quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Pisa 2015: os delírios em gráfico

 


 


 


As extrapolações à volta do PISA 2015 têm episódios risíveis. Recebi por email o gráfico sem referência ao autor. Vem acompanhado da defesa das políticas educativas das figuras em imagem; não publico o parágrafo porque usa uma linguagem imprópria, mas faço-o com o gráfico para dar a opinião solicitada.


 


Os alunos testados no PISA têm 15 anos e frequentam anos entre o 7º e o 11º. A subida constante portuguesa responsabiliza alunos, encarregados de educação e professores. As políticas ajudam, mas se forem de sinal contrário, como é o caso dos fotografados, atrapalham. E nos dois casos parece que atrapalharam muito, uma vez que a sua influência, mesmo que residual, só pode ser verificada, obviamente, no triénio seguinte. Lurdes Rodrigues sucedeu a um período "sem governo" (2000/2006), mas que regista uma subida substancial em 2009. Parece que o sistema português funciona melhor "sem ministério", uma vez que quando a ministra (2006/2009) saiu os resultados estagnaram no fim do triénio seguinte (2012). Sucedeu-se outro "sem governo" com Isabel Alçada (2009/2012). Saiu e os resultados do triénio que se seguiu melhoraram (2015). Apareceu Crato (2012/2015) e veremos a sua influência, por reduzida que seja, em 2018.


 


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6 comentários:

  1. Hoje tiveste um dia e peras?

    Atão...
    Os alunos que fizeram PISA em 2015 e que tinham 15 anos não foram os mesmos que passaram pela escola do Crato? Não andaram na escola "cratiana", a que tem exames entre 2011/2015?. São os que vão frequentar a escola sem exames do Tiaguinho, em 2016, 2017 e 2018 receber as influências da política do Crato?
    Bebeste e não foi pouco.

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  2. Não. Leste bem e finges que não compreendes. Nenhum dos alunos das amostras PISA, de 2000 a 2015, fez exames nos 4º e 6º anos. E, como sabes, os resultados são a longo prazo e lá vou dando um de três (comprova-se que os alunos estão doze anos em preparação e podem sofrer radicalismos nos três seguintes que se aguentam) para um post humorístico perante tanto devaneio. Se olhares para o título e para as etiquetas concluis que o registo é leveza (uma das 6 propostas de Calvino para este milénio) perante tanto delírio.

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  3. Em 2018, teremos na amostra os examinados nos 4º e 6º anos. É provável que nem Singapura nos segure. A sério: sabes que os pais finlandeses se recusam a tratar as crianças para alem dos limites (como as Mães Tigres asiáticas fazem) e andam às voltas com a organização das aulas? Continuam bem a ciências e a leitura, mas não estão por aí nos top performers. O PISA não é o fim da história, caro Reitor.

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  4. Queres dizer que os que reprovaram no exame do 4º e do 6º vão tirar negativa no PISA? é isso?
    O anti-cratismo é de tal ordem que cega.
    Não há uma relação direta entre os alunos que se submeteram a exame e os resultados do PISA, como sabes bem.
    A relação é outra: Os alunos que percorrem sistemas educativos mais exigentes, focados nos resultados e com avaliações à séria terão melhores resultados em quaisquer exames internacionais, como se viu pelo PISA e TIMSS e, no teu íntimo, sabes bem. Portanto, os alunos que passaram pelo sistema nos 4 anos de crato obterão melhores resultados em qualquer tipo de prova e exame que os alunos que passarem 4 anos com o tiaguinho da geringoça. Toma nota: se estivermos até 2018 com esta política educativa, os alunos que tiverem 15 no próximo PISA obterão piores resultados que os de 2015. Queres apostar?

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  5. Realmente, o tempo das Reitorias é demasiado datado.

    Onde leste reprovação em exames de 4º e 6º anos?

    Queres que conclua, e olhando para o gráfico, que a maior subida de Portugal, entre 2006 e 2009 (muito mais consistente do que em 2015 onde a matemática estagnou), se deveu a um ambiente em que "Os alunos que percorrem sistemas educativos mais exigentes, focados nos resultados e com avaliações à séria terão melhores resultados em quaisquer exames internacionais". Onde estava a Reitoria nos tempos de 2006 a 2009? Lia o teu blogue e começo a concluir que Reitoria é também sinónimo de Revisionismo e baixa memória.

    Essa do anti é já falta de argumentos.

    Sorrio mesmo com essa ideia da aposta. Apostamos um jantar e convidamos mais alguns bloggers. Mas é um jantar presencial. Não estou para jantares virtuais :)

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