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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

"Abriu-se mais uma (grande) Caixa de Pandora"


Diz o Expresso:


"Dinheiro, muito dinheiro, castelos, mansões e propriedades luxuosas, aviões, iates, obras de arte. 35 atuais e antigos Presidentes e primeiros-ministros, além de mais de 330 funcionários públicos em mais de 90 países, obtiveram estes e outros bens escapando ao escrutínio público – e é sobre isto o conjunto de artigos que começámos a publicar este domingo.
Cinco anos depois dos Panama Papers, muitos dos que usavam os serviços do escritório de advogados que esteve na origem deste escândalo passaram simplesmente a recorrer a outros escritórios do género - e continuaram com as suas vidas, mantendo as suas fortunas em segredo.

Agora, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), de que o Expresso é parceiro em Portugal, começou a publicar uma série de artigos baseados numa nova coleção - 11,9 milhões - de ficheiros confidenciais com informações sobre companhias offshore. Batizada com o nome Pandora Papers, a operação permitiu identificar os donos de 29 mil empresas offshore, em mais de 200 países — sendo a Rússia, o Reino Unido, a China e o Brasil os que possuem mais.

Nos ficheiros aparecem nomes de dezenas de líderes internacionais, como o primeiro-ministro da República Checa, que se autodenominava o “homem do povo” e fazia inflamados discursos contra a corrupção enquanto comprava em segredo uma propriedade luxuosa na Riviera Francesa; ou o Rei da Jordânia, que gastou 100 milhões na compra de casas luxuosas enquanto o seu país recebia ajuda externa; ou ainda o Presidente do Quénia, cuja família engrossava a fortuna de forma pouco clara enquanto ele preparava o regresso ao poder fazendo um discurso contra a corrupção.

Agora a resposta a uma pergunta que muitos leitores estarão a fazer: há portugueses? Há. Nos ficheiros dos Pandora Papers aparecem alguns. ESTÁ AQUI quem são três deles, no que estiveram envolvidos e que justificações deram ao Expresso.

E sim, o Grupo Espírito Santo volta a aparecer. A sociedade de advogados do Panamá que é um dos alvos da fuga de informação, conhecida pelo nome Alcogal, registou mais de 600 empresas de fachada para o núcleo de Ricardo Salgado e clientes do BES e tornou-se a preferida dos políticos: mais de metade dos políticos e funcionários públicos de todo o mundo que aparecem nos Pandora Papers estão associados a empresas incorporadas pela Alcogal.

A Caixa de Pandora está aberta e dela irão saindo novos artigos, que iremos publicando durante as próximas semanas.""


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Onde Estão?

 


 


 


De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), custou (fonte BdP) 12.600 milhões ao défice orçamental e 20.000 milhões à dívida pública. Aguardam-se os dados até ao início de 2019, mas é público que a CGD custou cerca 4.000 milhões em 2016 e 3.000 milhões em 2017. Também é seguro afirmar que os bancos valem cerca de 20% do valor injectado. É importante conhecer devedores, mas é curial recuperar capital. E com o que vamos vendo, e considerando as habituais cortinas de fumo, temos de ter respostas às repetidas acusações às classes médias e até a uma das franjas da pobreza: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro e a quem é que isso interessa?


Já se provou que encontrar responsáveis, e o respectivo capital, não é tão difícil como a imagem sugere. É apenas uma questão de meios, de vontade política e de mecanismos transparentes.


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domingo, 10 de dezembro de 2017

a "escola" do Paradise Papers

 


 


 


Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.



"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"


 


Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas. 


 


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

E é isto

 


 


No mesmo período em que o Estado injectou 4 mil milhões de euros no Novo Banco (o Governo da altura garantiu que seriam totalmente recuperáveis e agora sabe-se que voaram), o  "fisco deixou sair 10 mil milhões para offshores, entre 2011 e 2014, sem vigiar as transferências". E é isto. Se um contribuinte se atrasar um dia no reembolso de 10 euros de acerto do IRS o fisco será implacável. O Estado é uma espécie de plataforma bancária que facilita a passagem do capital retirado aos contribuintes com destino aos offshores. E depois há quem se admire com a eleição, e não só, dos trump's deste mundo (também por cá, mesmo que numa versão muito mais suave, não nos iludamos) que, ainda por cima e por suprema ironia, são especialistas das ilegalidades e do desvio mediático das atenções.


 


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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

os senhores da evasão fiscal

 


 


 



 


 


Um vídeo muito elucidativo sobre a evasão fiscal no centro da Europa. Parte de França e passa pelos paraísos fiscais no Luxemburgo, Holanda ou Irlanda.


 


Cortesia do António Ferreira.


 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

o desesperado e o aquecimento financeiro

 


 






François Hollande parece desesperado com o desvario bancário (para sermos brandos, claro) que o rodeia. O responsável financeiro pela sua campanha tinha muito mais capital do que o declarado e usava os paraísos fiscais. Sabe-se que utilizou uma das "mecas" dos ultraliberais: Singapura; veja-se lá como gente tão severa com os costumes dos fracos se dobra até mais não com o capital sem cor. Veremos até que ponto o presidente francês está envolvido na questão.


 


Para já, o que se evidencia é uma operação "mãos limpas" como nunca se fez em Portugal.


 


 


Hollande declara guerra a paraísos fiscais e obriga ministros a revelar património


 

sábado, 6 de abril de 2013

passos

 


 


 


 



 


 


 


A crise financeira tem uma relação directa com a corrupção e com os paraísos fiscais. Muitos dos esforços (há quem designe por saque a transferência histórica que se tem verificado) das classes média e baixa esfumam-se nestes "mercados" desregulados que os ultraliberais que governam teimam em absolver, embora já sejam poucos os que advogam a sua existência como fundamental para a saúde da competição. "O relatório elaborado pelo Consórcio Independente de Jornalismo de Investigação (ICIJ) sobre dezenas de milhares de empresas “offshore” caiu que nem uma bomba, mas para já a informação que consta no documento é apenas a ponta do iceberg(...)". É um assunto que promete.