
Concerto às 21h30. Passámos pelo largo do Teatro Nacional de S. Carlos às 18h30 e já só havia dois lugares na zona frontal. Não os perdemos. Revezámo-nos até à hora marcada. O tempo é imparável e o lugar "ultrapassou" as melhores expectativas. O som esteve perfeito. Para além do referido no programa, o "Va, Pensiero" (vídeo mais abaixo), de uma beleza comovente (não ligue, acabei de ver o episódio 10 da série, RTP2, "Amor em Berlim" e estou emocionadíssimo), tornou o concerto inesquecível. Se a pontualidade é a regra, e foi cumprida no início, o concerto não durou pouco mais de uma hora como anunciado: foram mais de duas e ainda bem.

Em pouco mais de uma hora, um autêntico Festival Verdi que se inicia e culmina com Nabucco, um dos seus maiores êxitos; Cristiana Oliveira soprano; Roland Wood barítono; Andrea Sanguineti Direção Musical; Coro do Teatro Nacional de São Carlos; Giovanni Andreoli Maestro Titular; Orquestra Sinfónica Portuguesa; Joana Carneiro Maestrina Titular
Nabucco: Abertura
Ernani: Si ridesta il leon di Castiglia
Il Corsaro: Alfin questo corsaro… cento leggiadre vergini
Macbeth: Patria opressa
Rigoletto: Tutte le feste al tempio… Sì, vendetta
Il Trovatore: Vedi le fosche notturne spoglie
La traviata: Addio del passato
I Vespri Sicilianni: Abertura
Un ballo in Maschera: Eri tu che macchiavi
La Forza del Destino: La Vergine degli angeli
Simone Boccanegra: Come in quest’ora bruna
Don Carlo: O Carlo ascolta
Aida: Gloria all’Egitto ad Iside
Otello: Ave Maria
Falstaff: È sogno o realtá?
Nabucco: Va, pensiero
e os tugas na provincia não existem...assistem em modo virtual a esta cultura...
ResponderEliminarAh ah ah.
ResponderEliminarpois, mas esse tipo de assimetrias levou ao êxodo populacional e talvez tenha tido uma consequência visivel em Pedrogão...
ResponderEliminarUma cena de "Amor em Berlim": um funcionário numa cantina conta uma anedota sobre Honecker e na mesa ao lado estavam dois superiores hierárquicos. Um deles, para meter medo, ameaçou o funcionário com represálias, tendo este ficado petrificado; depois, revelou que estava a brincar. Esta cena fez recordar o acontecimento já esquecido do prof destacado na DREN que contou uma anedota sobre a licenciatura do PM José Pinto Sousa e um dos funcionários que ouviu foi 'bufar' à aberração da diretora, que demitiu o humorista.
Este paralelismo faz questionar o que é isso de democracia...
Achei piada aos tugas da província. Bem: o tema levantado no comentário exige muitos teclas. Apesar de tudo, os espaços para a cultura melhoraram muito por todo o país nos últimos 40 anos. O festival ao largo é o que é e muito interessante. Por acaso, amanhã e depois publicarei uns posts sobre esse festival e sobre essa espantosa série que é o "Amor em Berlim".
ResponderEliminarEssa cena do "Amor em Berlim" está muito boa. Estive em Berlim há dois anos. Gostava mesmo de lá voltar agora.
ResponderEliminarO que pode ter mudado (e não foi por todo o país) foram os espaços fisicos. Procura um evento com as carateriticas deste festival que tenha sido realizado fora das grandes cidades...acho que chego à aposentação mais depressa...
ResponderEliminarSem dúvida. Mas não foram só os espaços físicos. As artes têm mais intérpretes.
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