domingo, 10 de dezembro de 2017

a "escola" do Paradise Papers

 


 


 


Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.



"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"


 


Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas. 


 


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2 comentários:

  1. A mudança tem de ser por ação fisica; a retórica nos mass media e redes sociais apenas pode instigar a essa ação. Portanto, para quem ainda não vê a perspetiva global, quem controla o OE tem interesses a satisfazer; quando estes são postos em causa por outros intervenientes (salários dos trabalhadores, custos dos serviços, etc.), argumenta-se com os putativos privilégios que existem para justificar não haver dinheiro, alimentando uma população que se refugia nessa argumentação para apoiar quem argumenta.
    E desta forma, não há aumento de salários, nem progressão na carreira, nem investimento nos serviços públicos, nem melhoria quantitativa e qualitativa dos serviços públicos.
    E assim continuará até se encetar uma ação fisica (em vez de ficar-se pela catarse cibernética...) que force o poder a canalizar os recursos financeiros para a gestão coletiva.

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  2. Desde 2007 (mais ou menos) que Joseph Stieglitz explica o fenómeno.

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