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sexta-feira, 19 de abril de 2024

"É entre os jovens que o legado do 25 de Abril é mais valorizado"

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Um estudo a ler no Público que tem como título: "É entre os jovens que o legado do 25 de Abril é mais valorizado."


O subtítulo: "À distância de 50 anos, a revolução continua a ser vista como positiva por uma maioria da população. Se a saúde e a educação são consideradas conquistas, a corrupção é um problema sério por resolver."


Como escrevi no último texto no Público, "(...)Aliás, há um tema que foi historicamente o cúmulo da desconfiança e que contribuiu para o colapso de regimes: a corrupção.(...)Como se disse, os eleitores, principalmente os mais novos, seduzem-se com a busca da política, do humanismo, dos direitos fundamentais e da natureza sem rivalidade com a tecnologia, e rejeitam a opção desequilibrada por esta e o desprezo pela escola como oficina da democracia.(...). E os jovens, também pela Europa, votam nos partidos populistas? Votam. Os partidos populistas, e até os demagógicos e autoritários, afirmam que não põem em causa a democracia, mas que vão acabar com a corrupção. Usam "marcas", para nome dos partidos políticos ou coligações, sem qualquer referência ideológica.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Resultados - Inquérito: Professores Contratados Sobre a Proposta de Vinculação Dinâmica




 


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Imagem de um dos quadros do estudo.


Resultados - Inquérito: professores contratados sobre a proposta de vinculação dinâmica.


2 de abril de 2023; Lígia Violas, Pedro Calçada


Resultados Inquérito Professores Contratados 2 (1).pdf


Resultados que considerei mais concludentes: 87,9% não concorda com o concurso externo de vinculação dinâmica; 75,5% reúne condições para concorrer; 63,4% não pretende concorrer e 21,2% não tem opinião; para 79,2% estas alterações contribuem para que deixe a profissão e 15,5% não tem opinião.


Uma conclusão: e depois admiram-se que não há professores.




segunda-feira, 3 de abril de 2023

Valorização Da Carreira Docente - Resultados Sobre As Medidas a Implementar

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Resultados do estudo a "apreciação sobre as medidas a implementar em prol da valorização da carreira docente".

Identificam-se 4 eixos inequivocamente prioritários e de acordo com a semântica do protesto: carreira, avaliação, burocracia e gestão. Identificam-se as primeiras 10 medidas (entre 25 reivindicadas) numeradas pela ordem de escolha no global e, por critério deste blogue, agrupadas nos 4 eixos:



1. carreira (1. recuperação do tempo de serviço, 2. eliminação de vagas 5º e 7º escalões, 6. aumentos salariais, 8. reposicionamentos nos escalões 4º e 6º, 9. aposentação, 10. revisão Decreto-Lei n.º 41/2022: mobilidade por doença);



2. avaliação (3. eliminação de quotas, 7. alteração do modelo);



3. burocracia (4. redução);



4. gestão (5. alteração do modelo).



Como a imagem não é nítida neste modo de divulgação, apresenta-se as medidas pela ordem de preferência obtida no estudo:



1. recuperação do tempo de serviço;



2. eliminação de vagas 5º e 7º escalões;



3. eliminação de quotas;



4. burocracia - redução;



5. gestão - alteração do modelo;



6. aumentos salariais;



7. avaliação alteração do modelo;



8. reposicionamentos 4º e 6º escalões;



9. aposentação;



10. revisão Decreto-Lei n.º 41/2022: mobilidade por doença.



Nota: Mais de 10.000 respostas obtidas e tratadas por Alberto Veronesi, Lígia Violas e Paulo Fazenda.



Segue o pdf com o estudo.



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quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Do Universo das Conclusões Óbvias e Graves

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A adicção tecnológica (“há uma explosão da partilha de conteúdos de pornografia e misoginia”), e recuos civilizacionais como quadros de mérito académico para crianças e jovens, só podia dar nisto. Os professores confirmam estes estudos da OMS ("os adolescentes estão mais nervosos e medicam-se mais") e não se cansam de nomear outro problema grave da desestruturação e "ausência" de sociedade na educação: a escola a tempo inteiro que é tantas vezes a educação a tempo inteiro na escola.



"Um quarto dos adolescentes já se feriu de propósito. E são cada vez mais os que tomam calmantes entre os 11 e os 15 anos. Estudo da Organização Mundial da Saúde sobre comportamentos das crianças e jovens entre os 11 e os 15 anos revela que 28% dos adolescentes portugueses sentem-se infelizes e 9% dizem-se “tão tristes que não aguentam" mais. Pandemia agravou mal-estar psicológico, mas há boas notícias no que respeita à alimentação, atividade física e consumo de álcool e tabaco"


"Portugal é dos países onde mais alunos revelam ter uma má relação com o ensino. Um terço dos jovens não gosta de ir à escola, percentagem que tem vindo a aumentar nos últimos anos, indicam os dados do estudo “Health Behaviour in School-aged Children”. Quase 60% dizem sentir “pressão dos pais” para ter boas notas"


quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Do Tamanho Das Turmas

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revisão de literatura (já antiga e centrada nos EUA) sobre o tamanho das turmas promovida pela organização "Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação", registou alguma discussão à volta daquela tendência de martelar os números para que eles se aproximem do que pretendemos.


E lembrei-me da célebre "se acha que a educação é cara experimente a ignorância". A frase de Derek Bok, antigo reitor da Universidade de Harvard, tornou-se mais verdadeira com o passar do tempo.


Agora, compete a cada país escolher.


Peguemos em dois exemplos: Nuno Crato, que ao que saiba nunca leccionou no não superior e foi um legislador de turmas numerosas com base em estudos como o apresentado, disse à SIC, em 15 de Junho de 2013, que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15: depende do professor e da sua qualidade”; William Golding, Nobel da literatura e professor no 1º ciclo durante três décadas, disse à RTP2, em 1983, que “com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 todos os métodos podem ser eficazes.”

domingo, 21 de outubro de 2018

professores: entre a mediatização e a "fuga"

 


 


 


A mediatização da carreira dos professores continua infernal. Do orçamento aos estudos, nada escapa ao "arremesso ao professor". Ter 40 anos de descontos com 60 anos de idade, uma impossibilidade para a maioria dos professores, foi o limite mínimo para eliminar o corte do factor de sustentabilidade nas reformas antecipadas. Não se percebeu se a declaração foi além orçamento e só para a segurança social, mas os sinais de alerta ecoaram de imediato por se reconhecer ao declarante um alto desempenho em jogos florais. Fazer, por exemplo, os 40 de descontos aos 63 de idade deve ser "inconstitucional". E depois temos os títulos: ""Mais de 20 mil professores acham que consomem medicação a mais(...)e revelam estar preocupados com o seu consumo de álcool ou drogas. Imagine-se o jeito argumentativo que estes destaques dão ao tal arremesso.


O que mais se estranha, ou talvez não, é o silêncio ensurdecedor do parlamento em relação às causas que os estudos repetem à exaustão. Será porque a quase totalidade das causas são mais ideológicas do que financeiras e promovidas pela não menos infernal plêiade de treinadores de bancada que pulula pela educação?


Vou recorrer a desenvolvimentos noticiosos que não fazem títulos de notícias nem aberturas televisivas. Ora leia.



"Os professores não passaram a odiar os alunos. Adoeceram internamente. Os professores são vítimas de uma organização de trabalho que adoece.(...)Nove em cada dez quer reformar-se antecipadamente. Mais de 70% dos professores dão aulas exaustos e 84% desejam aposentar-se antecipadamente.(...)Os casos de indisciplina eram problemas da escola e da sociedade e não do professor.(...)O modelo de gestão autoritário e o ensino padronizado roubam a autonomia na sala de aula e isso adoece os professores.(...)O fim da gestão democrática, a falta de reconhecimento público da profissão e o excesso de burocracia são preocupações com forte relação com o estado de exaustão.(...)Tenho 56 anos de idade, 33 e tal de serviço, sou uma professora derrotada, desfeita. Pudesse eu pedir isenção do serviço não-letivo, reuniões, reuniões, reuniões(...)."



A imagem é sobre a poluição por plástico. Conhecendo quem produz a matéria prima, não é difícil encontrar os motivos que travam as mudanças. No caso das escolas, basta recuar no tempo, perceber onde estavam os diversos decisores e constatar a profundidade da aversão aos professores que nos remete para um qualquer ajuste de contas que nos projecta para o imobilismo parlamentar que sustenta a poluição do espaço dos professores entre a mediatização e a "fuga".


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Foto: Reuters

quarta-feira, 4 de julho de 2018

dos valores altíssimos no burnout dos professores

 


 


 


E lá concluiremos que tudo começou com os professores titulares, com as inutilidades horárias, com a avaliação do desempenho (o pesadelo acordou com as progressões), com a hiperburocracia, com os horários ao minuto, com o inferno da medição, com os contratados eternos, com os concursos injustos, com os alunos por turma, com os horários zero, com o "cliente escolar tem sempre razão", com a escola a tempo inteiro a eito e com o aumento da idade da reforma. Mas, e acima de tudo, concluiremos que há uma doença grave, silenciosa e ubíqua, que destruiu a atmosfera relacional porque facilitou modelos "impensados" de autocracia e transportou para o interior da escola o pior da partidocracia (a tal teia autárquica de que se fala muito por estes dias): o nefasto modelo de gestão das escolas associado aos agrupamentos (será de "fugir" com a municipalização que se anuncia).



"Uma realidade profundamente hierarquizada, vigilante, corta a autonomia e tudo isso diminui a produtividade e leva ao adoecimento dos professores e dos profissionais que estão em 'burnout", diz Raquel Varela.


 


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segunda-feira, 5 de março de 2018

"acordar antes das 10h da manhã é equivalente a tortura"

 


 


 


Não sei se será equivalente a tortura, mas há todo um caminho a percorrer nos horários (escolares também). Aquela ideia do treino militar de acordar na alvorada, "produzir" até às dez e ficar à espera de um lauto, e bem regado, almoço que finaliza a jornada laboral, será aceitável para o próprio mas nunca recomendável como regra exemplar; e muito menos imposta. São já inúmeros os estudos a fundamentar a sensatez e a sublinhar que o pico laboral pode ocorrer nos períodos da tarde ou noite.


 



"Um estudo britânico, publicado no Nuffield Department of Clinical Neurosciences, sugere que forçar alguém a acordar antes das 10h da manhã, é extremamente prejudicial para o metabolismo corporal e equivale a tortura.


De acordo com Paul Kelley, da Universidade de Oxford, forçar alguém a trabalhar e estudar antes das 10 horas da manhã, afecta fisicamente e emocionalmente o desempenho do corpo, podendo causar stress e exaustão.


Antes dos 55 anos de idade, o ritmo circadiano dos humanos é iniciado a partir das 10 horas da manhã.


O estudo indica que as crianças não são favorecidas na aprendizagem se acordarem antes das 8h30, podendo aumentar os resultados com um horário mais adequado ao relógio biológico.(...)"


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

os professores e os estudos mais do que estudados

 


 


 


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O Expresso anuncia o seguinte: 



"Pretende ser o maior estudo de sempre sobre o desgaste emocional dos professores, “burnout” incluído”, e sobre as condições em que estes trabalham - se há cansaço, desânimo, desmotivação ou, pelo contrário, alegria. Ainda não há conclusões - essas serão divulgadas em junho - mas já há algumas certezas. “Estamos a assistir a um adoecimento inédito dos professores nas últimas quatro décadas”, diz Raquel Varela, investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova e coordenadora de um estudo em curso sobre o desgaste dos professores, realizado em parceria com a Fenprof(...)"



Tenho a certeza que não há qualquer dúvida nos membros do Governo e das organizações sindicais sobre o estado das condições de realização da profissão de professor. Sabem-no e têm os números: das baixas médicas, por exemplo, dos inquéritos que não comprometem os actores e dos dados relativos à profissão docente. Também conhecem o rol de testemunhos da última década. Ou seja, para se decidir nesta matéria não são necessários mais estudos, embora o que acabei de escrever não injustifique o presente anúncio.


A investigadora acrescenta:



"(...)Isto é um estudo não só sobre o desgaste emocional e o chamado “burnout”, mas também sobre as condições de vida e sobre a vivência subjetiva dos professores nas escolas. Ou seja, o que eles sentem em relação aos alunos, em relação à gestão, em relação aos superiores hierárquicos e em relação aos seus colegas. Tudo isso será abrangido neste inquérito. Estamos a apontar para uma recolha individual de cerca de 40 mil inquéritos. Se conseguimos fazer isso, será de facto um dos maiores estudos realizados desde que existem estudos semelhantes, ou seja, desde os anos 70. Note-se que estamos a falar de uma categoria de profissionais que são responsáveis pelo futuro do país, que formam o país e os trabalhadores do país. As condições de vida e de trabalho desde 130 mil docentes são absolutamente essenciais para determinar como é que vão ser formados os atuais alunos.(...)


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

"Professores quase sem emprego a partir de 2020"

 


 


 


 


"Professores quase sem emprego a partir de 2020", é uma conclusão de um estudo publicado pelo CNE. Para que seja sim, será necessário manter o número de alunos por turma e não alterar o degradado estatuto da carreira nem os indecentes programas de aposentação. Para a actual presidente do CNE, o ensino expositivo generalizado contribui decisivamente para o abandono escolar que reduz o número de alunos no terceiro ciclo e no ensino secundário. Parece um disco de vinil com um qualquer risco. Ou seja, as décadas passam e os estudos concluem sempre no mesmo sentido.

terça-feira, 9 de maio de 2017

"alunos pobres chumbam duas a três vezes mais"

 


 


 


O Expresso dá eco a estudo que conclui que os "alunos pobres chumbam duas a três vezes mais". Há décadas que os estudos indicam esta realidade, embora existam os que tergiversam de acordo com outros interesses. Em Portugal, por exemplo e onde se fez o estudo, a escola é a mais transbordante da Europa. Não há escola na Europa com um caderno de encargos tão impossível de cumprir. A escola portuguesa é tudo. É como se não existisse sociedade. Não será por acaso que continuamos com os piores registos da OCDE no insucesso e abandono escolares (isto também se lê no PISA). Repito um algoritmo que já tem quase uma década e que não interessa (e, pelos vistos, continua a não interessar) a quem tem governado em grande parte do milénio.



A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.

Se testássemos 100 alunos em escolas com organizações de níveis opostos mas na mesma sociedade, esperar-se-iam resultados diferentes. Todavia, essa diferença não seria tão acentuada como no primeiro caso. As condições de realização do ensino (clima escolar, disciplina, número de alunos por turma e na escola, autonomia da escola, desenho curricular, meios de ensino) devem influenciar em 30% e são mais significativas do que o conjunto dos professores.

Se 100 alunos cumprissem duas escolaridades, na mesma sociedade e organização, com 100 professores diferentes, os resultados oscilariam muito pouco. É neste sentido, abrangente, histórico e generalista que se deve considerar os 10% atribuídos aos professores.

É também por isso que é um logro que uma sociedade com baixos níveis de escolaridade consuma as suas energias à volta do desempenho dos 10% ou sequer se convença que tudo se resolve mudando o conteúdo físico dos 30%. A componente sociedade é decisiva e se fecharmos bem os olhos podemos até considerar que 60% é um número por defeito. Mas mais: por paradoxal que pareça, sem os 10% não há ensino.


 


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