais uma encruzilhada europeia que parece exigir mais integração e muito mais humildade.
Alguém, há dias, se mostrou muito ofendido no Parlamento porque outro alguém comparou a União Europeia com a União Soviética. Claro que tudo pode ser comparado com tudo; a questão é saber se a comparação se faz sobre o essencial ou sobre o acessório. E há pelo menos um ponto essencial em que a comparação pode ser feita: um sistema económico com disfunções estruturais não pode ser mantido para sempre: pode, quando muito, ser prolongado no tempo com recurso a derivas cada vez mais autoritárias.
ResponderEliminarSem dúvida. A história das organizações, de resto e nas escalas mais variadas, está cheia de exemplos.
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