quarta-feira, 11 de julho de 2018

O Governo versus professores passa para uma comissão técnica?!


 


 


 


Após um mês de desgastantes greves e de quase um ano a ouvir que "não há dinheiro" (no início era a falácia do "não querem ser avaliados"), Governo e Plataforma de Sindicatos decidem esperar que "uma comissão técnica faça as contas" à recuperação do tempo de serviço?


Não, não é o 1 de Abril. É pior. É a traquitana do estado. Ainda há um mês, o blogue Assistente Técnico, no post "Palhaçada este controlo e monitorização das progressões... baseados em upload de ficheiros EXCEL!", fez um retrato de leitura obrigatória. Os serviços centrais do ME, e não é apenas pelas mais de vinte plataformas digitais quando uma seria moderno e razoável, têm serviços decisivos a viver há muito em derivas info-excluídas onde as redes com ficheiros excel são um modo de vida com estes resultados. E ninguém da mesa negocial se demite perante estas vicissitudes?



 

3 comentários:

  1. A luta não terminou e deve ser levada para o quotidiano na escola, numa forma de guerrilha; sejam zelosos no cumprimento do trabalho e organizem-no de forma a não serem sobrecarregados (não revelo pormenores publicamente, mas quem tem experiência profissional saberá que tipo de atos deve encetar de modo a ir emperrando a máquina...)
    O que interessa é que não fomos ao chão sem dar luta e aqueles que não desistiram das suas convicções mantendo a greve até esta semana, muitos em condições de ameaça e chantagem de direções escolares, devem sentir-se orgulhosos de ter mostrado que não são lacaios nem animais amestrados (embora o orgulho não contribua para a qualidade de vida material...). Citando Alexandre O'Neil:
    "Você tem-me cavalgado
    seu safado!
    Você tem-me cavalgado,
    mas nem por isso me pôs
    a pensar como você.
    Que uma coisa pensa o cavalo;
    outra quem está a montá-lo."

    No surrender!

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