No dia em que N. Crato e L. Rodrigues são condecorados, e desculpem-me voltar a estas figuras, o primeiro desdobra-se em entrevistas e revela uma continuidade política que explica alguns enigmas. Lurdes Rodrigues olhava para o sistema como um grande primeiro ciclo e infantilizou-o. Numa decisão inevitável e positiva, alargou a escolaridade obrigatória até ao 12º ano e originou o maior aumento da história de alunos no ensino secundário nos anos seguintes.
Chegou Crato e aplicou exames a eito com as mesmas normas e procedimentos em todos os ciclos de escolaridade. Ou seja, para Crato & Lurdes até ao 12º ano é ensino precoce e comprovo-o com duas respostas da entrevista do primeiro ao DN. Como se sabe, no exercício de Crato o insucesso escolar subiu todos os anos. Com o referido aumento de frequência do secundário, o abandono escolar desceu acentuadamente. A jornalista pediu-lhe opinião. A coisa é de tal modo, que a segunda pergunta transmite a perplexidade da perguntadora que ainda tentou atenuar a manipulação. Como retrata o cartoon do Antero, Crato ganhou o direito ao fatinho completo de Lurdes Rodrigues e Cavaco Silva reconheceu-o.
A que se deve esta redução? Ao alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.° ano?
Ou de como os truques do argumentário do passado são ainda úteis no presente.
ResponderEliminarSem dúvida.
ResponderEliminaro duo que assassinou um sistema educativo...
ResponderEliminarneste país, ser criminoso compensa...
Fiz uma partilha dentro do twitter com os seguinte comentário: Haverá motivos para a dupla condecoração nas imagens e não será por terem encerrado mais de 4000 escolas públicas (aumentaram exponencialmente as privadas financiadas pelo Estado) ou por terem reduzido mais de 70 mil professores num universo de 175 mil. Também não será por terem quase exterminado a credibilidade da escola pública. Talvez seja por dois exemplos de espantosa eficácia na gestão: MLR conseguiu um monstro inaplicável de avaliação de professores com 1000 (mil) descritores e Crato colocou um professor, no mesmo concurso, em mais de 100 (cem) escolas. É obra, realmente. Um servidor público só não é distinguido por exorbitâncias como estas numa nação com queda para uma bancarrota em cada duas décadas.
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