Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.
"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"
Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas.

A mudança tem de ser por ação fisica; a retórica nos mass media e redes sociais apenas pode instigar a essa ação. Portanto, para quem ainda não vê a perspetiva global, quem controla o OE tem interesses a satisfazer; quando estes são postos em causa por outros intervenientes (salários dos trabalhadores, custos dos serviços, etc.), argumenta-se com os putativos privilégios que existem para justificar não haver dinheiro, alimentando uma população que se refugia nessa argumentação para apoiar quem argumenta.
ResponderEliminarE desta forma, não há aumento de salários, nem progressão na carreira, nem investimento nos serviços públicos, nem melhoria quantitativa e qualitativa dos serviços públicos.
E assim continuará até se encetar uma ação fisica (em vez de ficar-se pela catarse cibernética...) que force o poder a canalizar os recursos financeiros para a gestão coletiva.
Desde 2007 (mais ou menos) que Joseph Stieglitz explica o fenómeno.
ResponderEliminar