Contributo de Mário Silva.
"O próximo ataque do ME à reputação dos docentes.
Através do ‘Iavé’, o ME vai atacar a reputação dos professores no próximo mês de julho. Como? Quem acompanha os exames nacionais, detetou que houve alterações na estrutura deles e nas cotações (aumentaram nas questões de escolha múltipla). Estas alterações têm potencial para piorar as classificações dos exames e obviamente que isso será usado para atacar os professores com a falácia ‘estão-a-ver-esta-gente-a-reivindicar-que-lhes-paguem-as-progressões-e-afinal-os resultados-foram-piores’.
O ME que se arvora o protetor dos ‘coitadinhos-dos-estudantes-que-são-prejudicados-pelos-professores’, depois insidiosamente promove ações que prejudicam os mesmos estudantes nas suas médias de classificação final, usando subrepticiamente como ‘bode expiatório’ a classe docente; nem Maquiavel conseguia ser mais ignóbil…
“Os alunos concordaram que a derradeira questão da prova era a mais complicada e estavam também alinhados no principal assunto de quase todas as conversas: a estrutura do exame deste ano. Ao contrário do que vinha sendo habitual nos anos anteriores, o exame nacional de Matemática A foi dividido em dois cadernos.
«Nós somos sempre as cobaias do Iave», queixa-se Ana, já fora da escola. «Se quisesse voltar atrás a alguma das perguntas do 1.º caderno, não podia», explica.
Jornal Público (25/06/2018)
Não antevejo nenhum motivo técnico-pedagógico que explique a impossibilidade dos estudantes poderem alterar respostas no 1º caderno, caso durante o tempo regulamentar chegassem a essa conclusão.
ResponderEliminarÉ estranho, realmente.
ResponderEliminarNão sei se percebi bem a sua dúvida, mas relativamente ao que diz a aluna: «Se quisesse voltar atrás a alguma das perguntas do 1.º caderno, não podia»
ResponderEliminarClaro que não podia, pois a 1ª parte é resolvida com calculadora que lhes é retirada (e não voltam a poder usá-la) antes de começarem a 2ª parte.
Claro. A Calculadora é retirada antes da 2ª parte. É uma questão estranha. O Mário Silva dirá. Aliás, uma aluna pode voltar ao 1º caderno sem calculadora. Um vigilante não consegue controlar um procedimento desses.
ResponderEliminarO sistema carece mesmo de um reset depois de tanta sucessão de "reformas". A começar pelo sacrossanto acesso ao superior que condiciona todo o sistema.
ResponderEliminarSim, claro que pode voltar, não é proibido; a questão é que, como a resolução desses exercícios depende da calculadora e dos elementos (gráficos, tabelas, etc.) que só podem mesmo ser resolvidos com calculadora, como é que os poderão corrigir/fazer de novo (se entretanto se lembrarem como se faz, etc.) se já não têm a calculadora?
ResponderEliminarClaro. Em princípio, e sem a calculadora, não adianta voltar ao 1º caderno. Esperemos então pelo Mário Silva.
ResponderEliminarA minha discordância é esse impedimento técnico de poder corrigir o que entender. Desde que o processo apareceu, considerei lesivo e anti-pedagógico. A análise critica que se estimula no estudante é exatamente para aprender a detetar o erro, a incorreção, e impedi-lo de exercer a correção é um paradoxo pedagógico.
ResponderEliminarEsse procedimento de numa parte usar a calculadora e noutra parte não usar, é mais desvantajoso pedagogicamente.
lamento informar que, enquanto muitos dos governantes forem profs universitários ou potenciais profs universitários convidados com estatuto de catedrático, o ensino superior é intocável.
ResponderEliminarAssim parece. Concordo. Enfim.
ResponderEliminarPercebi.
ResponderEliminarAliás, a recolha da calculadora justifica-se?
Claro! É isso mesmo!
ResponderEliminarÉ espantoso tudo isto. O sistema parece um frenocómio e não é de agora.
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