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terça-feira, 20 de julho de 2021

Do Muito Bom Regresso



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"Local: Cine-teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro

LA NAVE VA, CARLA CARAMUJO, LUÍS RODRIGUES, JOÃO MERINO





Ópera


La Serva Padrona de Giovanni Battista Pergolesi estreia em 1733 como intermezzo (cómico) da ópera séria Il Prigioniero Superbo e é constituída por dois actos interpretados entre os três da ópera séria como momento de descontração da carga emotiva. La Serva Padrona teve um sucesso imediato tendo passado a ser apresentada como peça autónoma em vários teatros europeus, tornando-se assim uma ópera de referência deste estilo cómico, permanecendo nos palcos até aos nossos dias.


Nesta nova produção, tal como na estreia de La Serva Padrona, pomos dois mundos em diálogo, intercalando os dois intermezzi com uma ação paralela. Em palco veremos a comédia La Serva Padrona irromper sobre a realidade da construção do próprio espetáculo. Num tempo em que a vida artística passa por um distanciamento do palco, veremos exposto o esforço pessoal e a entrega que cada artista põe em dar ao público um pouco de si quando se encontra em cena. Teremos assim a construção a nu de um espetáculo a dialogar com o seu resultado.


Esta ópera conta-nos a história de Serpina, uma criada astuta e atrevida, que pretende casar com o seu patrão Uberto, e que para tal vai engendrando um plano que conta com a ajuda do criado Vespone. Finge estar noiva de Tempesta, um irrascível militar que mais não é que Vespone mascarado. Perante as ameaças de Tempesta, Uberto dá-se conta que sempre amou Serpina e aceita casar-se com ela, passando assim a CRIADA a ser PATROA, como nos diz o título da ópera.


La Serva Padrona, ópera em dois atos (intermezzi) de Giovanni Battista Pergolesi
Libreto de Antonio Federico Gennaro a partir de uma obra de teatro homónima de Jacopo Angelo Nelli


Descarregue a folha de sala »


Ficha Artística; Carla Caramujo, Serpina; Luís Rodrigues, Uberto; João Merino, Vespone (criado de Uberto); Carlos Antunes, Encenação / tradução; Natacha Costa Pereira, Cenografia; Nuno Braz de Oliveira, Figurinos; António Carrilho, direção musical


La Nave Va; Pedro Lopes, ConcertinoJosefina Alcaide, Primeiro violinoTomás Soares, Primeiro violinoLuciana Cruz, Primeiro violinoRaquel Cravino, Chefe de naipe - segundo violinoMaria João Matos, Segundo violinoFrederico Lourenço, Segundo violinoAndré Araújo, ViolaGabriela Barros, ViolaCésar Gonçalves, ViolonceloMarta Vicente, ContrabaixoJenny Silvestre, Cravo"



quinta-feira, 27 de julho de 2017

outro concerto memorável - A Vida de Verdi

 


 


 


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Concerto às 21h30. Passámos pelo largo do Teatro Nacional de S. Carlos às 18h30 e já só havia dois lugares na zona frontal. Não os perdemos. Revezámo-nos até à hora marcada. O tempo é imparável e o lugar "ultrapassou" as melhores expectativas. O som esteve perfeito. Para além do referido no programa, o "Va, Pensiero" (vídeo mais abaixo), de uma beleza comovente (não ligue, acabei de ver o episódio 10 da série, RTP2, "Amor em Berlim" e estou emocionadíssimo), tornou o concerto inesquecível. Se a pontualidade é a regra, e foi cumprida no início, o concerto não durou pouco mais de uma hora como anunciado: foram mais de duas e ainda bem.


 


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NabuccoAbertura 


ErnaniSi ridesta il leon di Castiglia


Il CorsaroAlfin questo corsaro… cento leggiadre vergini


MacbethPatria opressa


RigolettoTutte le feste al tempio… Sì, vendetta


Il TrovatoreVedi le fosche notturne spoglie


La traviataAddio del passato


I Vespri SicilianniAbertura


Un ballo in MascheraEri tu che macchiavi


La Forza del DestinoLa Vergine degli angeli


Simone BoccanegraCome in quest’ora bruna


Don CarloO Carlo ascolta


AidaGloria all’Egitto ad Iside


OtelloAve Maria


FalstaffÈ sogno o realtá?


NabuccoVa, pensiero





 




 


domingo, 19 de agosto de 2012

noites em s. carlos

 


 



 


 


Na imperdível exposição patente no Teatro Nacional de S. Carlos pode ver-se uma caricatura de Maria Callas. Fiz um vídeo de um minuto, devidamente autorizado, que retrata uma parte da atmosfera da exposição.


 


segunda-feira, 30 de maio de 2011

ao que Portugal se arrisca

 


 


 


Imaginemos que as eleições de 5 de Junho davam como resultado uma espécie de Berlusconização lusitana, quiçá menos endinheirada mas ainda mais pato-bravista-no-geral. Se a nossa tradição cultural fosse parecida com a italiana, talvez viéssemos a viver momentos tão impressionantes como o que relata Joaquim Vieira no facebook.


"Momento único a lembrar Visconti: numa récita do "Nabucco" de Verdi em Roma, antes do bis do "Va pensiero" exigido pela audiência, Riccardo Muti fala ao público e compara a pátria em perigo, cantada no coro, aos cortes que faz na cultura italiana o governo de Berlusconi (não mencionado pelo maestro mas implícito). Pede então algo inédito: que os espectadores cantem também. No palco os cantores terminam em lágrimas."

 











quarta-feira, 18 de março de 2009

quinta-feira, 25 de maio de 2006

anel dos nibelungos












O Teatro Nacional de São Carlos estreia na próxima semana, e até 4 de Junho de 2006, a obra de Richard Wagner “O anel dos Nibelungos”, uma das suas composições mais importantes e que é baseada na mitologia nórdica.

É composta por 4 óperas: Das Rheingold (O ouro do Reno) - prólogo, a estrear a 28 de Maio de 2006, passando por Die Walküre (A Valquíria) em 2007 e por Siegfried em 2008, terminando com Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) em 2009.

Pela mão do arrojado encenador Graham Vick, Piamonti, o director do teatro, aventura uma encenação que arrisca o deslumbramento.

O encenador arrancou a plateia do teatro e impôs aí o palco, transformando a sala num anel que assegura os mesmos privilégios a todos os espectadores. Graham Vick explica: “a ópera será democrática, ou não será... a maior parte das óperas está preocupada com a sua reputação, não está aberta a esta frescura”.

Com um elenco excepcional, segundo os especialistas, esta ópera merece uma ampla e excelente reportagem na revista pública de 21 de Maio de 2006.

Com fotos deslumbrantes, a jornalista Alexandra Lucas Coelho salienta: “O anel é de todos. A plateia do São Carlos foi arrancada. Daqui a uma semana terá toda a gente à volta, como uma arena, ou um democrático anel. O teatro deu carta branca a uma homem que gostava de ter como espectador quem não sabe se os Nibelungos são desenhos animados ou uma espécie de fungos. É o renascimento de Wagner, O Anel como nunca se viu”.

A democracia das ideias, essa, nunca morre.





Paulo Guilherme Trilho Prudêncio.