segunda-feira, 5 de março de 2018

"acordar antes das 10h da manhã é equivalente a tortura"

 


 


 


Não sei se será equivalente a tortura, mas há todo um caminho a percorrer nos horários (escolares também). Aquela ideia do treino militar de acordar na alvorada, "produzir" até às dez e ficar à espera de um lauto, e bem regado, almoço que finaliza a jornada laboral, será aceitável para o próprio mas nunca recomendável como regra exemplar; e muito menos imposta. São já inúmeros os estudos a fundamentar a sensatez e a sublinhar que o pico laboral pode ocorrer nos períodos da tarde ou noite.


 



"Um estudo britânico, publicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, sugere que forçar alguém a acordar antes das 10h da manhã, é extremamente prejudicial para o metabolismo corporal e equivale a tortura.


De acordo com Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar alguém a trabalhar e estudar antes das 10 horas da manhã, afecta fisicamente e emocionalmente o desempenho do corpo, podendo causar stress e exaustão.


Antes dos 55 anos de idade, o ritmo circadiano dos humanos é iniciado a partir das 10 horas da manhã.


O estudo indica que as crianças não são favorecidas na aprendizagem se acordarem antes das 8h30, podendo aumentar os resultados com um horário mais adequado ao relógio biológico.(...)"


4 comentários:

  1. isso contraria o modelo sócio-económico atual e contra os DDT europeus, só acenando que isso daria muito dinheiro...

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  2. Deixar os adolescentes dormir até mais tarde: os adolescentes que não dormem o suficiente são mais propensos a adoptar comportamentos de risco, como fumar e relacionados com a actividade sexual. Foi baseada em dezenas de estudos publicados sobre este tópico que a Academia Americana de Pediatria divulgou recentemente uma recomendação para que nesta faixa etária as aulas comecem a partir das 8h30 ou mais tarde ainda, se possível. O que nos leva a outra importante questão: onde é que, afinal, começa e acaba a adolescência? Hoje, baseados na biologia como o aparecimento cada vez mais precoce da menarca e outros sinais de puberdade, muitos cientistas já consideram que a adolescência começa por volta dos dez anos. E se o fim dos teenagers se adivinhava pelos 18 e 19 anos como o próprio estrangeirismo sugere, agora isso está a mudar. Em Janeiro deste ano, foi publicado um estudo na revista Lancet Child & Adolescent que defende que os teens podem ir afi nal até aos... 24 anos. Dizem os cientistas que, por um lado, o cérebro continua a desenvolver-se no início dos 20 anos e, por outro, que as mudanças sociais mostram que a entrada na vida adulta acontece mais tarde. Hoje, “eles” saem de casa mais tarde, entram no mercado de trabalho mais tarde, casam-se mais tarde, têm filhos mais tarde. Uma altura crítica para prevenir comportamentos ilegais ou criminosos? A adolescência. O momento para “ensinar” as bases de uma sociedade apoiada na igualdade de género? A adolescência. Uma fase em que os media, as redes sociais e outros mecanismos digitais têm um “poder” que pode fazer a diferença entre o bem e o mal? A adolescência. Uma oportunidade para prevenir, tratar, criar problemas ou agravar a saúde mental? A adolescência. O grupo etário com menos acesso à saúde nos países pobres? Os adolescentes. B.J. Casey, neurocientista da Universidade Yale em New Haven, Connecticut, acrescenta: “Sempre que dou uma palestra, peço às pessoas que levantem a mão se estivessem dispostos a passar pela adolescência outra vez. E ninguém o faz.”

    Jornal Público (baseado na edição especial da revista Nature, que inclui vários artigos científicos e reportagens dispersos por diferentes revistas científicas do grupo editorial, dedicada à ciência da adolescência)

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