segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ou seja, "a finança comeu a política"

 


 


O filósofo francês Dominique Wolton concluiu: "a finança comeu a economia e a economia comeu a política". Ou seja, se A é superior a B e B superior a C, logo, A é superior a C. É este o problema que se tem colocado nas eleições presidenciais nos EUAHillary Clinton está, como todos os políticos do sistema, tão ligada a um A que caiu em desgraça com a crise financeira de 2008, que qualquer Trump mantém a expectativa em relação ao resultado final. Mesmo que Hillary Clinton vença, como se deseja, Trump alarga um perigoso caminho. Há uma relação directa entre finança e tecnologia que explica estes fenómenos. Dominique Wolton "anda irritado com a aldeia global, dominada pela ditadura da tecnologia, denuncia as indústrias imperialistas do século XX" e alerta: "Se quisermos salvar a democracia, é preciso que a política regule a técnica". Não sei se Hillary Clinton tem desprendimento para o desafio, já que a "sua" finança, que comeu a técnica, comeu a "sua" política.


 


Captura de Tela 2016-11-07 às 16.31.27


 

4 comentários:

  1. Há anos que a margem política é mínima. Submeteu-se à economia e à finança.
    Como sair daqui é a questão!

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  2. Claro que Hilary Clinton tem "desprendimento para o desafio". Tem, aliás, e dando crédito à imprensa portuguesa e a todos os luso-iluminados, recursos para resolver todos os desafios, resgatando messiânica e finalmente a Humanidade - resolvido que seja o seu primeiro e hercúleo trabalho: esmagar a Besta na sua trumpeana manifestação.

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